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Daniel Alves da Silva

Daniel Alves – futebol masculino – Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Ficha TécnicaMedalhas
Nascimento: Juazeiro/BA
Idade: 38 anos (06/05/1983)
Altura: 1,72m
Clube: São Paulo/SP

Aquela pessoa que dispensa apresentações. Daniel Alves da Silva, mais conhecido como Daniel ou Dani Alves, simplesmente o jogador com mais títulos na história do futebol mundial, representará o Brasil no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

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Da roça aos Jogos de Tóquio 2020

Ser atleta no Brasil é uma tarefa árdua, de muito trabalho e foco extremo. O início nem sempre é fácil. Na verdade, as dificuldades falam até mais alto na grande maioria dos casos. Hoje multicampeão e renomado mundialmente, Daniel Alves começou em situações precárias, assim como tantos e tantos brasileiros talentosos ao redor do país.

No calor de Juazeiro, na Bahia, deu os primeiros pontapés, mas batalhou bastante também. E não foi pouco. Desde cedo, acompanhava o pai, seu Domingos, na roça. Acordava de madrugada para auxiliar na colheita de legumes e frutas e descansava na cama feita de cimento. Para levantar um dinheiro, ajudava a família até mesmo como comerciante e garçom.

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Após receber a oportunidade, o lateral-direito fechou com o Bahia aos 15 anos de idade, passando pelas categorias de base do clube antes de chegar ao elenco principal, estreando em novembro de 2001. Com o destaque na equipe, se transferiu para o futebol espanhol já no ano seguinte, onde defendeu as cores do Sevilla.

Foram cerca de 17 anos longe de casa, longe do futebol brasileiro. Em 2019, retornou ao São Paulo, assumidamente seu time do coração, para realizar um sonho de representar o Tricolor do Morumbi. E foi assim que teve outra tão sonhada notícia. Convocado pelo técnico André Jardine, estará em Tóquio para disputar os Jogos Olímpicos pela primeira vez na carreira. “É sonho atrás de sonho, realizações atrás de realizações”, contou à SPFC TV.

Auge no Barcelona e o jogador mais vezes campeão no mundo

Depois de faturar duas vezes a Liga Europa (anteriormente, Copa da UEFA), uma vez a Supercopa da UEFA, uma vez a Copa do Rei e uma vez a Supercopa da Espanha, Dani estava pronto para o próximo desafio. As atuções e os títulos no Sevilla chamaram a atenção do Barcelona, que fechou a sua contratação na janela de verão de 2008.

O resto é história. Atuando ao lado de craques como Messi, Xavi e Iniesta, entre tantos outros, começava ali uma das maiores parcerias do futebol europeu e mundial. Em oito anos com a camisa blaugrana, quase o triplo de taças: 23, para ser mais exato, com direito a três Ligas dos Campeões, três Mundiais de Clubes, seis Campeonatos Espanhóis… E por aí vai.

Daniel Alves - futebol masculino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Daniel Alves foi tricampeão da Champions League com a camisa do Barcelona. Foto: Divulgação/FC Barcelona

A sequência vitoriosa não parou na Catalunha. Talvez tenha até virado um vício. Em maio de 2016, deixou o Barça e colocou para sempre o seu nome na história do clube. Marcou época na Espanha. De lá, passou uma temporada na Itália defendendo a Juventus e outras duas na França, desta vez pelo Paris Saint-Germain.

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Durante o período (2016-2019), foram sete troféus levantados, dois pela Juve (Campeonato Italiano e Copa Itália) e cinco pelo PSG (2x Campeonato Francês, 1x Copa da França, 1x Copa da Liga Francesa e 1x Supercopa da França). Estava na hora de deixar a capital francesa em busca de um novo desafio. Que tal voltar ao Brasil para jogar pelo São Paulo, hein?!

Seleção brasileira: chegou a hora do último torneio que faltava

A fase histórica e vitoriosa de Dani Alves na Europa não o afastou da seleção brasileira. Pelo contrário: 118 jogos com a Amerelinha, competições e rivais de alto nível e, claro, conquistas. A primeira delas veio em 2007, vencendo a Copa América diante da Argentina, na Venezuela. Na sequência, Copa das Confederações em 2009, sobre os Estados Unidos, e 2013, contra a Espanha, desafiando vários amigos dos tempos de Barça.

A Copa do Mundo ainda falta na vasta galeria do lateral. Tentou em 2010, mas ficou pelo caminho nas quartas de final, tomando a virada da Holanda. Quatro anos mais tarde, desta vez ao lado da torcida brasileira, parou na semifinal, naquela fatídica tarde com a Alemanha no Mineirão…

Daniel Alves - futebol masculino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Em 2019, Dani Alves levantou a taça da Copa América com a seleção brasileira de futebol masculino. Foto: Lucas Figueiredo/CBF

No Mundial da Rússia, em 2018, uma lesão o tirou da competição. Um baque grande para um jogador de 35 anos que caminhava para o fim da carreira. Tite deu uma outra oportunidade a Dani, agora na Copa América 2019, novamente em casa. Além do título batendo o Peru na decisão, foi eleito como o melhor jogador do torneio. Que volta por cima!

Entre os eventos disputados, só faltava um: os Jogos Olímpicos. Chamado por Jardine, o jogador comemorou a concovação: “É uma satisfação imensa, uma alegria tremenda representar o meu país de uma forma diferente, em uma ocasião tão especial quanto a Olimpíada. Bati na trave duas vezes e agora tenho a honra de ser chamado, de poder formar parte desse grupo que vai defender a medalha conquistada aqui no Brasil. É uma responsabilidade grande, mas é o que gostamos.

Em 2021

Há dois anos na capital paulista, Dani Alves engatou grande sequência com o São Paulo na temporada 2021. Chegou a marcar presença na lista de Tite para os dois últimos jogos que a seleção disputou nas Eliminatórias para a Copa do Qatar, mas teve de ser cortado em função de uma lesão.

Daniel Alves - futebol masculino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020
Destaque do São Paulo, Dani disputará o futebol masculino olímpico pela primeira vez na carreira. Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Embora tenha ficado ausente, foi fundamental na campanha do título estadual no Tricolor, que estava desde 2012 sem levantar um troféu. Tabu quebrado e mais um na conta, totalizando 41 ao longo da carreira. Até aqui, ao todo, são 91 partidas (18 no ano) pelo time do Morumbi, com 10 gols marcados (1 no ano).