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3000m com obstáculos feminino

Jogos Pan-Americanos – Lima 2019 – Atletismo – 3000m com obstáculos feminino

Chances do Brasil

Tatiane Raquel da Silva é a brasileira com mais chances de sucesso nos 3000m com obstáculos feminino dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Em março deste ano, fez o melhor tempo da carreira ao cravar 9min46s39. Em 2018, foi a melhor sul-americana e ficou em 17º. entre as atletas das Américas com o tempo 9min48s40. A frente dela, 11 americanas e quatro canadenses, mas como cada país só pode levar duas atletas por prova, as chances dela crescem, ainda mais se ela continuar evoluindo o desempenho.

Local da competição

Estádio Atlético Pan-Americano

Local: Lima

Capacidade: 12.000 torcedores

A estrela dos Jogos

Sabine Heitling, do Brasil, é a maior vencedora da história dos 3000m com obstáculos nos Jogos Pan-Americanos. A prova começou a ser disputada no Rio de Janeiro 2007 e teve a atleta como campeã. Em Guadalajara 2011, ela voltou ao pódio ao conquistar a medalha de bronze.

Hoje, aos 31 anos, Sabine Heitiling está aposentada. A gaúcha de Santa Cruz do Sul foi suspensa por doping em 2013 e só voltou a competir em 2015. Ela foi defender a Associação Pé de Vento em Petrópolis visando se classificar para a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016, mas acabou desistindo do plano olímpico ao engravidar e resolveu se aposentar definitivamente.

Nossos pódios

Além das duas medalhas conquistadas por Sabine Heitling, o Brasil faturou bronze com Zenaide Viera, que ficou em terceiro lugar nos 3000m com obstáculos feminino nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Ao todo, o país soma um ouro e dois bronzes e só está atrás dos Estados Unidos no quadro de medalhas da prova. As americanas venceram as duas últimas edições com Sara Hall em Guadalajara 2011 e Ashley Higginson em Toronto 2015, fazendo sobradinha com a compatriota Shalaya Kipp, que ficou com a medalha de prata.

Medalhistas

ANO Medalha de ouro TEMPO Medalha de prata TEMPO Medalha de bronze TEMPO
2007 Sabine Heitling
Brasil
9:51.13 Talis Apud
 México
9:55.43 Zenaide Vieira
Brasil
9:55.71
2011 Sara Hall
EUA
10:03.16 Angela Figueroa
Colômbia Colômbia
10:10.14 Sabine Heitling
Brasil
10:10.98
2015 Ashley Higginson
EUA
9:48.12 Shalaya Kipp
EUA
9:49.96 Geneviève Lalonde
Canadá
9:53.03

Quadro de Medalhas

Ordem País Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze Total
1  EUA 2 1 0 3
2  Brasil 1 0 2 3
3  Colômbia 0 1 0 1
 México 0 1 0 1
5  Canadá 0 0 1 1

A prova

3000 metros com obstáculos é uma prova olímpica de meio-fundo disputada em uma pista de atletismo entre barreiras e fossos de água e deriva seu nome original, steeplechase, da antiga e tradicional corrida de cavalos disputada entre obstáculos em campo aberto.

A prova é originária das Ilhas Britânicas, onde corredores corriam de uma cidade para a outra se orientando pelos campanários de suas igrejas, usados como marcos por serem visualizados à grande distância. Durante o percurso, eles tinham inevitavelmente que pular sobre córregos e pequenos obstáculos e muros de pedra separando as propriedades no caminho.

A largada é dada com os atletas lado a lado ou em bloco ocupando toda a largura da pista, sem marcação de raia. O número de voltas na pista padrão de 400 metros depende da posição do fosso d’água obrigatório – fora ou dentro da segunda curva da pista – mas os atletas precisam saltar um número total de 28 barreiras e sete fossos d’água durante a duração da corrida.

As barreiras da prova masculina tem altura de 91,4 cm e as da feminina de 76,2 cm, com uma largura mínima de 3,94 m; o fosso d’água de superfície inclinada tem 3,66 m de comprimento com uma profundidade de 70 cm em sua parte mais funda, exatamente em baixo da barreira até chegar ao mesmo nível da pista ao final do comprimento, o que significa que quanto mais longe o atleta que a ultrapassa conseguir saltar, menos água e pressão contrária pela frente terá nos pés e tornozelos, o que dá vantagem aos melhores saltadores entre os corredores. Diferente das provas de velocidade com barreiras, que caem a qualquer toque, os obstáculos do steeplechase são mais sólidos e pesados e os atletas muitas vezes os usam para pegar impulso da passada na corrida ao invés de apenas saltá-los, especialmente o obstáculo do fosso.