Siga o OTD

Triatlo

Triatlo nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Provas do triatlo em Tóquio

+ Individual Feminino
+ Individual Masculino
+ Revezamento misto

Calendário do triatlo em Tóquio

Local da competição

Odaiba Marine Park
O Odaiba Marine Park será palco das provas do triatlo nos Jogos de Tóquio-2020 (Reprodução)

O triatlo em Tóquio 2020 será disputado no Odaiba Marine Park, um dos principais pontos turísticos de Tóquio. O parque, localizado em uma ilha artificial, oferece aos seus visitantes a vista de uma deslumbrante e futurista paisagem urbana de Tóquio, como o edifício da Fuji Tv e a Rainbow Bridge, ponte que liga o continente a Ilha. Para acompanhar as disputas, arquibancadas temporárias para 5.500 pessoas serão montadas e serão utilizadas também para as disputas de triatlo, tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Jogos Paralímpicos.

O Brasil no triatlo dos Jogos Olímpicos

O triatlo chegou no Brasil em 1981, apenas sete anos após a criação da modalidade, onde se popularizou entre atletas principalmente na cidade do Rio de Janeiro, em Santos e Florianópolis, cidades que até os dias de hoje são destaque na organização de eventos do esporte. Justamente no Rio de Janeiro foi realizada a primeira competição oficial da modalidade, em 13 de maio de 1983, com o percurso de 1 quilômetro de natação, 43 quilômetros de ciclismo e 11 quilômetros de corrida.

Sandra Soldan triatlo
Sandra Soldan tem até hoje o melhor resultado do Brasil no triatlo olímpico, com o 11º lugar em Sydney-2000 (Divulgação)

O esporte se expandiu nacionalmente e em 1989 Salvador sediou a primeira seletiva nacional visando selecionar atletas para a seleção brasileira que disputaria o primeiro campeonato mundial da modalidade, em Orlando, nos Estados Unidos. Os selecionados foram Armando Barcellos, Leandro Macedo, Marcus Ornelas, Roberto Deleage, Carlos Dolabella e Gustavo Garzon no masculino e  Liare Beretta, Fernanda Keller e Rebeca Werneck no feminino. Eles formaram a primeira seleção nacional do triatlo em provas de distância olímpica.

O melhor resultado do Brasil em Jogos Olímpicos vem de Sandra Soldan, um ótimo 11º lugar em Sydney-2000. Formada em medicina, Sandra é atualmente uma das maiores especialistas do Brasil no controle antidoping.

No masculino, o principal resultado foi de Leandro Macedo, que ficou em 14º lugar em Sydney-2000. Ele também esteve em Atenas-2004, quando ficou em 31º lugar. Também representaram o triatlo brasileiro em Olimpíadas entre os homens Armando Barcellos em Sydney-2000 (39º lugar); Juraci Moreira em Sydney-2000 (22º), Atenas-2004 (41º) e Pequim-2008 (26º); Paulo Henrique Miyashiro em Atenas-2004 (34º); Reinaldo Collucci em Pequim-2008 (37º) e Londres-2012 (36º); Diogo Sclebin em Pequim-2012 (44º) e Rio-2016 (41º).

Leandro Macedo Triatlo
Leandro Macedo conquistou o melhor resultado dos homens do Brasil em Olimpíadas no triatlo, com o 14º lugar em Sydney-2000 ([email protected])

No feminino, além de Sandra Soldan, que também disputou os Jogos de Atenas-2004 (quando não terminou), o Brasil teve as participações de Mariana Ohata em Sydney-2000 (não terminou), Atenas-2004 (37º) e Pequim-2008 (39º); Carla Moreno, em Sydney-2000 e Atenas-2004, não terminando em ambas as edições; e Pâmela Oliveira em Londres-2012 (30º) e Rio-2016 (40º).

+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, NO INSTAGRAM, NO FACEBOOK E NO TIKTOK

Grandes nomes do triatlo nos Jogos Olímpicos

Apesar de ser uma modalidade recente nos Jogos Olímpicos, o triatlo já premiou atletas de 13 países diferentes, sendo Grã-Bretanha, Suíça e Austrália as nações com o maior número de medalhas, cinco no total. Os europeus estão empatados em primeiro no quadro geral com dois ouros, uma prata e dois bronzes. A Austrália, em contrapartida, apesar de possuir um ouro a menos (1-2-2), é o país com o maior número de medalhas em campeonatos mundiais, 22 de ouro e 50 no total.

No feminino, a Austrália subiu ao pódio olímpico feminino em quatro das cinco edições disputadas, sendo Rio-2016 a única exceção negativa. Emma Snowsill, ouro em Pequim-2008, foi a primeira, e até agora única, medalhista de ouro australiana no esporte. Seu sucesso não para por aí, ela é ainda a maior vencedora de títulos do circuito mundial de triatlo entre as mulheres, três oportunidades. Sete mulheres australianas já foram campeãs mundiais, mas apenas Snowsill confirmou também o título olímpico.

Já os britânicos, que dominaram a modalidade no masculino nos anos 90, só foram conquistar suas primeiras medalhas em casa, em Londres-2012, mas em grande estilo.  Das cinco medalhas olímpicas britânicas, quatro foram conquistadas pelos irmãos Alistair e Jonathan Brownlee, sendo Alistair o único bicampeão olímpico da história da modalidade, ao vencer em casa nos Jogos de Londres-2012 e conseguir seu bicampeonato nos Jogos do Rio em 2016. Nas duas ocasiões estava acompanhado de seu irmão mais novo, Jonathan, bronze em Londres e vice-campeão no Rio. Em mundiais, Alistair venceu duas vezes e Jonathan conquistou um título.

Alistar Brownlee Grã-Bretanha
Atual bicampeão olímpico no masculino, o britânico Alistar Brownlee não poderá buscar o tri porque foi desclassificado de uma etapa do circuito mundial por tentar “afogar” um adversário (Reprodução)

Alistar Brownlee não poderá tentar o tricampeonato olímpico em razão de uma bizarra desclassificação na World Triathlon Championship Series por sabotar um adversário, empurrando-o para dentro d’água durante a disputa. Alisatr ainda buscava a classificação para Tóquio.

A partir do momento que o esporte se tornou olímpico outras nações começaram a aparecer em destaque no mundo do triatlo.  A Suíça, por exemplo, tinha até então uma participação discreta a nível mundial até a chegada dos Jogos Olímpicos de Sydney, quando surpreenderam as australianas e conquistaram o primeiro ouro da história olímpica com Brigitte McMahon, além do bronze com Magali Messmer, deixando Michelle Jones, favorita da casa, com a prata. Em Londres-2012, novamente subiu ao topo do pódio com Nicola Spirig, até os dias de hoje a única mulher da história da modalidade com duas medalhas olímpicas, visto que também foi prata nos Jogos do Rio em 2016.

Outro país com grande crescimento foi a Espanha, mas ainda não demonstrou todo seu poderio em competições olímpicas. É deste país que vem dois dos maiores medalhistas em campeonatos mundiais, Javier Gomez Noya, pentacampeão, e Mario Mola, três vezes o melhor do mundo.  Dos dois, Javier Noya enriqueceu seu currículo esportivo com a prata em Londres-2012, mas apesar de dominar o ciclo olímpico rumo aos Jogos do Rio não compôs o time espanhol em 2016. Mario Mola, campeão mundial em 2016, 2017 e 2018, além de oitavo colocado no Rio-2016, ainda busca sua primeira medalha olímpica.

Fora das nações já citadas, grande destaque para a americana campeã olímpica nos Jogos do Rio em 2016 Gwen Jorgensen, bicampeã mundial e dona de 26 títulos das etapas da Copa do Mundo de triatlo, feito não alcançado nem de perto por nenhuma outra mulher. O currículo de Gwen poderia ser muito maior, mas no auge de sua carreira após os Jogos do Rio decidiu se afastar do triatlo visando ser mãe. Após a volta ao esporte, focou apenas em provas de longa distância no atletismo, já demonstrando ter sonhos olímpicos nesta nova modalidade.

Nicola Spirig Suíça
Nicola Spirig, da Suíça, é a única mulher da história com duas medalhas olímpicas (World Triathlon)

Quadro de medalhas do triatlo nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Grã-Bretanha2125
Suíça2125
Austrália1225
Nova Zelândia1113
Canadá1102
Alemanha1102
Estados Unidos1012
Áustria1001
Portugal0101
Espanha0101
Suécia0101
República Tcheca0011
África do Sul0011

O esporte

Triatlo
(Reprodução/Olympics)

Uma das mais jovens modalidades olímpicas, o triatlo é um esporte em que os atletas competem em três disciplinas tradicionais do movimento olímpico: natação, ciclismo e corrida. A origem das competições de triatlo vem de 1974, quando um clube de San Diego, na Califórnia, decidiu colocar as três modalidades no treinamento de seus atletas com o objetivo de descobrir qual deles tinha a melhor resistência física.

O triatlo foi se popularizando e se aperfeiçoando ao longo dos anos seguintes, sofrendo algumas modificações, mas sem perder a base de sua origem, a pratica das três modalidades. Dez anos depois de sua despretensiosa criação fez parte dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 como esporte demonstração.

Naquela oportunidade, sequer existia uma federação internacional para reger esta modalidade que foi apresentada com certo amadorismo nos Jogos, algo impensável nos dias de hoje. A ITU (Federação Internacional de Triatlo) foi fundada em 1989, profissionalizando mais a modalidade. Onze anos depois, em Sydney-2000, o triatlo fez sua estreia olímpica como modalidade oficial e caiu de vez do gosto popular.

Nos Jogos Olímpicos a modalidade individual disputada é justamente a “distância olímpica”, onde os atletas fazem 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida, padrão estabelecido desde sua inclusão em Sydney-2000. A partir de Tóquio-2020, haverá também o revezamento misto por equipes, prova que contará com dois homens e duas mulheres que se revezarão, onde cada um nadará 300 metros de natação, 8 km de ciclismo e finalizará sua vez com 2 km de corrida. As mulheres são obrigatoriamente a primeira e a terceira atleta, já os homens vêm com o segundo e fecham a disputa com o quarto. É diferente do que ocorre nos revezamentos mistos de natação e atletismo, onde as comissões técnicas definem as ordens dos atletas, independente do gênero.