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Boxe

Boxe nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Provas do boxe em Tóquio

Feminino
+ Peso mosca feminino 51 kg
+ Peso pena feminino 57 kg
+ Peso leve feminino 60 kg
+ Peso meio-médio feminino 69 kg
+ Peso médio feminino 75 kg

Masculino
+ Peso mosca masculino 52 kg
+ Peso pena masculino 57 kg
+ Peso leve masculino 63 kg
+ Peso meio-médio masculino 69 kg
+ Peso médio masculino 75 kg
+ Peso meio-pesado masculino 81 kg
+ Peso pesado masculino 91 kg
+ Peso superpesado masculino +91 kg

Calendário do boxe em Tóquio

Local da competição

Boxe Ryogoku Kokugikan
(COI)

As disputas do boxe nos Jogos Tóquio-2020 acontecerão na Ryogoku Kokugikan, também chamada de Ryogoku Sumô Hall, tradicional palco de lutas de sumô e que também hospeda um museu dessa modalidade tradicional do Japão. Aberta em 1985 a arena tem o seu interior em formato de tigela, para que os espectadores pudessem assistir as lutas de sumô de qualquer ponto dela. Durante a Olimpíada, a Ryogoku Kokugikan terá a capacidade de receber 7.300 mil torcedores.

O Brasil no boxe dos Jogos Olímpicos

O Brasil participou pela primeira vez do torneio olímpico na edição de Londres-1948, quando contou com a participação de quatro pugilistas. Manoel do Nascimento, no peso-galo, José do Nascimento Dias, no peso-pena, Vicente dos Santos, no peso-pesado, e Ralph Zumbano, no peso leve. Enquanto Ralph avançou até as quartas de final em sua chave, mas acabou não resistindo aos golpes do americano Wallace Smith.

Servílio de Oliveira boxe
Servílio de Oliveira conquistou a primeira medalha do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos (Acervo Servilio de Oliveira)

Nas edições seguintes o Brasil seguiu enviando representantes aos Jogos Olímpicos, mas a primeira medalha só veio na edição de 1968, na Cidade do México, com o bronze de Servílio de Oliveira no peso-mosca. No México, Servílio venceu seus dois primeiros confrontos contra Engin Yedgard, da Turquia, e Joe Destimo, de Gana. Nas semifinais, Servílio foi derrotado pelo mexicano Ricardo Delgado, assegurando assim a primeira medalha de bronze do país no boxe olímpico. Seu algoz, Ricardo Delgado, acabou se sagrando campeão olímpico.

Por mais de 40 anos o país não conseguiu avançar além das quartas de final, passando perto de conquistar uma medalha olímpica. Somente na edição de Londres-2012 o país voltou a subir ao pódio no boxe.

A primeira medalha do boxe naquela edição foi conquistada por Adriana Araujo, na categoria leve feminino. Era a primeira vez que as mulheres subiam ao ringue olímpico. Adriana, natural de Salvador, foi uma das pioneiras do boxe brasileiro nesse novo desafio. A baiana se tornou a primeira mulher brasileira a vencer uma luta olímpica no confronto contra a cazaque Saida Khassenova. No confronto seguinte, mais uma vitória, agora contra Mahjouba Oubtil, do Marrocos.

Na semifinal, Adriana foi derrotada pela russa Sofya Ochigava, mas assegurou a medalha de bronze, a primeira medalha do boxe feminino do país. Ela ainda colocou fim a um jejum de 44 anos do país sem conquistas na modalidade. Para completar, a medalha da baiana foi a de número 100 do Brasil na história olímpica entre todos os esportes.

Boxe Adriana Araújo
Adriana Araújo conquistou em Londres-2012 a primeira medalha olímpica do boxe feminino do Brasil (Reprodução/Reuters)

A segunda medalha de Londres-2012 veio com Yamaguchi Falcão na categoria meio-pesado. Vindo de uma família de boxeadores, Yamaguchi se classificou para as Olímpiadas de Londres-2012 juntamente com o seu irmão, Esquiva Falcão. Capixaba de São Mateus, Yamaguchi precisou vencer três adversários até se classificar para as semifinais, incluindo o cubano Julio Cézar De La Cruz, campeão mundial e grande favorito ao ouro na capital britânica. Nas semifinais o capixaba acabou sendo derrotado pelo russo Egor Mekhontsev, mas assegurou sua medalha de bronze.

A terceira medalha brasileira em Londres veio com o irmão mais novo de Yamaguchi, Esquiva Falcão. O capixaba de Vitória estreou no torneio olímpico vencendo o azeri Soltan Migitinov. Na fase seguinte a vitória foi contra Zoltán Harcsa, da Hungria, se classificando para a semifinal. Contra o dono da casa, superou o britânico Anthony Ogogo, avançando a uma inédita final para o Brasil em Olimpíadas.

Diante do japonês Ryota Murata, uma luta equilibrada, onde Murata acabou sendo considerado vencedor pela arbitragem por 14 a 13, com as punições dadas pelo árbitro central contra Esquiva sendo decisivas para o resultado, apesar do protesto da delegação brasileira. De toda forma, a prata de Esquiva Falcão era até então o melhor resultado do Brasil no boxe.

Quatro anos depois, na Rio-2016, Robson Conceição foi o responsável pela maior glória do boxe olímpico do Brasil. Natural de Salvador, o pugilista já havia participado de outras duas edições olímpicas, mas acabou passando longe da luta por medalhas. O baiano era apontado como um dos favoritos ao pódio Rio e não decepcionou.

Em seu primeiro confronto, vitória fácil por nocaute contra Anvar Yusunov, do Tadjiquistão. No confronto seguinte a vitória foi contra o uzbeque Hurshid Tojibaev. A luta da semifinal foi a mais difícil, sendo considerada a final antecipada da categoria, quando Robson enfrentou o cubano Lázaro Álvarez, bicampeão mundial e medalhista de bronze em Londres-2012. Apesar da a dificuldade, o brasileiro venceu e foi à final. Diante do francês Sofiane Oumiha, Robson confirmou o favoritismo e assegurou a primeira medalha de ouro do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos.

Robson Conceição comemora a conquista da primeira medalha de ouro olímpica do boxe na Rio-2016 (Flávio Florido/Exemplus/COB)

Em Tóquio os brasileiros Wanderson Oliveira (63 kg), Keno Machado (81 kg), Hebert Conceição (75 kg), Abner Teixeira (91 kg), Grazieli Jesus (51 kg), Jucielen Romeu (57 kg) e Beatriz Ferreira (60 kg) terão a missão de manter o Brasil no pódio olímpico da modalidade. Caso consigam, será a terceira edição consecutiva em que o Brasil trará medalhas no esporte, um dos mais tradicionais e repletos de estrelas do programa olímpico.

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Grandes nomes do boxe nos Jogos Olímpicos

O boxe tem nos Estados Unidos a sua maior potência, seja no boxe profissional ou no boxe olímpico. Alguns desses boxeadores fizeram história tanto em Jogos Olímpicos quanto no mundo profissional, sendo alguns considerados entre os melhores desportistas da história.

O maior nome desses boxeadores é sem dúvida Muhammad Ali. Nascido Cassius Clay Jr, ele se tornou campeão olímpico em Roma-1960 na categoria meio-pesado aos 18 anos de idade, passando para o boxe profissional logo em seguida. Ao longo de sua carreira conquistou o título mundial dos pesos-pesados por três vezes, tendo se aposentado ainda detendo o seu cinturão.

Ao longo de sua vida o boxeador sempre aliou política e esporte. Após se converter ao islamismo, Ali se recusou a lutar pelos Estados Unidos na Guerra do Vietã. Como punição, acabou tendo o seu título mundial retirado em 1967, sendo proibido de lutar por três anos. Amigo de grandes figuras como Martin Luther King e Malcom X, esteve presente em marchas e protestos do movimento negro americano. Foi considerado pela revista esportiva Sports Illustrated como o maior esportista do século XX. Em 1996 foi o responsável pelo acendimento da pira olímpica dos Jogos de Atlanta.

Muhhamad Ali ouro Roma 1960
Muhhamad Ali, então chamado pelo nome de batismo Cassius Clay, recebe a medalha de ouro no boxe da Olimpíada de Roma-1960 (Reprodução)

Outros nomes americanos contemporâneos de Muhammad Ali também fizeram sucesso no boxe olímpico, como Joe Frazier (ouro em Tóquio-1964) e George Foreman (ouro na Cidade do México-1968), entre os pesados; Sugar Ray Leonard, campeão olímpico em Montreal-1976 no meio-médio-ligeiro; Oscar De La Roya, ouro no peso leve em Barcelona-1992; Evander Holyfield, bronze em Los Angeles-1984 no meio-pesado; e Floyd Mayweather Jr, bronze no peso pena em Atlanta-1996.

Cuba faz o contraponto aos Estados Unidos não apenas na política, mas também no esporte. E o boxe é a maior representação dessas diferenças entras as duas nações, potencias esportivas continentais. Cuba começou o seu domínio do esporte a partir da década de 70. Teófilo Stevenson e Félix Sávon são a máxima representação do boxe e do esporte cubano. Tricampeões olímpicos, os dois pugilistas nunca aceitaram propostas milionárias para abandonarem o país em busca do boxe profissional, algo que se tornou recorrente nas últimas décadas.

Teófilo Stevenson talvez seja o maior nome do esporte cubano. Tricampeão olímpico entre os pesados nas edições de 1972, 1976 e 1980, o pugilista é considerado por muitos como o melhor boxeador amador da história. Stevenson não teve a chance de tentar o seu quarto título olímpico devido ao boicote dos países socialistas, ao qual Cuba fazia parte, aos Jogos de Los Angeles-1984. Ele morreu em 2012, aos 60 anos, vítima de um infarto.

Já Félix Savón foi tricampeão olímpico entre Barcelona-1992 e Sydney-2000, também no peso-pesado. Assim como Stevenson, Savón recusou diversas vezes os convites vindos dos Estados Unidos para se profissionalizar. O pugilista dizia lutar por amor ao seu país e não por dinheiro como fazem os profissionais. Félix Savón foi obrigado a se aposentar aos 33 anos em 2000, devido ao limite de 34 anos impostos ao boxe amador na época.

Teofilo Stevenson Fidel Castro
O boxeador Teofilo Stevenson e Fidel Castro: sucesso do esporte de Cuba também serviu de propaganda política (Reprodução)

A Europa concentra um grande número de medalhistas olímpicos e mundiais no boxe amador. Entre os países de maior destaque estão Rússia, Polônia, Irlanda, Azerbaijão e Hungria. A maior potência europeia, entretanto, é a Grã-Bretanha. Com grande destaque na primeira metade do século XX, os britânicos dividiam o posto de grande força da modalidade com os Estados Unidos, até aparecerem novas potências.

Dois destaques do boxe britânico são Amir Khan, vice-campeão olímpico em Atenas-2004 no peso leve, com apenas 17 anos, o pugilista mais jovem de seu país a conquistar uma medalha no boxe, e Anthony Joshua, campeão olímpico em Londres-2012 entre os superpesados. Também brilharam no boxe olímpico Lennox Lewis e Chris Finnegan.

Uma das escolas mais tradicionais do boxe olímpico foi a União Soviética. Nunca teve a força de Cuba ou Estados Unidos, mas seus pugilistas apareciam constantemente no pódio. Um dos principais representantes do país foi Boris Lagutin, bicampeão olímpico no super-meio-médio, em Tóquio-1964 e Cidade do México-1968, além do bronze conquistado em Roma-1960. Assim o soviético entrou no seleto grupo dos boxeadores que conquistaram três medalhas olímpicas.

A Ucrânia também fez sucesso no boxe olímpico, especialmente com Wladimir Klitschko e Vasyl Lomachenko. Klitschko talvez seja o maior nome do país na modalidade. Campeão olímpico em Atlanta-1996 entre os pesos-pesados, o boxeador passou a se dedicar ao boxe profissional no mesmo ano. Ele venceu as suas 16 primeiras lutas no boxe profissional, ganhando na sequência título interino de campeão internacional dos pesos-pesados do Conselho Mundial de Boxe. Depois, foi campeão por outras organizações.

Já o seu compatriota Vasyl Lomachenko, antes de brilhar no boxe profissional, se tornou um dos maiores boxeadores olímpicos da história, com duas medalhas de ouro olímpicas em diferentes categorias. Com 20 anos, o ucraniano tornou-se campeão olímpico no peso-pena em Pequim-2008. Em Atenas-2004, Lomachenko levou o ouro na categoria leve.

Boxe feminino ganha espaço

Após anos tentando fazer parte do programa olímpico, as mulheres enfim puderam competir no maior evento esportivo do mundo a partir dos Jogos de Londres-2012. Apesar de terem disputado apenas duas edições e em apenas três categorias três grandes pugilistas já escreveram seus nomes entre os maiores do esporte em Olimpíadas.

O primeiro desses nomes é o da irlandesa Katie Taylor. Natural da cidade de Bray, Katie colecionou diversos títulos ao longo de sua carreira, como o ouro em Londres-2012 no peso leve, um pentacampeonato mundial na mesma categoria, seis títulos europeus e um ouro nos Jogos Europeus de 2015. Atualmente a pugilista é a atual campeã mundial do peso leve e detém um cartel de 17 lutas e 17 vitórias, seis delas por nocaute.

Boxe Katie Taylor
A irlandesa Katie Taylor faturou o ouro no peso leve de Londres-2012 (Reprodução)

As outras duas boxeadoras que completam o trio são a inglesa Nicola Adams e a americana Claressa Shields. As duas boxeadoras se tornaram bicampeãs olímpicas nas duas edições disputadas em suas respectivas categorias.

Enquanto Nicola Adams conquistou o ouro em Londres-2012 e Rio-2016 no peso-pena, Claressa Shields foi campeã nas mesmas edições, mas no peso-médio. Atualmente as duas se dedicam ao boxe profissional, detendo os títulos mundiais de suas categorias.

Quadro de medalhas do boxe nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos502439113
Cuba37191773
Grã-Bretanha18132556
Itália15151747
União Soviética14191851
Rússia1051530
Hungria102820
Polônia892643
Argentina771024
Cazaquistão77822
França691025
África do Sul64919
Alemanha5121229
Alemanha Oriental52613
Bulgária45918
Tailândia44614
Ucrânia43714
Uzbequistão42814
Coreia do Sul371020
Canadá37717
China33612
Iugoslávia32611
Tchecoslováquia3126
Irlanda25916
México23813
Coreia do Norte2338
Finlândia211215
Japão2035
Romênia191525
Dinamarca15612
Venezuela1326
Mongólia1247
Holanda1247
Noruega1225
Quênia1157
Brasil1135
Bélgica1124
Nova Zelândia1113
Argélia1056
Alemanha Ocidental1056
República Dominicana1012
Suécia05611
Nigéria0336
Uganda0314
Filipinas0235
Peru0235
Espanha0224
Belarus0202
Azerbaijão0178
Porto Rico0156
Colômbia0145
Austrália0134
Chile0123
Egito0123
Gana0123
Camarões0112
Equipe Unificada0112
Australasia0101
República Tcheca0101
Estônia0101
Tonga0101
Marrocos0044
Índia0022
Moldávia0022
Tunísia0022
Armênia0011
Bermudas0011
Croácia0011
Geórgia0011
Guiana0011
Lituânia0011
Maurício0011
Níger0011
Paquistão0011
Síria0011
Tajiquistão0011
República Árabe Unida0011
Uruguai0011
Zâmbia0011

O esporte

Um dos esportes mais antigos do mundo, o boxe é o esporte onde os lutadores utilizam apenas os punhos, tanto para se defender quanto para atacar. A palavra se deriva do inglês box, ou pugilismo (bater com os punhos). O esporte teve origem na antiga Mesopotâmia. Registros dos primeiros combates datam de 3000 a.C, mais precisamente na Suméria. Posteriormente o esporte foi levado para o Egito e para a Grécia, onde fazia parte dos olímpicos da antiguidade. Àquela época, os lutadores amarravam faixas de couro para proteção e lutavam até alguém se render ou até alguém vir a nocaute.

As bases do boxe moderno surgiram das lutas por dinheiro do século XVII, onde os aristocratas apostavam em um vencedor de uma luta de socos. Com o intuito de enfim tornar o esporte aceito pela sociedade, uma vez que o esporte era considerado ilegal, foram introduzidas várias regras. Entre elas, o uso obrigatório de luvas, um ringue de luta apropriado, contagem de 10 segundos para um pugilista caído e um número previamente acertado de assaltos por luta. Basicamente o boxe atual tem como base essas regras.

As regras foram evoluindo, a violência foi sendo limitada e o esporte entrou no programa olímpico em 1904, na edição de Saint-Louis. Na primeira aparição da modalidade foram disputadas sete categorias, sendo todos os pugilistas dos Estados Unidos. Desde aquela edição o boxe só não esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo, na Suécia, pois as leis do país proibiam a sua prática.

Boxe olímpico
Nos Jogos Olímpicos, o boxe é disputado em três rounds com duração de 3min cada (Reprodução/NBC)

As lutas são realizadas no ringue, uma plataforma quadrada e elevada, com a sua superfície acolchoada por lona, com as suas laterais delimitadas por cordas e com a área máxima de 6,10 metros. O boxe disputado em Olimpíadas é o chamado boxe olímpico, sendo disputados três rounds com a duração de três minutos cada, onde os oponentes trocam vários golpes, como ganchos, cruzados, diretos e jabs. No fim de cada round soa uma campainha avisando do fim daquele assalto e é dado um tempo de um minuto até que se inicie o outro.

Ganha-se a luta por nocaute, nocaute técnico, superioridade técnica ou por pontos. Ao fim de cada round, os árbitros distribuem pontuações para os boxeadores definindo quem, para eles, venceu cada assalto. Atualmente são cinco juízes no boxe olímpico, sendo que cada um ao fim dos três assaltos precisa apontar o vencedor. Dessa forma, um vencedor por unanimidade pode conquistar no máximo 5 pontos, enquanto a decisão dividida mais apertada seria um 3 a 2.

Os atletas participantes são divididos em duas chaves opostas através de um sorteio. O atleta pode ter sorte e enfrentar adversários mais fracos em sua chave ou ver logo dois favoritos pelo caminho. O ranking mundial ajuda os mais bem colocados a se enfrentarem apenas nas fases mais avançadas do torneio olímpico. Em Tóquio serão disputadas oito categorias no masculino e pela primeira vez na história cinco no feminino.