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Letícia Izidoro Lima da Silva

Letícia Izidoro – seleção brasileira de futebol feminino – Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Ficha TécnicaMedalhas
Nascimento: Rio de Janeiro/RJ
Idade: 26 anos (13/08/1994)
Altura: 1,75m
Clube: Benfica/POR

Letícia Izidoro Lima da Silva, mais conhecida como Letícia Izidoro ou Lelê, é uma goleira que atualmente atua no Benfica-POR e que defenderá a seleção brasileira de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

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O começo de tudo: lutando pelo seu espaço desde cedo

Parece apenas uma situação corriqueira, do cotidiano, sem muita importância. O futebol feminino no Brasil não tem o mesmo espaço e as mesmas oportunidades do futebol masculino. Quando criança, Letícia Izidoro, assim como a imensa maioria das garotas, começou jogando ao lado dos meninos, na rua mesmo. Em entrevista ao canal oficial da CBF, contou que teve de encará-los para superar o preconceito e conseguir brincar em paz. Personalidade forte, “birrenta” – como se intitulou -, arrumava confusões.

E naquela vitória surgiu uma atleta olímpica. Já jogava e disputava campeonatos nos tempos de escola, mas atuando na linha. Depois, na falta de uma goleira, sobrou para ela, mais alta do que as demais, e assim foi pegando gosto pela posição. Viajou pela primeira vez para a disputa do Mundial Escolar, teve certeza que queria seguir este caminho e em 2005 decidiu ser goleira por “não ter o dom” para jogar na linha.

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O apoio da família foi fundamental. Até hoje é “tratada como bebê”, revelou na mesma entrevista. Os pais e o irmão ajudaram e deram o máximo suporte possível assim que Lelê tomou a decisão de seguir a carreira no futebol. Como não poderia ser diferente, torcem e se orgulham muito de cada conquista da filha.

Categorias de base da seleção feminina e frustração em 2016

No começo da carreira, Letícia Izidoro conviveu com convocações e passou por todas as seleções de base do Brasil. Deu início na equipe sub-17 até chegar ao time profissional. O aprendizado nas categorias inferiores encurtou a distância para que ela alcançasse o objetivo. Foi um período de bastante aprendizado, ainda mais vivendo o sonho de dividir espaço com craques como Formiga, Cristiane e Marta.

Letícia Izidoro - seleção brasileira de futebol feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Lelê passou pelas divisões de base da seleção feminina antes de chegar à principal. Foto: Daniela Porcelli/CBF

Lelê fez parte do ciclo da Copa do Mundo de 2015, no Canadá, quando o seleção feminina caiu para a Austrália nas oitavas de final. Para os Jogos Olímpicos do Rio, no ano seguinte, aguardava uma convocação que, no fim, não veio. O sentimento, claro, foi de frustração. A expectativa era participar do maior evento esportivo do planeta justamente em sua cidade natal. Na mesma entrevista à CBF, a goleira disse que esperava um desfecho diferente para Tóquio 2020, tentando esquecer a decepção: “Agora eu estou tendo uma nova oportunidade. Você tem que aprender com os erros do passado e trazer as experiências boas para que essa Olimpíada tenha um gostinho diferente. Não de frustração, mas de realização.”

7 títulos e 9 derrotas: o sucesso no Corinthians

Letícia Izidoro realizou no Sul as primeiras defesas como profissional. Defendeu as cores do Avaí/Kindermann entre 2013 e 2014, colecionando também passagens por Centro Olímpico e São José, onde conquistou o Mundial de Clubes, antes de chegar ao Corinthians. Carioca, encontrou em São Paulo um lugar para brilhar e ficar mais perto de Tóquio, com os olhares atentos de Pia Sundhage, técnica do Brasil.

Letícia Izidoro - seleção brasileira de futebol feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Lelê: títulos atrás de títulos com a camisa do Corinthians. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

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Quando chegou, o clube do Parque São Jorge tinha uma parceria com o Osasco/Audax. A partir de 2018, criou time próprio. Durante o período, Lelê empilhou taças, viu poquíssimas derrotas e chegou perto de completar 100 partidas com a camisa alvinegra. De acordo com dados do ‘Meu Timão’, o retrospecto da goleira pelo Corinthians registra 70 vitórias, 18 empates e apenas 9 derrotas. Somando as taças gerais, são dois Brasileiros (2018 e 2020), duas Libertadores (2017 e 2019), dois Paulistas (2019 e 2020) e uma Copa do Brasil (2016).

Em 2021

A trajetória vitoriosa despertou o interesse do futebol europeu. Aos 26 anos, ela acertou com o Benfica, de Portugal, em janeiro. É a sua primeira experiência no exterior. De lá para cá, fez 14 partidas em temporada marcada pelo primeiro título da história do time de Lisboa na primeira divisão.

Letícia Izidoro - seleção brasileira de futebol feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Convocada por Pia para a seleção feminina, Letícia Izidoro assinou com o Benfica no começo de 2021. Foto: Divulgação/Benfica

Seguindo o que desejou em sua apresentação no clube, Letícia conquistou tudo em terras brasileiras e já começou da mesma maneira no país luso: “Precisava de novos desafios na minha carreira. Conquistei tudo o que poderia ter conquistado no Brasil e precisava deste desafio… Ter escolhido o Benfica para poder conquistar mais títulos e fazer história na minha carreira foi muito importante.”

Confira o perfil de TODAS as jogadoras que representarão o Brasil em Tóquio

Goleiras: Bárbara (Avaí/Kindermann), Letícia Izidoro (Benfica-POR) e Aline Reis (Tenerife-ESP)

Defensoras: Poliana (Corinthians), Bruna Benites (Internacional), Rafaelle (Palmeiras), Erika (Corinthians), Tamires (Corinthians), Jucinara (Levante-ESP) e Letícia Santos (Frankfurt-ALE)

Meio-Campistas: Marta (Orlando Pride-EUA), Formiga (São Paulo), Andressinha (Corinthians), Júlia Bianchi (Palmeiras), Duda (São Paulo), Debinha (North Carolina Courage), Angelina (Ol Reign-EUA) e Andressa Alves (Roma-ITA)

Atacantes: Ludmila (Atlético de Madrid-ESP), Bia Zaneratto (Palmeiras), Geyse (Madrid CFF) e Giovana Queiroz (Barcelona-ESP).

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