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Individual geral

Individual geral – Ginástica rítmica – Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Chances do Brasil

ginástica rítmica
Natalia Gáudio e Bárbara Domingos disputarão uma única vaga para o Brasil no individual geral no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em junho (Ricardo Bufolin/CBG)

Para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 o Brasil ainda não conta com nenhuma ginasta classificada. Natália Gáudio e Bárbara Domingos brigam por uma vaga no Pan-Americano da modalidade que será disputado em junho de 2021 no Rio de Janeiro.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para a Olimpíada

Favoritas do individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Dina e Arina Averina
Ginástica rítmica
As gêmeas russas Dina e Arina Averina são as favoritas para o ouro no individual geral na ginástica rítmica em Tóquio (Wikipedia)

Como acontece em toda edição, as russas são as grandes favoritas a ocuparem o topo do pódio do individual geral da ginástica rítmica em Tóquio. Dessa vez a dupla russa é formada por duas irmãs que dominaram completamente o ciclo olímpico. Gêmeas, as ginastas de 22 anos Dina e Arina Averina medirão forças na Ariake Gymnastics Centre em Tóquio e tentarão manter a tradição do país que está presente no topo do pódio desde a edição de Sydney-2000.

Dina Averina conquistou as três medalhas de ouro do individual geral nos mundiais disputados no ciclo em 2017, 2018 e 2019. Nome constante no topo do pódio nas grandes competições, como nas etapas de Copa do Mundo, Dina surge como a grande favorita. Já Arina Averina foi medalhista de prata nos mundiais de 2019 e 2017, mas acabou de fora do pódio na edição de 2018, sendo desbancada por sua compatriota Alina Soldatova.

O nome mais cotado a ser o terceiro a ocupar um lugar no pódio é o de Linoy Ashram, de Israel. Ao lado da dupla russa a ginasta israelense esteve presente no pódio dos três mundiais do ciclo, tendo sido bronze em 2017 e 2019 e conseguindo desbancar a russa Alina Soldatova do segundo lugar no mundial de 2018. Vlada Nikolchenko, da Ucrânia, Boryana Kalenyn, da Bulgária, e Katsiaryna Halkina, de Belarus terão a difícil tarefa de tentar evitar a confirmação de um dos pódios mais previsíveis de toda edição de Tóquio-2020.

Brasil no individual geral nos Jogos Olímpicos

Ao longo das nove edições olímpicas, o Brasil teve a participação de três ginastas na competição do individual geral. Com pouca tradição no evento, nenhuma de nossas ginastas conseguiu avançar até a final.

A primeira participação brasileira veio logo na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 com a carioca Rosana Favilla. Rosana teve 8,950 na prova do arco, 9,150 na bola, 9,200 nas maças e 8,550 na fita e terminou a fase de classificação na 24ª colocação com 35,650.

A segunda participação brasileira aconteceu em Barcelona-1992, com a representação de Marta Schonhurst, que completou suas apresentações com um total de 34,450. As apresentações de Marta renderam as notas de 8,600 na corda, 8,450 no arco, 8,650 na bola e 8,750 nas maças.

Na Rio-2016, Natalia Gáudio terminou na 23ª posição no individual geral (Saulo Cruz/Exemplus/COB)

A mais recente participação brasileira na prova individual da ginástica rítmica aconteceu nas olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, após um longo período de ausência. A capixaba Natália Gáudio ocupou a vaga destinada ao país sede do evento, participando assim da fase de classificação. Natália terminou na 23ª colocação, alcançando a melhor posição de uma brasileira nessa prova. Os 16,150 no arco, 16,300 na bola, 16,450 nas maças e 16,250 na fita renderam uma pontuação total de 65,532 para a capixaba.

Histórico do individual geral em Jogos Olímpicos

A prova do individual geral da ginástica rítmica, que conta com um amplo domínio russo, teve sua primeira aparição nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984. Ao longo de nove edições as russas conquistaram cinco medalhas de ouro, além de outras quatro medalhas de prata e uma de bronze.

A primeira campeã olímpica foi a canadense Lori Fung, em Los Angeles-1984. A ginasta havia se classificado para a final na terceira colocação, atrás das romenas Doina Staiculesco e Alina Dragan, mas acabou superando as europeias para conquistar o topo do primeiro pódio olímpico do individual geral.

A edição de Seul-1988 foi vencida pela soviética Marina Lobatch. Marina deixou para trás a medalhista de prata mundial em 1987 no individual geral, a búlgara Adriana Dunavska por apenas 0,025 para conquistar o ouro. O bronze ficou com a jovem soviética de origem ucraniana Alexandra Timoshenko, de apenas 16 anos.

Quatro anos depois, a União Soviética já havia sido dissolvida e os países que faziam parte da nação foram agrupados sob a bandeira do COI com o nome de Equipe Unificada para os Jogos de Barcelona-1992. Alexandra Timoshenko agora competia entre esses atletas e, mais madura, conquistou a medalha de ouro. A prata foi conquistada por Carolina Pascual, da Espanha, e o bronze ficou com Oksana Skaldina, também de origem ucraniana e que representou a Equipe Unificada.

A Ucrânia detém a última medalha de ouro do individual conquistada por um país antes do início do domínio russo. A responsável pelo feito foi Kateryna Serebrianska nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996. Oito vezes medalhista de ouro em mundiais, Kateryna confirmou o grande favoritismo que possuía e bateu na final a sua maior rival, a russa Yana Batyrshina. O bronze foi conquistado por Olena Vitrychenko, também da Ucrânia.

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A partir da edição seguinte, Sydney-2000, todas as medalhas de ouro foram conquistadas por ginastas russas. O primeiro título veio com Yulia Barsukova, que terminou na frente de sua xará, a ginasta de Belarus, Yulia Raskina. As duas terminaram à frente daquela que era apontada como a grande favorita ao ouro, a russa Alina Kabaeva, campeã mundial por equipes, do individual geral, da bola e da fita em 1999.

Alina Kabaeva daria a volta por cima e sairia do bronze conquistado em Sydney-2000 para o topo do pódio em Atenas-2004. A russa deixou para trás sua compatriota Irina Tchachina e a ucraniana Anna Bessonova.

Yevgeniya Kanayeva ginástica rítmica
A russa Yevgeniya Kanayeva é a única bicampeã olímpica individual da ginástica rítmica (Reprodução)

As duas edições seguintes apresentaram a única bicampeã olímpica na prova individual da ginástica rítmica até hoje, a russa Yevgeniya Kanayeva, ginasta com o maior número de medalhas de ouro conquistadas em mundiais da categoria (17). O primeiro título olímpico veio em Pequim-2008, quando terminou na frente de Inna Zhukova, de Belarus, por mais de três pontos de vantagem.

Quatro anos depois, o bicampeonato de Yevgeniya Kanayeva foi conquistado em Londres-2012, superando por dois pontos sua compatriota Daria Dmitrieva. Liubov Charkashyna, de Belarus, completou o pódio, conquistando o bronze.

A mais recente campeã olímpica foi Margarita Mamun na Rio-2016. A russa derrotou na final sua compatriota Yana Kudryavtseva por quase um ponto de diferença, que era a principal favorita antes dos Jogos.

Todos as medalhistas do individual geral nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Los Angeles 1984Lori FungCANDoina StăiculescuROURegina WeberFRG
Seul 1988Marina LobachURSAdriana DunavskaBULAleksandra TimoshenkoURS
Barcelona 1992Aleksandra TimoshenkoEUNCarolina PascualESPOksana SkaldinaEUN
Atlanta 1996Kateryna SerebrianskaUKRYana BatyrshinaRUSOlena VitrychenkoUKR
Sydney 2000Yuliya BarsukovaRUSYuliya RaskinaBLRAlina KabayevaRUS
Atenas 2004Alina KabayevaRUSIrina ChashchinaRUSHanna BezsonovaUKR
Pequim 2008Yevgeniya KanayevaRUSIna ZhukavaBLRHanna BezsonovaUKR
Londres 2012Yevgeniya KanayevaRUSDarya DmitriyevaRUSLiubou ChapkashynaBLR
Rio 2016Margarita MamunRUSYana KudryavtsevaRUSHanna RizatdinovaUKR

Quadro de medalhas do individual geral nos Jogos Olímpicos:

PaísOuroPrataBronzeTotal
Rússia54110
Ucrânia1045
União Soviética1012
Equipe Unificada1012
Canadá1001
Belarus0213
Bulgária0101
Romênia0101
Espanha0101
Alemanha Ocidental0011