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100m livre feminino

100m livre feminino – Natação – Jogos Olímpicos Tóquio 2020 

 

Recordes dos 100m livre feminino

Recorde mundial: 51s71 – Sarah Sjöström (SUE) – Budapeste (HUN) – 23/07/2017
Recorde olímpico: 52s70 – Simone Manuel (USA) e Penny Oleksiak (CAN) – Rio de Janeiro (BRA) – 11/08/2016
Recorde Brasileiro: – 54s03 – Larissa Oliveira – Rio de Janeiro (BRA) – 19/04/2016

Chances do Brasil nos 100m livre feminino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

O Brasil não terá representantes no evento em Tóquio-2020.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

O Brasil nos 100m livre feminino dos Jogos Olímpicos

Maria Lenk - Pioneira - Natação - Olimpíada
Maria Lenk foi a primeira brasileira a participar de uma Olimpíada, em Los Angeles-1932, onde disputou os 100m livre (Arquivo Nacional)

A história do Brasil nos 100m livre feminino começa com Maria Lenk, a primeira mulher latino-americana a participar de uma edição olímpica, em Los Angeles-1932. A atleta era especialista no nado peito, mas competiu também nos 100m livre, parando nas eliminatórias com 1m25s80.

Quatro ano depois, Piedade Coutinho quase conseguiu uma final na prova, ficando em nono lugar com a marca de 1m09s60, a uma posição da disputa decisiva. Representaram o Brasil naquela oportunidade também Helena Salles e Scylla Venâncio, que pararam nas eliminatórias.

Piedade Coutinho voltou doze anos depois, em Londres-1948, edição que marcou o retorno dos Jogos Olímpicos após a Segunda Guerra Mundial. Mesmo mais velha e sem grandes condições de treino, avançou de fase para as semifinais, ficando em ótimo 13º lugar. Tanto Maria Lenk quanto Piedade Coutinho poderiam chegar a mais finais e, quem sabe, medalhas olímpicas se não fosse o cancelamento dos Jogos devido a segunda grande guerra.

O Brasil só voltou a ter atletas na prova 24 anos depois, em Munique-1972, com Lucy Burle. Lucy ficou nas eliminatórias com 1m03s12, então recorde sul-americano.

Adriana Pereira e Isabelle Vieira em Seul-1988, Gabrielle Rose em Atlanta-1996, Rebeca Gustão em Atenas-2004, Tatiana Lemos em Pequim-2008 e Daynara de Paula em Londres-2012 também foram atletas olímpicas na prova, chegando até as eliminatórias, sendo o melhor resultado o 19º de Tatiana Lemos.

Nos Jogos do Rio-2016, o Brasil voltou a avançar de fase, com Etiene Medeiros chegando até as semifinais, terminando em 16º. O Brasil foi também foi representado em casa por Larissa Oliveira, que terminou em 21º lugar.

Favoritas do 100m livre feminino nos Jogos de Tóquio-2020

Os 100 m livre feminino são uma das provas mais aguardadas e disputadas do cenário internacional da natação atualmente. Das 25 melhores marcas de todos os tempos, dezenove foram feitas por atletas em atividade. Marcas como 53s77, tempo que consagrou a holandesa Inge de Bruijn em Sydney-2000 não são suficientes na atualidade para garantir sequer uma vaga na semifinal. Pelo menos dez atletas podem brigar pela sonhada medalha de ouro olímpica.

Sarah Sjostrom, da Suécia, é a única mulher na história da prova a nadar abaixo dos 52 segundos (51s71), feitos na abertura da competição de revezamentos no Mundial de Budapeste em 2017. Isso só já a coloca como favorita absoluta ao ouro na prova. Entretanto, Sarah nunca conquistou o ouro na prova em competições de nível mundial, sendo vice-campeã nos Mundiais de 2013, 2015, 2017 e medalhista de bronze em 2019, além da medalha de mesma cor conquistada nos Jogos do Rio.

A americana Simone Manuel e as irmãs australianas Cate e Bronte Campbell são as principais pedras no sapato de Sarah. Simone é a atual bicampeã mundial e maior velocista da história da fortíssima e tradicional natação americana. Simone chegará em Tóquio defendendo o título olímpico conquistado nos Jogos do Rio após ser bicampeã mundial. Mallory Comerford surge como a segunda atleta do país atualmente, e trata-se de um nome para ficar de olho.

Natação Sarah Sjöström
Mesmo sem conquistas relevantes neste ciclo, a sueca Sarah Sjostrom chega como grande favorita em Tóquio nos 100m livre (Reprodução)

Já as irmãs australianas, Cate e Bronte, foram campeãs mundiais respectivamente em 2013 e 2015. Na Rio-2016 decepcionaram a torcida da Austrália, ficando de fora do pódio. Agora, vão rumo a Tóquio buscar o ouro individual.

O Canadá tem crescido muito nos últimos anos na natação feminina e Penny Oleksiak é uma das principais responsáveis por isso. Campeã olímpica no Rio, empatada com Simone Manuel, Penny não melhora seu tempo desde aquela final. Ainda assim, está entre as favoritas. Sua compatriota Taylor Ruck é quem tem levado ao Canadá os melhores resultados na prova atualmente.

Outros grandes nomes na prova são a dinamarquesa campeã olímpica dos 50 m livre Pernille Blume, a holandesa Femke Heemsk, a francesa Charlotte Bonnet, a japonesa Rikako Ikee e a chinesa Zhang Yufei.

Histórico dos 100m livre feminino nos Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de Estocolmo-1912 foram os primeiros com a presença de mulheres nas provas de natação. Naquela oportunidade, apenas uma prova individual foi disputada por elas, justamente os 100m livre. A primeira campeã olímpica da natação feminina foi Fanny Durack, atleta que representou a Austrálasia. Fanny ganhou com 1m19s80, o primeiro recorde olímpico feminino de natação. Completaram o pódio pioneiro Wilhelmina “Mina” Wylie, também da Australasia e Jennie Fletcher da Grã-Bretanha.

Assim como na maioria das provas do programa olímpico, especialmente no feminino, os Estados Unidos são os maiores campeões da prova, com nove ouros no total. Muito disso se deve a um grupo de mulheres americanas que dominou a prova nos anos 20 e início dos anos 30. Ethelda Bleibtrey foi a pioneira. Deu um show nos Jogos de Antuerpia-1920, quebrando recordes mundiais todas as vezes que caia na água, vencendo também os 400 m livre e os 4 x 100m livre com a equipe do país.

Essas eram as três provas do programa olímpico feminino na época. Pelo pioneirismo, Ethelda é respeitada até os dias de hoje na história da natação americana.

Após Ethelda, o país contou com Ethel Lackie, Mariechen Wehselau, Gertrude Ederle, Albina Osipowich e Helene Madison que se revezavam quebrando recordes mundiais e conquistando medalhas para os Estados Unidos. Ethel foi campeã em Paris-1824, Albina em Amsterdã-1928 e Helene em Los Angeles-1932.

A australiana Dawn Fraser é até agora a única tricampeã olímpica nos100m livre (Reprodução/COI)

As holandesas foram as primeiras a quebrarem o longo domínio americano, com Willy den Ouden, prata em Los Angeles-32 e e Rie Mastenbroek se tornando campeã olímpica em Berlim-1936. Nessa edição, destaque para a prata da argentina Jeannette Campbell, a primeira medalha olímpica de uma mulher latino-americana.

Pouco antes de Berlim Willy den Ouden quebrou novamente o recorde mundial, em fevereiro de 1936 (1min04s8), porém não repetiu o tempo nos Jogos, ficando em quarto. Apesar da frustração seu recorde durou longos 20 anos, um dos mais longevos da história da natação. Até ser quebrado pela australiana Dawn Fraser, o maior nome da história da prova, em fevereiro de 1956 durante o campeonato de natação da Austrália.

Dawn foi tricampeã olímpica nos 100 m livre, em Melbourne-1956, Roma-1960 e Tóquio-1964. Além disso, elevou o nível da prova, sendo a primeira mulher a quebrar a barreira do um minuto, feito conquistado em outubro de 1962 (59s90).

No início da década de 70, outra estrela australiana se tornou recordista mundial, Shane Gould, que quebrou por duas vezes o recorde que antes pertencera a sua compatriota Dawn Fraser. Shane foi medalhista de bronze nos Jogos de Munique-1972, atrás das americanas Sandy Neilson e Shirley Babashoff. Gould foi a única atleta da história a ter sido recordista mundial em todas as provas do nado livre simultaneamente, feito conquistado quando quebrou a marca dos 100 m livre, a única prova que faltava em seu cartel.

Após os ídolos australianos, foi a vez das atletas da extinta Alemanha Oriental dominarem a prova. Por 13 anos, o recorde mundial ficou em posse das atletas do país, sendo Kornelia Ender, campeã olímpica em Montreal-1976, responsável por baixar a marca por dez vezes.

Em seguida, sua compatriota Barbara Krause, campeã olímpica em Moscou-1980, tomou pra si a melhor marca de todos os tempos, sendo a primeira da história a baixar dos 55 segundos, com 54s98. Foi recordista mundial por seis anos até Kristin Otto, a terceira alemã oriental seguida quebrar a marca, em agosto de 1986, quando foi campeã mundial, com 54s73.

Dois anos depois, Otto venceu seis provas nos Jogos Olímpicos de Seul-1988, se tornando a mulher mais vencedora de medalhas de ouro em uma mesma edição olímpica. Nesse meio tempo de domínio alemão, Nancy Hogshead e Carrie Steinseifer, ambas dos Estados Unidos, se aproveitaram do boicote da Alemanha Oriental e empataram na final dos 100 m livre em Los Angeles-84, conquistando dois ouros para seu país.

A China, logo em seguida, entrou para o hall de países com períodos dominantes na prova. Zhuang Yong foi a campeã olímpica da prova em Barcelona-1992, superando na final Jenny Thompson dos Estados Unidos. Le Jingyi, outra chinesa, foi campeã e recordista mundial da prova, confirmando o título olímpico depois em Atlanta-1996.

Inge de Bruijn, da Holanda, um dos maiores nomes das provas de velocidade na história da natação, foi campeã em Sydney-2000 e dominou a prova por quatro anos, mas em Atenas-2004 foi surpreendida por Jodie Henry, da Austrália, que levou o ouro, o primeiro da Austrália na prova desde Down Fraser em Tóquio-1964.

Os anos seguintes foram marcados pelas disputas entre Britta Stefen da Alemanha e Libby Trickett, da Austrália. Libby chegou como recordista dos 100 m livre nos Jogos de Pequim-2008, mas não confirmou o título, ficando com a prata atrás da alemã.

Apesar do grandioso início de ciclo olímpico, nenhuma das duas subiu ao pódio olímpico de Londres-2012. Libby sequer se classificou para a prova, enquanto Britta parou nas semifinais. O ouro, com recorde olímpico de 53s00, foi para a holandesa Ranomi Kromowidjojo.

Cate Campbell, da Austrália, dominou o ciclo olímpico rumo ao Rio, quebrando inclusive o recorde mundial da prova poucos meses antes, marcando 52s06. Favoritíssima ao ouro, ficou de fora do pódio e viu duas jovens atletas empatarem na primeira colocação com 52s70, um novo recorde olímpico.

natação Simone Manuel
Ouro em 2016 nos 100m livre, ao lado de Penny Oleksiak (CAN), a americana Simone Manuel é favorita ao bi em Tóquio (Reprodução)

Simone Manuel, dos Estados Unidos, se tornou a primeira mulher negra a ser campeã olímpica em provas individuais da natação. Ao lado dela, Penny Oleksiak do Canadá, que se tornou a primeira pessoa nascida nos anos 2000 a conquistar um ouro olímpico no esporte. O bronze foi para a sueca Sarah Sjöström. As três estão entre as favoritas para Tóquio-2020.

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As medalhistas dos 100m livre feminino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Estocolmo 1912Fanny Durack (ANZ)Mina Wylie (ANZ)Jennie Fletcher (GBR)
Antuérpia 1920Ethelda Bleibtrey (USA)Irene Guest (USA)Frances Schroth (USA)
Paris 1924Ethel Lackie (USA)Mariechen Wehselau (USA)Trudy Ederle (USA)
Amsterdã 1928Albina Osipowich (USA)Eleanor Garatti (USA)Joyce Cooper (GBR)
Los Angeles1932Helene Madison (USA)Willy den Ouden (NED)Eleanor Garatti-Saville (USA)
Berlim 1936Rie Mastenbroek (NED)Jeanette Campbell (ARG)Gisela Arendt (GER)
Londres 1948Greta Andersen (DEN)Ann Curtis (USA)Marie-Louise Vaessen (NED)
Helsinque 1952Katalin Szőke (HUN)Hannie Termeulen (NED)Judit Temes (HUN)
Melbourne 1956Dawn Fraser (AUS)Lorraine Crapp (AUS)Faith Leech (AUS)
Roma 1960Dawn Fraser (AUS)Chris von Saltza (USA)Natalie Steward (GBR)
Tóquio 1964Dawn Fraser (AUS)Sharon Stouder (USA)Kathy Ellis (USA)
Cidade do México 1968Jan Henne (USA)Sue Pedersen (USA)Linda Gustavson (USA)
Munique 1972Sandy Neilson (USA)Shirley Babashoff (USA)Shane Gould (AUS)
Montreal 1976Kornelia Ender (GDR)Petra Priemer (GDR)Enith Brigitha (NED)
Moscou 1980Barbara Krause (GDR)Caren Metschuck (GDR)Ines Diers (GDR)
Los Angeles1984Nancy Hogshead (USA)
Carrie Steinseifer (USA)
Annemarie Verstappen (NED)
Seil 1988Kristin Otto (GDR)Zhuang Yong (CHN)Catherine Plewinski (FRA)
Barcelona 1992Zhuang Yong (CHN)Jenny Thompson (USA)Franziska van Almsick (GER)
Atlanta 1996Le Jingyi (CHN)Sandra Völker (GER)Angel Martino (USA)
Sydney 2000Inge de Bruijn (NED)Therèse Alshammar (SWE)Jenny Thompson (USA)
Dara Torres (USA)
Atenas 2004Jodie Henry (AUS)Inge de Bruijn (NED)Natalie Coughlin (USA)
Pequim 2008Britta Steffen (GER)Libby Trickett (AUS)Natalie Coughlin (USA)
Londres 2012Ranomi Kromowidjojo (NED)Aliaksandra Herasimenia (BLR(Tang Yi (CHN)
Rio 2016Simone Manuel (USA)
Penny Oleksiak (CAN)
Sarah Sjöström (SWE)

Quadro de medalhas dos 100m livre feminino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos991028
Austrália4228
Holanda3339
Alemanha Oriental3216
China2114
Alemanha1124
Australasia1102
Hungria1012
Canadá1001
Dinamarca1001
Suécia0112
Argentina0101
Belarus0101
Grã-Bretanha0033
França0011