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400m com barreiras masculino

400m com barreiras masculino – Atletismo – Jogos Olímpicos Tóquio 2020 

Recordes dos 400m com barreiras masculino

Recorde Mundial: 46.78 – Kevin Young (USA) – Barcelona (ESP) – 06/08/1992

Recorde Olímpico: 46.78 – Kevin Young (USA) – Barcelona (ESP) – 06/08/1992

Chances do Brasil nos 400m com barreiras masculino

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Alison dos Santos, o Piu, é o principal nome do Brasil nos 400m com barreira para os Jogos de Tóquio-2020 (Wagner do Carmpo/CBAT)

O maior nome do país nos 400m com barreiras atualmente é Alison dos Santos. Conhecido como Piu, Alison fez uma temporada de 2019 excepcional, com apenas 19 anos. Bronze no Mundial Sub-20 de 2018, Alison foi campeão sul-americano adulto, pan-americano sub20, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e na Universíade em 2019. Fez ainda um excelente mundial em Doha, terminando na 7ª colocação, em uma final espetacular, marcando o tempo de 48.28.

Alison bateu sua melhor marca pessoal sete vezes em 2019, melhorando-a em 1.50, além de quebrar sete vezes o recorde sul-americano sub20.

Márcio Teles também já conseguiu o índice olímpico, mas em 2019 só correu duas vezes abaixo dos 50 s.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

Favoritos nos 400m com barreiras masculino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Karsten Warholm, da Noruega, é o principal nome da atualidade nos 400m com barreira e forte candidato ao ouro nos Jogos de Tóquio (Wagner Carmo/CBAt

Esta foi uma das provas que mais evoluiu neste ciclo olímpico e a disputa tem sido enorme.

O principal nome da atualidade é o norueguês Karsten Warholm. Atual bicampeão mundial e campeão europeu, Warholm fez 6 dos 10 melhores tempos de 2019 e não perdeu nenhuma das nove corridas e sete finais que disputou. Sua melhor marca foi 46.92, o 2º melhor tempo da história.

O qatari Abderrahman Samba ficou invicto em 2018, quando conseguiu o tempo de 46.98, o 3º melhor da história. Campeão asiático, foi bronze no Mundial de Doha e é um dos principais adversários de Warholm. O americano Rai Benjamin, prata no último Mundial, também tem o 3º melhor tempo da história com 46.98 obtidos em 2019. Ele fez três dos cinco melhores tempos de 2019. Esses três atletas marcaram os 16 melhores tempos de 2019.

Entre os que correm por fora está o brasileiro Alison dos Santos. Em uma ascensão espetacular, ele melhorou sete vezes a sua marca pessoal em 2019, terminando em 7º no Mundial de Doha e com o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e na Universíade com apenas 19 anos. Outros nomes fortes da prova são Kyron McMaster, das Ilhas Virgens Britânicas, 4º no Mundial, e o cubano naturalizado turco Yasmani Copello, bronze no Rio-2016 e prata no Mundial de 2017.

O Brasil nos 400m com barreiras masculino dos Jogos Olímpicos

Sylvio de Magalhães Padilha, que depois viria a se tornar presidente do COB, foi o primeiro brasileiro finalista olímpico nos 400m com barreira, em Berlim-1936 (Reprodução)

Os primeiros brasileiros a disputarem a prova foram Sylvio Padilha e Carlos dos Reis Filho, em Los Angeles-1932, mas não avançaram da primeira fase. Padilha voltaria a competir em Berlim-1936, chegando à final, onde terminou na excelente quinta colocação com 54.0. Sylvio Padilha foi presidente do Comitê Olímpico Brasileiro de 1963 até 1991, membro do COI a partir de 1964 e vice-presidente da entidade de 1975 a 1978.

Wilson Carneiro competiu em Helsinque-1952, marcando 56.0 na primeira rodada e parando na segunda com 59.4. Em Melbourne-1956, Ulisses dos Santos não avançou de fase com 53.8 na sua eliminatória, assim como Anubes da Silva em Roma-1960, com 52.25 na sua bateria.

O Brasil só voltou a ter um atleta na prova em Moscou-1980, quando Antônio Dias Ferreira parou nas semifinais. Ele competiu também em Los Angeles-1984, ficando em segundo na sua bateria eliminatória com 49.85, perdendo para o espetacular Edwin Moses, e parando novamente na semifinal.

Em Barcelona-1992, Eronilde Araújo fez sua estreia olímpica, parando na semifinal. Em Atlanta-1996, o Brasil colocou dois nomes na final: Everson Teixeira foi 7º com 48.57 e Eronilde 8º com 48.78. Após um excelente ano de 1999, onde conquistou o tricampeonato da prova nos Jogos Pan-Americanos e o 4º lugar no Mundial de Sevilha, Eronilde chegou como um dos principais nomes em Sydney-2000, onde alcançou sua segunda final olímpica, terminando em 5º lugar com 48.34.

Mahau Suguimati, goiano criado no Japão, chegou na semifinal em Pequim-2008 e no Rio-2016. Márcio Teles também competiu no Rio, mas não avançou de fase.

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Histórico dos 400m com barreiras masculino nos Jogos Olímpicos

O americano Edwin Moses, ouro em Montreal-1976 e Los Angeles-1984 nos 400m com barreira, é apontado como responsável por revolucionar a prova (Reprodução)

Os Estados Unidos são os maiores vencedores da prova na Olimpíada, com 18 ouros em 25 disputas olímpicas.

A prova fez sua estreia olímpica em Paris-1900 com apenas cinco atletas na disputa e foi vencida pelo americano Walter Tewksbury com 57.6.

Foi apenas na sexta disputa olímpica da prova, em Amsterdã-1928, que um americano não ficou com o ouro. O britânico David Burghley ficou com a vitória igualando o recorde olímpico com 53.4. Em Los Angeles-1932 o ouro foi para o irlandês Bob Tisdall com 51.7. Esta final teve um fato curioso: Tisdall bateu o recorde mundial na época com este tempo, mas, por derrubar a última barreira, a marca não poderia ser oficializada. O segundo colocado, o americano Glenn Hardin, acabou igualando o recorde mundial de 52.0. Hardin ficaria com o ouro em Berlim-1936 com 52.4.

Após a 2ª Guerra Mundial, foram cinco vitórias seguidas dos Estados Unidos, com destaque para o bicampeonato de Glenn Davis em Melbourne-1956 e Roma-1960. Nas duas edições, tivemos um pódio completo dos Estados Unidos.

A sequência americana seria quebrada na Cidade do México-1968 com o britânico David Hemery, que dominou a final com recorde mundial de 48.1, colocando quase um segundo sobre os competidores, e dizimando o recorde mundial anterior, que era de 48.8. Foi a primeira vez sem um americano no pódio olímpico.

Em Munique-1972, o ouro foi pela primeira (e até agora única) vez para a África. John Akii-Bue, de Uganda, venceu com recorde mundial de 47.82, faturando o primeiro ouro olímpico da história de seu país.

Na edição seguinte, em Montreal-1976, surgiu um dos maiores nomes da história do atletismo e do esporte: Edwin Moses. O americano revolucionou a prova ao dar 13 passos entre as barreiras contra os normais 15 de seus adversários, algo facilitado pela sua altura de 1,88 m. Ele sobrou em Montreal ao levar o ouro com 47.64, recorde mundial e mais de um segundo sobre o segundo colocado. Esta era sua primeira competição internacional.

Entre 1977 e 1987, Moses venceu 107 finais consecutivas (122 corridas consecutivas), entre elas o seu segundo título olímpico em Los Angeles-1984 com 47.75 e dois títulos mundiais em 1983 e 1987. Sua despedida foi em Seul-1988, onde conquistou o bronze. Sua carreira só não foi mais espetacular por conta do boicote americano em Moscou-1980. A vitória em Seul-1988 ficou com o americano Andre Phillips com 47.19, recorde olímpico, a prata foi para o senegalês Amadou Dia Ba com 47.23 e Moses completou o pódio com 47.56.

Os americanos seguiram vencendo nas edições seguintes em Barcelona-1992 com Kevin Young, recorde mundial de 46.78, em Atlanta-1996 com Derrick Adkins com 47.54 e em Angelo Taylor em Sydney-2000 com 47.50.

Em Atenas-2004, o dominicano Felix Sánchez, bicampeão mundial em 2001 e 2003, dominou a prova para vencer o primeiro ouro de seu país com 47.63. Em Pequim-2008, ele era um dos favoritos, mas ficou sabendo do falecimento de sua avó pouco antes de sua eliminatória e, correndo muito mal, nem passou de fase. Os americanos dominaram a prova completando o pódio, com nova vitória de Angelo Taylor com 47.25.

Aos 34 anos, Feliz Sánchez disputaria sua quarta Olimpíada. Ele não fazia uma grande temporada na época, mas brilhou em Londres-2012 para levar o seu segundo título olímpico com 47.63.

No Rio-2016, o ouro ficou com o americano Kerron Clement, bicampeão mundial em 2007 e 2009.

Medalhistas dos 400m com barreiras masculino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Paris-1900Walter Tewksbury (USA)Henri Tauzin (FRA)George Orton (CAN)
St. Louis-1904Harry Hillman (USA)Frank Waller (USA)George Poage (USA)
Londres-1908Charles Bacon (USA)Harry Hillman (USA)Jimmy Tremeer (GBR)
Estocolmo-1912   
Antuérpia-1920Frank Loomis (USA)John Norton (USA)August Desch (USA)
Paris-1924Morgan Taylor (USA)Erik Wilén (FIN)Ivan Riley (USA)
Amstrerdã-1928David Burghley (GBR)Frank Cuhel (USA)Morgan Taylor (USA)
Los Angeles-1932Bob Tisdall (IRL)Glenn Hardin (USA)Morgan Taylor (USA)
Berlim-1936Glenn Hardin (USA)John Loaring (CAN)Miguel White (PHI)
Londres-1948Roy Cochran (USA)Duncan White (SRI)Rune Larsson (SWE)
Helsinque-1952Charles Moore (USA)Yuriy Lituyev (URS)John Holland (NZL)
Melbourne-1956Glenn Davis (USA)Eddie Southern (USA)Josh Culbreath (USA)
Roma-1960Glenn Davis (USA)Clifton Cushman (USA)Dick Howard (USA)
Tóquio-1964Rex Cawley (USA)John Cooper (GBR)Salvatore Morale (ITA)
Cidade do México-1968David Hemery (GBR)Gerhard Hennige (GDR)John Sherwood (GBR)
Munique-1972John Akii-Bua (UGA)Ralph Mann (USA)David Hemery (GBR)
Montreal-1976Edwin Moses (USA)Michael Shine (USA)Yevgeniy Gavrilenko (URS)
Moscou-1980Volker Beck (FRG)Vasyl Arkhypenko (URS)Gary Oakes (GBR)
Los Angeles-1984Edwin Moses (USA)Danny Harris (USA)Harald Schmid (GDR)
Seul-1988André Phillips (USA)Amadou Dia Ba (SEN)Edwin Moses (USA)
Barcelona-1992Kevin Young (USA)Winthrop Graham (JAM)Kriss Akabusi (GBR)
Atlanta-1996Derrick Adkins (USA)Samuel Matete (ZAM)Calvin Davis (USA)
Sydney-2000Angelo Taylor (USA)Hadi Al-Somaily (KSA)Llewellyn Herbert (RSA)
Atenas-2004Félix Sánchez (DOM)Danny McFarlane (JAM)Naman Keïta (FRA)
Pequim-2008Angelo Taylor (USA)Kerron Clement (USA)Bershawn Jackson (USA)
Londres-2012Félix Sánchez (DOM)Michael Tinsley (USA)Javier Culson (PUR)
Rio-2016Kerron Clement (USA)Boniface Mucheru Tumuti (KEN)Yasmani Copello (TUR)

Quadro de medalhas dos 400m com barreiras masculino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos19121041
Grã-Bretanha2158
República Dominicana2002
Alemanha Ocidental1001
Irlanda1001
Uganda1001
União Soviética0213
Jamaica0202
Alemanha Oriental0112
Canadá0112
França0112
Arábia Saudita0101
Finlândia0101
Quênia0101
Senegal0101
Sri Lanka0101
Zâmbia0101
África do Sul0011
Filipinas0011
Itália0011
Nova Zelândia0011
Porto Rico0011
Suécia0011
Turquia0011

A prova

Prova dos 400m com barreira masculino nos Jogos Rio-2016 (Divulgação)

400m com barreiras é uma modalidade olímpica do atletismo que consiste em uma corrida de velocidade com a superação de barreiras ao longo da totalidade de uma pista padrão ovalada desta distância. Os atletas largam de blocos de partida fixados no chão e dão uma volta inteira em torno da pista dentro de suas raias designadas, saltando dez barreiras até a linha de chegada.

As barreiras, com largura idêntica a da raia de corrida, feitas de um alumínio especial e desenhadas para cair para a frente a um toque mais forte, tem uma altura de 91,4 cm na prova masculina; para as mulheres a altura é de 76,2 cm. As barreiras podem ser tocadas ou até derrubadas sem desclassificação do atleta que geralmente é o único prejudicado em seu próprio tempo nesta situação.

Assim como em outras provas de velocidade do atletismo, um tempo de reação inferior a 0.1s ao sinal de largada é considerado como uma largada falsa e o atleta desclassificado com a prova sendo reiniciada com os restantes. Um atleta também pode ser desclassificado caso pise na raia de outro competidor.