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Beatriz Dizotti (Bia Dizotti)

Ficha TécnicaMedalhas
Nascimento:. São Paulo (SP)
Idade: 16 anos (13/04/2000)
Clube: Minas Tênis Clube (MG)
Pan: 0
Olimpíada: 0

Única nadadora do Brasil a sair da Seletiva Olímpica de natação em abril com o índice olímpico para a disputa de uma prova individual na Olimpíada, Beatriz Dizotti, mais conhecida como Bia Dizotti, é uma jovem promessa da modalidade que competirá nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 nos 1500m livre feminino.

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Na Olimpíada Tóquio, Bia terá companhia de Viviane Jungblut, que obteve a vaga apenas em junho (a atleta sofreu com a Covid-19 e realizou uma tomada de tempo após a Seletiva nacional). As duas fundistas serão as únicas mulheres que disputarão provas individuais na Olimpíada.

Futuro da natação

Nascida em 2000, Beatriz Dizotti é uma das grandes promessas do Brasil na natação. Paulistana, começou na natação com apenas dois anos de idade. Aos seis, passou a treinar no bairro da Tautapé, na Zona Leste de São Paulo. Seu primeiro grande clube foi o Corinthians, clube pelo qual se desenvolveu e passou a aparecer no circuito nacional.

Aos 10 anos, seus pais se mudaram para Divinópolis, em Minas Gerais. Apaixonada pela natação e já no Corinthians, ela disse aos genitores que não queria ir para continuar treinando. Com o aval, ficou na capital paulista com seus avós. Teve rápida passagem pelo SESI-SP e na sequência se transferiu para. oPinheiros.

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A escolha logo deu resultado.Com 13 anos, Bia Dizotti um dos destaques do Troféu Maurício Bekken de 2017. Dois anos depois, aos 16, obteve grande destaque nos campeonatos brasileiros, no Troféu Chico Piscina e na Copa CBC, sempre vencendo e quebrando recordes. Ainda deu show Campeonato Sul-Americano Juvenil.

Intercâmbio e volta ao Brasil

O ano de 2018 foi um divisor de águas para Bia Dizotti. No ano em que completou 17 anos, começou a ver seus amigos de escola escolherem faculdades e já terem um futuro profissional em empresas planejado. A paulistana chegou a cogitar abandonar o esporte para seguir o “caminho normal”, assim como seus colegas. Uma conversa com seu irmão, no entanto, a fez ver que a possibilidade de estudar nos Estados Unidos com bolsa integral e ainda nadar seria o ideal.

Em 2019, a atleta já estava nos Estados Unidos para defender a Universidade de Miami. A experiência a fez entender que a natação era de fato o seu caminho. No entanto, a saudade da família e o ritmo puxado dos estudos a fizeram voltar e focar 100% na natação.

De volta, recebeu boa proposta do Minas Tênis Clube e se mudou sozinha para Belo Horizonte, longe dos seus pais. Na nova equipe e mais madura, começou a melhorar seu nado, focando totalmente na Seletiva Olimpica, marcada para ocorrer em abril de 2020.

Beateirz Dizotti - Bia Dizotti - natação - 1500m livre feminino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 - Olimpíada
Bia Dizotti nadará os 1500m livre feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Satiro Sodre/CBDA)

Vizinhos salvadores

Com a pausa das atividades e o fechamento do Minas Tênis Clube por conta da pandemia do coronavírus, local onde treina em Belo Horizonte, a atleta não podia treinar e teve que buscar alternativas para não ficar parada.

Foi aí que ela contou com uma ajuda fundamental: os vizinhos do prédio de seus pais em São Paulo.

“Quando fechou tudo no começou a pandemia, eu fiquei treinando a parte física fora d’água porque não tinha conseguido piscina. Depois de um mês e meio eu fiz um abaixo assinado no prédio dos meus pai pra usar a piscina de lá. Já tinha tentado, mas não tinham liberado. Aí meus vizinhos foram super legais e liberaram a piscina pra mim,” contou Bia Dizotti em live no Instagram com o OTD.

Graças a atitude dos vizinhos, que segundo Bia foram convencendo uns aos outros no prédio a assinar a petição através do boca a boca, a atleta não deixou de cair na água de abril do ano passado até julho, mês em que conseguiu voltar de fato aos treinamentos no Minas Tênis Clube

Em 2021

Na Seletiva Olímpica na natação, disputada em abri no Rio de Janeiro, a jovem de 21 anos fez história nas piscinas do Parque Aquático Maria Lenk. Simplesmente venceu a a primeira prova onde três mulheres brasileiras nadaram abaixo do índice olímpico. De quebra, terminou à frente da maior nadadora brasileira de longas distâncias, a campeã mundial da Maratona Aquática Ana Marcela Cunha.

Beatriz Dizotti aniquilou o índice de 16min32s04(fez 16min22s07). Já Ana Marcela ficou em segundo com 16min30s91. As duas seriam ali as duas primeiras brasileiras da história a nadar essa prova nos Jogos Olímpicos de Tóquio, uma vez que ela fará sua estreia no calendário de provas olímpicas da natação esse ano. Além de superar o índice em mais de 10 segundos, Bia Dizotti, de apenas 20 anos, ainda bateu o recorde brasileiro nos 1500m.

Beatriz Dizotti - Bia Dizotti - Ana Marcela Cuna - Betina Lorschesteer - 1500mn  - Jogos Olímpicos de Tóquio
Bia Dizotti, Betina Lorscheitter e Ana Marcela Cunha: a primeira vez em que três mulheres bateram o índice olímpico

Como o foco de Ana Marcela é a Maratona Aquática, Ana Marcela abdicou da vaga pouco tempo depois. Isso fez com que  Betina Lorscheitter, que havia terminado em terceiro com 16min27s73, também abaixo do índice, ficou temporariamente com a classificação. Isso ocorreu porque Vivane Jungbluta recordista dos 1500m até a quebra do recorde por Bia, ainda não nadou na Seletiva por ter contraído o coronavírus. Três semanas depois, a gaúcha bateu o recorde brasileiro estabelecido por Bia e conquistou sua vagas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.