Siga o OTD

Natação

Natação nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Provas de natação em Tóquio

Feminino

Estilo livre
+ 50m livre
+ 100m livre
+ 200m livre
+ 400m livre
+ 800m livre
+ 1500m livre

Estilo Costas
+ 100m costas
+ 200m costas

Estilo Peito
+ 100m peito
+ 200m peito

Estilo Borboleta
+ 100m borboleta
+ 200m borboleta

Estilo Medley
+ 200m medley
+ 400m medley

Revezamentos
+ 4 x 100m livre
+ 4 x 200m livre
+ 4 x 100m medley

Masculino

Estilo livre
+ 50m livre
+ 100m livre
+ 200m livre
+ 400m livre
+ 800m livre
+ 1500m livre

Estilo Costas
+ 100m costas
+ 200m costas

Estilo Peito
+ 100m peito
+ 200m peito

Estilo Borboleta
+ 100m borboleta
+ 200m borboleta

Estilo Medley
+ 200m medley
+ 400m medley

Revezamentos
+ 4 x 100m livre
+ 4 x 200m livre
+ 4 x 100m medley

Prova mista
+ 4 x 100m misto

Calendário da natação em Tóquio

Local da competição

centro aquático Tóquio 2020 natação
O Centro Aquático de Tóquio foi construído especialmente para os Jogos Olímpicos (Divulgação/Tóquio 2020)

A natação em Tóquio 2020 será disputada no novíssimo Centro Aquático de Tóquio, construído para os Jogos Olímpicos com capacidade para até 15.000 espectadores. A arena também será sede da natação artística e dos saltos ornamentais. O local fica no Tatsuminomori Seaside Park, em Koto, Tóquio.

O Brasil na natação dos Jogos Olímpicos

A participação brasileira nos Jogos Olímpicos começou nos Jogos da Antuérpia, em 1920, quando pela primeira vez que o Brasil levou atletas para as competições de natação. Naquela edição,  Ângelo Gammaro e Orlando Amendola disputaram a prova dos 100m livre, onde pararam nas eliminatórias.

O Brasil conquistou até hoje14 medalhas olímpicas, sendo elas uma de ouro, quatro de prata e nove de bronze. Além das medalhas, é necessário lembrar e celebrar que o esporte conseguiu também a excelente marca de 55 finais olímpicas, sendo oito delas nos Jogos do Rio, em 2016.

Natação Cesar Cielo Brasil
Maior nadador brasileiro até hoje, Cesar Cielo ganhou a única medalha de ouro para o país, nos 50m livre, em Pequim-2008 (Divulgação/COB)

César Cielo é o único campeão olímpico do Brasil na natação até o momento. Homem mais rápido do mundo, possuindo ainda seus recordes mundiais nos 50 m livre (20s91) e 100 m livre (46s91), Cesão brilhou no imponente Cubo D’água nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008. Ali ele conquistou o sonhado ouro olímpico no 50 m livre, com o recorde olímpico de 21s30, marca que permanece até hoje.

Considerado o maior nadador brasileiro de todos os tempos, Cielo conquistou ainda outras duas medalhas de bronze, nos 100 m livre em Pequim-2008 e nos 50 m livre em Londres-2012

As provas de velocidade deram ao Brasil outras importantes medalhas olímpicas ao longo da história, sendo quatro delas de Gustavo Borges. Ele é o nadador brasileiro com mais medalhas na história olímpica do Brasil até hoje.

Em Barcelona 1992, Borges perdeu apenas para o russo Alexander Popov e levou a prata nos 100 m livre, confirmada após uma polêmica com o placar eletrônico da raia de Gustavo, que falhou e não registrou a chegada do brasileiro. Foi necessária uma intervenção da delegação brasileira para a confirmação do pódio.

Gustavo Borges é o maior ganhador de medalhas olímpicas na natação para o Brasil (Reprodução)

Em Atlanta-96, dois novos pódios, sendo a prata dos 200m livre e o bronze nos 100m livre. Na mesma edição, um novo pódio para o Brasil com Fernando Scherer, o Xuxa, nos 50m livre.

Quatro anos depois, Gustavo e Xuxa conquistaram juntos mais uma medalha de bronze, no revezamento 4 x100m livre em Sydney-2000. A equipe tinha ainda Carlos Jayme e Edvaldo Valério, baiano que se tornou com isso o primeiro negro do Brasil a conquistar uma medalha olímpica na natação, ficando atrás apenas das praticamente imbatíveis equipes da Austrália e dos Estados Unidos.

Muito antes de Cielo, Borges e Xuxa, o Brasil teve outro grande e respeitável nome nessas provas. Manoel dos Santos foi o primeiro grande velocista do Brasil, com a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma-1960 nos 100m livre. Santos também foi recordista mundial da distância entre 1961 e 64.

Mas o pioneiro brasileiro em medalhas não veio de uma prova de velocidade, mas da prova de maior distância do programa olímpico, os 1.500m livre. Tetsuo Okamoto foi o primeiro atleta brasileiro ao subir em um pódio olímpico, feito conquistado em Helsinque-1952 com o bronze.

Ricardo Prado natação Los Angeles-1984
Ricardo Preado no pódio com sua medalha de prata nos Jogos de Los Angeles-1984 (Reprodução)

De uma outra prova longa e considerada por muitos a mais difícil da natação olímpica, vem outros dois grandes ídolos do Brasil, Ricardo Prado e Thiago Pereira, que fizeram história nos 400 m medley. Melhor nadador brasileiro da década de 80, Prado se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de natação na edição do torneio disputada em Guayaquil, no Equador, em 1982, com direito a recorde mundial da prova dos 400 m medley.

Dois anos depois, nos Jogos de Los Angeles em 1984, Pradinho foi medalhista de prata, atrás apenas do canadense Alex Baumann, que ainda por cima bateu o recorde de Prado. O brasileiro ainda quase beliscou a medalha de bronze nos 200m costas naquela Olimpíada.

Seu sucessor nesta prova foi Thiago Pereira, que se tornou um dos melhores atletas do mundo no nado medley, protagonizando grandes disputas contra os americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e o húngaro Laszló Cseh. A medalha olímpica de Thiago só chegou em Londres-2012, com a prata obtida após uma disputa emocionante contra Ryan Lochte, ouro, e o japonês Kosuke Hagino, bronze, deixando Michael Phelps, o maior de todos os tempos, em quarto lugar.

Thiago Pereira exibe a medalha de prata nos 400 m medley da Olimpíada de Londres-2012 (Crédito: Divulgação/COB)

Em Moscou-1980 veio a primeira medalha olímpica de revezamentos para o Brasil. Djan Madruga, Cyro Delgado, Marcus Mattioli e Jorge Fernandes foram medalhistas de bronze no 4 x 200m livre, ficando atrás da União Soviética (ouro), e Alemanha Oriental, prata.

Ainda no masculino, é muito importante destacar outros grandes nomes do país, como José Fiolo, quarto colocado nos 100m peito nos Jogos da Cidade do México-68, Kaio Márcio Almeida, duas vezes recordista mundial nas provas de borboleta e finalista olímpico em Pequim-2008 e Rogério Romero, que com cinco participações olímpicas é o nadador brasileiro que mais foi a Jogos Olímpicos, ficando entre os oito melhores nos 200m costas em Seul-1988 e Sydney-2000.

A natação feminina do Brasil em Olimpíadas

Maria Emma Hulga Lenk Zigler, ou simplesmente Maria Lenk. Esse é o nome da primeira mulher latino-americana, em todas as modalidades, a participar de uma edição de Jogos Olímpicos, feito conquistado em Los Angeles-1932.  Ídolo histórico do esporte nacional, não chegou a ser finalista olímpica, mas foi recordista mundial das provas de 200m peito e 400m peito, prova extinta nos dias de hoje.

As marcas foram conquistadas em 1939, um ano antes dos Jogos Olímpicos de Londres-1940, edição cancelada devido à Segunda Guerra Mundial, quando estaria entre as favoritas para conquistar o ouro. Ela faleceu poucos meses antes dos Jogos Pan-Americanos do Rio em 2007, mas foi homenageada ao ter o principal estádio aquático do Brasil nomeado com seu nome, o “Estádio Aquático Maria Lenk”.

Em provas de piscinas, os melhores resultados femininos do Brasil vieram com nadadoras de épocas distintas. Piedade Countinho foi quinto lugar em Berlim-1936 nos 400m livre, feito igualado por Joanna Maranhão nos 400m medley em Atenas-2004.

Joanna Maranhão ficou em 5º lugar em Atenas-2004, melhor resultado do Brasil entre as mulheres, ao lado de Piedade Coutinho nos Jogos de Berlim-1936 (Divulgação)

Vale destacar também Flávia Delarolli, oitava colocada em Atenas-2004 nos 50m livre, Etiene Medeiros, que repetiu a colocação de Flávia na mesma prova nos Jogos do Rio-2016 e Gabriela Silva, sétima colocada nos 100m borboleta em Pequim-2008. Ainda em Atenas, Joanna Maranhão, Monique Ferreira, Mariana Brochado e Paula Barracho ficaram em sétimo lugar no revezamento 4 x 200m livre.

+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO TIKTOK

Grandes nomes da natação masculina nos Jogos Olímpicos

Ao citar grandes nomes da história da natação, é praticamente impossível não se associar diretamente com a história olímpica dos Estados Unidos, país que conquistou incríveis 246 ouros, 172 pratas e 135 bronzes no esporte em Jogos Olímpicos.

Nas provas masculinas, vem justamente do país da América do Norte o maior atleta da natação em todos os tempos, Michael Phelps, atleta com o maior número de medalhas olímpicas na história, nada menos que 23 ouros, três pratas e dois bronzes, conquistadas ao longo de quatro edições olímpicas.

Phelps entrou pra história também como o nadador com mais finais olímpicas consecutivas em uma única prova, cinco nos 200m borboleta (5º em Sydney 2000, ouro em Atenas-2004, ouro em Pequim-2008, prata em Londres-2012 e ouro no Rio-2016). Ele se tornou o único atleta na natação tetracampeão olímpico em uma mesma prova, feito conquistado ao vencer os 200m medley entre os Jogos de Atenas-2004 e Rio-2016.

Michael Phelps recordista de medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos Pequim-2008
O americano Michael Phelps é o maior vencedor da história da natação em Jogos Olímpicos (COI)

Outra grande estrela norte-americana da natação foi Mark Spitz. O “Tubarão das piscinas” como era conhecido, conquistou sete medalhas de ouro em Munique-1972, além de outras quatro medalhas conquistadas na Cidade do México-1968.

Ryan Lochte, contemporâneo de Michael Phelps, é o segundo maior medalhista olímpico americano na natação entre os homens, com 12 pódios, sendo destes dois ouros individuais com os títulos nos 200m costas em Pequim-2008 e dos 400m medley em Londres-2012. Outros dois velocistas americanos possuem mais que uma dezena de medalhas. Matt Biondi, com oito ouros, duas pratas e um bronze e Garry Hall Jr, com cinco ouros, três pratas e dois bronzes.

Segundo país com mais medalhistas de ouro olímpicos, a Austrália tem como maior ídolo na natação masculina Ian Thorpe. Ídolo no país, o “Torpedo” australiano teve seu auge quando o país foi sede dos Jogos Olímpicos, em Sydney-2000, quando aos 17 anos conquistou três medalhas de ouro e duas de prata. Em Atenas-2004, levou o ouro dos 200m livre e nos 400 metros, além do bronze nos 100m livre. Conquistou ao longo da carreira nove medalhas olímpicas, tornando-se o mais laureado do esporte australiano.

Da Europa, destaque para o húngaro Tamás Darnyi, bicampeão olímpico das provas de 200m medley e 400 m medley, onde também foi recordista mundial.

Na Holanda, um nome histórico é o de Pieter van den Hoogenband, bicampeão olímpico dos 100m livre em Sydney-2000 e Atenas-2004, além de vencedor dos 200m livre na Austrália. Em Sydney, Pieter calou a torcida local ao vencer Ian Thorpe nos 200m livre, com direito a recorde mundial, e nos 100m livre se tornou o primeiro homem da história a quebrar a barreira dos 48 segundos, vencendo a semifinal da prova com 47s84. Em Atenas foi também prata nos 200m livre, em um histórico pódio com Ian Thorpe (ouro) e Michael Phelps (bronze).

Natação Alexander Popov Rússia
O russo Alexander Popov brilhou nos anos 90 e foi bicampeão olímpico nos 50 e 100m livre (Reprodução)

O russo Alexander Popov foi o maior nome da velocidade masculina nos anos 90, sendo bicampeão olímpico dos 50 m e 100 m livre, tornando-se uma pedra no sapato dos americanos Matt Biond e Gary Hall Jr, além dos brasileiros Gustavo Borges e Fernando Scherer.

Outro grande destaque russo foi Vladimir Salnikov, que nadando pela União Soviética conquistou três medalhas em casa nos Jogos de Moscou-1980. O grande feito de Salnikov foi ter sido o primeiro homem da história a nadar os 1.500m livre abaixo da marca de 16 minutos, quando fez 15m58s27 para vencer o ouro em Moscou.

Da Ásia, os destaques são Kosuke Kitajima, do Japão, e Sun Yang, da China. O japonês foi bicampeão olímpico dos 100 e 200m peito, feito conquistado em Atenas-2004 e Pequim-2008. Já Sun Yang é um dos maiores ídolos da China, com um nível de popularidade que vai muito além do esporte. Dentro das piscinas, venceu os 400m livre e os 1.500 m livre em Londres-2012 e os 200m livre na Rio-2016. Fora das piscinas, é bastante polêmico e coleciona desafetos entre os outros nadadores. Foi punido por doping por oito anos, pena aplicada em 2020.

Do continente africano, dois países brilharam na história da natação masculina. A África do Sul soma seis ouros, seis pratas e seis bronzes na história olímpica. O feito só não foi maior porque o país esteve banido dos Jogos Olímpicos entre as edições de Tóquio-1964 e Seul-1988, em virtude do regime do apartheid.

O país surpreendeu o mundo com o ouro do revezamento 4 x 100m livre masculino em Atenas-2004, com time formado por Lyndon Ferns, Ryk Neethling, Roland Mark Schoeman e Darian Townsend, superando a forte equipe americana. Schoeman foi ainda prata nos 100m livre e bronze nos 50m livre. Outro destaque é Chad le Clos, que aos 19 anos venceu os 200m borboleta em Londres-2012, deixando Phelps com a prata, além de Cameron van der Burgh, campeão olímpico e recordista mundial dos 100m peito também em Londres.

Outro país africano com medalhas no esporte é a Tunísia, com Oussama Mellouli, que venceu os 1.500m em Pequim-2008, sendo bronze na mesma prova em Londres-2012.

Grandes nomes da natação feminina nos Jogos Olímpicos

Os Estados Unidos também aparecem com destaque na história da natação olímpica feminina. A maior campeã de todos os tempos é Jenny Thompson, com oito ouros, seis pratas e um bronze conquistados ao longo de quatro edições olímpicas. Os feitos de Jenny muito vieram dos fortíssimos revezamentos americanos, onde ela conquistou seus oito ouros. Individualmente, ostenta a prata dos 100 m livre de Barcelona-92 e o bronze na mesma prova em Sydney-2000.

Com 15 pódios, a americana Jenny Thompson é a maior medalhista da natação olímpica em todos os t(Al Bello /Allsport)

Outra grande estrela é Dara Torres, que possui quatro medalhas de cada cor, sendo todos os ouros conquistados com os revezamentos. Ela iniciou seu cartel olímpico com o ouro do 4 x100m livre em Los Angeles-84, quando tinha apenas 17 anos e terminou com o bronze dos 50m livre em Pequim-2008. Na ocasião, ele se tornou a medalhista olímpica individual mais velha da natação, aos 41 anos. Em Pequim, ganhou ainda duas pratas com as equipes de revezamento 4×100 m livre e 4×100 m medley.

Natalie Coughlin é a terceira americana com doze láureas olímpicas. Ao contrário das compatriotas, Coughlin conquistou ouros individuais, com o bicampeonato olímpico dos 100m costas em Atenas-2004 e Pequim-2008. Foi campeã também do 4 x 200m livre em Atenas. Além disso, possui outras quatro medalhas de prata e cinco medalhas de bronze.

Excluindo as provas de revezamentos, a americana com mais medalhas olímpicas é Janet Evans, dona de quatro douradas, com o ouro dos 400m livre e dos 400m medley em Seul-88, o bicampeonato olímpico dos 800m vencidos tanto em Seul e Barcelona-92, além de uma prata nos 400m livre.

Janet fatalmente será superada por Katie Ledecky, o maior fenômeno da história das provas de longa distância na natação feminina, que possui quatro medalhas de ouro individuais, além de outra pelo revezamento 4 x 200m livre conquistadas em Londres-2012 e no Rio-2016.

Da Austrália, aparecem dois grandes destaques: Libby Trickett e Dawn Fraser, atletas que estão dentre as maiores medalhistas olímpicas do esporte. Libby conquisotu quatro ouros, uma prata e dois bronzes olímpicos, em especial o título dos 100 m borboleta em Pequim-2008.

Se Libby fez história no presente, muito deve-se a influência de Dawn Fraser, o maior nome da história da natação feminina australiana. Conquistou ao longo de sua carreira olímpica quatro ouros e quatro pratas, sendo o maior destaque o tricampeonato olímpico nos 100m livre, obtidos nos Jogos de Melbourne-1956, Roma-1960 e Tóquio-1964.

Os recordes de Dawn foram quebrados por outra estrela australiana, Shane Gould, que participou apenas de Munique-1972, mas deixou um leque gigante de recordes quebrados. Shane é a única pessoa da história a ter possuído todos os recordes mundiais das provas de nado livre ao mesmo tempo, feito ocorrido no início de 1972, quando ela tinha apenas 17 anos e era a recordista mundial dos 100 m aos 1.500 m livre e foi a primeira atleta a ganhar cinco medalhas olímpicas individuais, em Munique.

Dawn Fraser - Primeira nadadora mulher a conquistar três ouros olímpicos consecutivos
Dawn Fraser é o maior nome da natação feminina da Austrália, com quatro ouros e quatro pratas (Divulgação)

Da Hungria, aparece com destaque Krisztina Egerszegi com cinco ouros olímpicos, quando dominou especialmente as provas de nado costas nos anos 80 e 90.

Nenhuma mulher conquistou mais ouros em uma mesma edição olímpica que Kristin Otto. Representando a então Alemanha Oriental, ela fez história em Seul-1988, sua única edição olímpica, quando venceu os 50 m livre, 100 m livre, 100 m borboleta, 100 m costas, além dos revezamentos 4×100 m livre e 4×100 m medley.

A fortíssima natação holandesa, dentre vários atletas que marcaram história para o país, tem como destaque uma dupla que encantou o mundo nos anos 2000. Principal nome feminino de Sydney-2000, Inge de Bruijn conquistou três medalhas de ouro naquele ano, ao vencer os 50 m livre, 100 m livre e os 100 m borboleta, quebrando o recorde mundial das três. Venceu também os 50 m livre em Atenas-2004, se tornando a atleta holandesa com mais ouros olímpicos em esportes de verão

A chinesa Liu Zige tem “apenas” um ouro olímpico, nos 200 m borboleta em Pequim-2008, mas possui atualmente a marca que pode ser considerada como o recorde mundial mais difícil de toda a natação, com 2m01s81 na mesma prova.

Kirsty Coventry, do pequeno Zimbábue, é a mulher africana com o maior número de medalhas olímpicas, com sete pódios no total, conquistados em Atenas-2004 e Pequim-2008. Seu destaque na carreira foi o bicampeonato olímpico dos 200m costas.

Quadro de medalhas da natação nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos247172137556
Austrália586464186
Alemanha Oriental38322292
Hungria27252072
Japão22263280
Holanda19181956
Grã-Bretanha18262973
Alemanha14233471
China13191143
União Soviética12212659
Suécia9151438
Canadá8152548
França8151942
África do Sul66618
Equipe Unificada63110
Itália541120
Rússia49922
Ucrânia4217
Alemanha Ocidental351422
Dinamarca35614
Romênia3249
Irlanda3014
Zimbábue2417
Australasia2338
Espanha2248
Nova Zelândia2136
Áustria16411
Brasil14813
Grécia1326
Polônia1326
Coreia do Sul1304
Bélgica1225
Costa Rica1124
Argentina1113
Bulgária1113
Iugoslávia1102
México1012
Suriname1012
Tunísia1012
Cazaquistão1001
Lituânia1001
Cingapura1001
Belarus0213
Eslováquia0202
Finlândia0134
Cuba0112
Noruega0112
Croácia0101
Sérvia0101
Eslovênia0101
Filipinas0022
Suíça0011
Trinidad e Tobago0011
Venezuela0011

O esporte

Natação feminina Rio 2016
(Reprodução/COI)

Considerada uma das principais modalidades do programa olímpico e presente desde Atenas 1896, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, a natação chega em Tóquio 2020 prometendo manter a tradição de proporcionar alguns dos melhores momentos das competições olímpicas.

A natação competitiva é dividida em disputas de quatro estilos diferentes: livre, costas, peito e borboleta. Além delas, há as provas de medley, tanto individual quanto em revezamentos onde os nadadores nadam os quatro estilos. As disputas acontecem em piscinas de 50 metros de comprimento e 25 metros de largura.

Regida pela FINA (Federação Internacional de Natação), as disputas olímpicas da natação reúnem 37 provas, sendo 18 masculinas, 18 femininas e o inédito revezamento misto, onde será obrigatório a participação de dois homens e duas mulheres por país.

Nas provas de 50 m, 100 m e 200 m, os atletas disputam as qualificatórias onde 16 seguem para as semifinais. Nesta fase, oito se classificam para a decisão das medalhas, enquanto a outra metade fica pelo caminho. Já nas provas acima de 400 m, além dos revezamentos, os oito melhores das qualificatórias se garantem na final, enquanto os outros são eliminados.

Nas semifinais e finais, os atletas são distribuídos nas raias de acordo com suas posições na fase anterior, onde na raia quatro fica o melhor colocado e na raia cinco o segundo melhor. Segue-se assim: raia 6 (3º), raia 3 (4º), raia 2 (5º), raia 7 (6º), raia 1 (7º) e raia 8 (8º).  As provas olímpicas de natação serão: 50 m, 100 m, 200 m, 400 m, 800 m e 1500 m nado livre, 100 m e 200 m nado borboleta, 100 m e 200 m nado peito, 100 m e 200 m nado costas, 200 m e 400 m medley, revezamentos 4×100 m e 4×200 m nado livre e 4 x 100 m nado medley, que além das disputas por gênero também terá o inédito, evento misto.