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Esqui Freestyle

Esqui Freestyle nos Jogos Olímpicos de Pequim-2022

Esqui Freestyle nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022
COI

Calendário

O Esqui Freestyle em Jogos Olímpicos de Inverno

O russo Maxim Burov é o atual grande nome do aerials (Getty Images)
O russo Maxim Burov é o atual grande nome do aerials (Getty Images)

O Esqui Freestyle é um dos esportes mais recentes dos Jogos Olímpicos de Inverno. Foi incluído pela primeira vez na edição de 1992, em Albertville, na França, com o Moguls. Desde então, aumentou sua participação tanto no masculino quanto no feminino. As modalidades surgiram a partir das acrobacias que jovens realizavam com esquis nas décadas de 50 e 60.

Cada categoria possui uma particularidade, mas basicamente as provas do Esqui Freestyle avaliam acrobacias e habilidade de saltos dos competidores, resultando em uma nota dada pelos juízes de acordo com o grau de dificuldade. O campeão é quem tiver a maior nota na bateria final.  A exceção é o Cross, disputado no formato de baterias e vence quem cruzar a linha de chegada primeiro.

As disputas

Kelly Sildaru vai brigar com Eileen Gu pelo ouro do slopestyle e do halfpipe (COI)
Kelly Sildaru vai brigar com Eileen Gu pelo ouro do slopestyle e do halfpipe (COI)

Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022, o Esqui Freestyle vai ter seis disputas individuais em cada gênero. O Big Air faz sua estreia olímpica e consiste numa rampa em que os atletas saltam e realizam acrobacias para avaliação dos juízes.

O Halfpipe, por sua vez, é um “meio tubo” em que os competidores deslizam de uma ponta a outra para realizarem suas manobras. No Slopestyle, eles deslizam por obstáculos e fazem suas acrobacias, semelhante ao Skate Street nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Há ainda o Moguls, com morros espalhados na pista e dois espaços para saltos, o Aerials, com plataformas de saltos e o Cross, em que os esquiadores competem juntos em uma pista ondulada e com curvas fechadas.

Locais de competição

As provas do Esqui Freestyle nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022 estão espalhadas entre as duas sedes. O Big Air, por exemplo, ganhou uma plataforma própria em Pequim, o Shougang, construído para o evento. As demais modalidades acontecem na estrutura do Genting Snow Park, um resort já existente que foi reformado para receber as disputas.

O Esqui Freestyle, entretanto, começa antes da Cerimônia de Abertura. No dia 3 acontecem as primeiras provas classificatórias do Moguls entre os homens e mulheres. A primeira disputa de medalha vai ser com o Moguls masculino, no dia 5 de fevereiro, às 9h40.

Fique de Olho!

Eileen Gu Jogos Olímpicos de Inverno Pequim-2022 Esqui Freestyle
Eileen Gu é favorita ao ouro no slopestyle e no halfpipe (2020 Getty Images)

Canadá e Estados Unidos são os grandes nomes do Esqui Freestyle nos Jogos Olímpicos de Inverno e costumam liderar o quadro de medalhas. Outros países como França, Suíça, Austrália e Suécia também aparecem com destaque nas modalidades.

Na disputa feminina, o destaque é o duelo teen entre a chinesa Eileen Gu e a estoniana Kelly Sildaru, favoritas ao ouro no Slopestyle e no Halfpipe. A sueca Sandra Näslund, por sua vez, desponta como favorita no Cross. Entre os homens, Mikael Kingsbury, do Canadá, é a estrela do Moguls. Maxim Burov, do Comitê Olímpico Russo, é o grande nome do Aerials.

O Brasil no Esqui Freestyle

Sabrina Cass no alto do pódio no Mundial Júnior de Moguls
Competindo pelos Estados Unidos, Sabrina Cass foi campeã mundial júnior no moguls em 2019

O Time Brasil terá uma representante no Esqui Freestyle nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022. Sabrina Cass conseguiu a classificação no Moguls feminino e vai fazer a estreia do país na modalidade.

Filha de mãe brasileira com um estadunidense, Sabrina nasceu e cresceu nos Estados Unidos. Pratica o esporte desde a infância e, competindo pelos Estados Unidos, foi campeã mundial júnior no Moguls em 2019. Dois anos depois, resolveu competir pelo Brasil e confirmou a vaga olímpica nesta temporada.

O Esqui Freestyle, aliás, foi o último esporte de neve praticado pelo Brasil. A CBDN iniciou as atividades em 2010, com o Cross, e em 2013 começou no Aerials. Nessa disciplina, esteve presente nos Jogos Olímpicos de Sochi 2014 com Josi Santos – terminou na 22ª colocação da disputa feminina.

Nesse ciclo olímpico, ainda tentou a classificação com os irmãos Sebastian e Dominic Bowler no Halfpipe, mas eles não atingiram os critérios necessários para obter a vaga.