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Luiza González da Costa Campos

Luiza Campos – rúgbi feminino – Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Ficha TécnicaMedalhas
Nascimento: Porto Alegre/RS
Idade: 31 anos (30/07/1990)
Altura: 1,63m
Peso: 64kg
Clube: Charrua Rugby/RS
Olimpíada: 1 (Rio de Janeiro-2016)

Luiza González da Costa Campos, mais conhecida como Luiza Campos, é hooker do Charrua Rugby, do Rio Grande do Sul, e representará a seleção brasileira de rúgbi feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

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Quando tudo era mato

Todo esportista sente aquele frio na barriga antes do primeiro treino, antes do primeiro jogo, antes da primeira competição. Ao mesmo tempo, é ali que nasce a paixão e o desejo de seguir em frente. Para Luiza Campos, por exemplo, o contato inicial com o rúgbi foi inesquecível: automaticamente se apaixonou pela modalidade.

A gaúcha é formada em gastronomia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul. No entanto, em 2010, entrou em contato com o rúgbi e começou a trilhar o seu caminho defendendo as cores do Charrua Rugby Clube em Porto Alegre. E mal sabia quando estava por vir.

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Aos 30 anos, ela completará mais um de vida durante os Jogos de Tóquio, precisamente na data que marca a largada do mata-mata do rúgbi sevens feminino. A idade mostra que a hooker é uma atleta que já vive há bastante tempo o cotidiano da seleção brasileira, situação interessante na mescla com jogadoras mais novas que acabaram de chegar. Não à toa, Luiza é a capitã da equipe.

A trajetória com a camisa das Yaras é vasta e a lista de torneios disputados só aumenta: Jogos Sul-Americanos (com direito aos ouros em Santiago-2014 e Cochabamba-2018) e Campeonato Sul-Americano da modalidade, além das Séries Mundiais e da edição de 2018 da Copa do Mundo, em São Francisco, nos Estados Unidos, dentre outros. Experiência de sobra para comandar o elenco do Brasil.

A luta para colocar as Yaras no topo

O senso de coletividade entre as mulheres do time é algo extremamente marcante. A questão individual fica naturalmente apenas em segundo plano. Para alcançar o objetivo no final, Luiza Campos já jogou machucada por incontáveis vezes. A dedicação fala mais alto.

Luiza Campos - rúgbi feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Luiza Campos disputará os Jogos Olímpicos pela segunda vez na carreira. (Foto: Fotojump)

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O desejo de todas as atletas e os demais envolvidos é fazer com que o país, um dia, se torne uma potência no rúgbi. Contudo, para estar entre as melhores do mundo, eles sabem que é preciso muito treinamento e determinação para equiparar os níveis com outras nações que já têm tradição e valorizam o esporte de uma maneira diferente. É sobre estar no limite todos os dias em busca do sucesso dentro de campo.

O sonho realizado: Jogos Olímpicos (duas vezes)

Entre os principais torneios em que a representantes brasileira marcou presença, faltava carimbar o passaporte somente para o último grande teste. O maior de todos. O principal alvo. Desta vez, na verdade, nem precisou do visto. Em solo nacional, com o apoio da torcida, viu as Yaras fecharem com o 9º lugar na classificação geral na Rio-2016. O plano é superar a marca no Japão.

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Em junho de 2019, em Lima, no Peru, a seleção assegurou a classificação para a Olimpíada. Campos havia realizado o sonho de disputar o maior evento do esporte mundial pela primeira vez na carreira. Aquilo não foi o suficiente e deixou o gostinho de ‘quero mais’. O nome dela apareceu na lista das convocadas pelo técnico inglês Will Broderick, visando a ida ao país oriental.

Em 2021

Luiza fez parte do grupo que viajou aos Emirados Árabes para dois torneios amistosos. Tratava-se do Emirates Invitational de rúgbi sevens, em Dubai, para encarar fortes seleções da Série Mundial. No primeiro, durante a fase de grupos, o Brasil passou por cima de França, Japão e Quênia, mas tropeçou em Canadá e Estados Unidos. Na sequência, reencontro com as francesas do time 1, que levaram a melhor e deixaram as Yaras em quarto lugar.

Luiza Campos - rúgbi feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Hooker do Charrua Rugby ao centro, juntamente com as companheiras após a conquista do 18º título sul-americano. (Foto: charruarugby)

A segunda edição do evento contava novamente com os mesmos países. E a seleção brasileira repetiu o feito também. Desta vez, encarou as estadunidenses na briga pelo bronze, quando as rivais levaram a melhor com o placar de 24 a 19. As competições serviram como preparação para ela e companhia, em reta final visando os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

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