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Badminton – Jogos Paralímpicos

Badminton nos Jogos Paralímpicos Tóquio-2020

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Brasileiro em Tóquio

Vitor Tavares é o nome do Brasil no badminton dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Representa sozinho o país na modalidade com credenciais para isso, apesar de praticar o esporte somente há cerca de cinco anos. Após largar o mountain bike downhill, adotou a raquete e a peteca e foi para as quadras. No primeiro torneio internacional que competiu, o Peru Parabadminton International, realizado em agosto de 2017, venceu nas duas categorias que jogou, simples e dupla masculinas.

De lá para cá, o curitibano subiu ao pódio em quase todas as competições que participou e hoje é o quarto do mundo. Dentre as principais conquistas destacam-se o tricampeonato Brasileiro (2017, 2018 e 2019), o parapan-americano da modalidade de 2018. Em 2019 conquistou três bronzes no Mundial disputado na Suíça e foi campeão dos Jogos Parapan-Americanos de Lima. Ainda naquele ano foi consagrado com o Prêmio Paralímpicos da modalidade concedido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

Vitor Tavares, ouro no Parapan de Lima
Vitor Tavares, com a medalha de ouro no Parapan de Lima (Divulgação CPB)

No começo de 2020, foi campeão do Brazil Parabadminton International batendo o inglês Jack Shephard, líder do ranking mundial, e o indiano Nagar Krishna, segundo do mundo. Na sequência, foi prata do Peru Parabadminton International, onde perdeu a final justamente para o atleta da Índia. Em fevereiro de 2021, foi convidado pela Federação Mundial de Badminton (BWF) para ser um dos embaixadores da campanha mundial “Eu sou Badminton”, representando comprometimento com a ética esportiva.

Local da competição

O Estádio Nacional de Yoyogi foi construído para sediar as competições aquáticas e de basquete dos Jogos de Tóquio de 1964. A arena é famosa por seu design de teto suspenso e conquistou uma reputação internacional brilhante. O torneio de badminton terá início às 6h do dia 1º de setembro e o último dia está marcado para começar às 21h do dia 4, sempre pelo horário de Brasília. Nos Jogos Paralímpicos, vai ser palco também do rúgbi em cadeira de rodas.

Estádio Nacional de Yoyogi Jogos Paralímpicos de Tóquio badminton rúgbi em cadeira de rodas
(Reprodução/olympics.com)

Badminton dos Jogos Paralímpicos

O badminton compõe o programa dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Atletas em cadeira de rodas e andantes utilizam uma raquete para golpear uma peteca na quadra dos adversários competindo em provas individuais, duplas (masculinas e femininas) e mistas em oito classes funcionais diferentes. A partida é uma melhor de três games que vão a 21 pontos. Em caso de empate a partir do 20 a 20 é necessário abrir dois de frente para fechar a parcial.

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Seis das oito classes são de simples, sendo quatro delas para atletas em pé e duas para aqueles em cadeira de rodas. Nessas duas duas últimas é usada apenas meia quadra. As outras duas classes são das duplas, uma para atletas em pé e outra para os em cadeira de rodas. Vitor Tavares é da classe SH6, de pessoas em pé com baixa estatura, somente no masculino.

As em cadeira de rodas são WH1 e WH2 na simples e WH nas duplas, as três no masculino e feminino. As para atletas em pé, além da SH6 do brasileiro, são SL3, somente para homens e SL4, para homens e mulheres, ambas para pessoas com deficiência nos membros inferiores que andam; e SU5, masculino e feminino com deficiência nos membros superiores. As duplas para pessoas em pé são a SL/SU, para pessoas com deficiência nos membros inferiores que andam ou com deficiência nos membros superiores, no feminino e mistas. Vale lembrar que quanto menor foi o número ligado à classe, mais severa é a extensão da deficiência.

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