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Salto triplo feminino

Salto triplo feminino – Atletismo – Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Recordes do salto triplo feminino

Recorde Mundial: 15,50 m – Inessa Kravets (UKR) – Gotemburgo (SWE) – 10/08/1995

Recorde Olímpico: 15,39 m – Françoise Mbango Etone (CMR) – Pequim (CHN) – 17/08/2008

Chances do Brasil no salto triplo feminino

Núbia Soares, atleta do Barcelona, vai competir na Copa Iberdrola indoor na Espanha
Núbia Soares é o principal nome do Brasil no salto triplo feminino (Wagner Carmo/CBAt/arquivo)

Núbia Soares ficou muito próxima do índice do salto triplo feminino para Tóquio na temporada de 2019, mas não conseguiu por apenas 4 cm. Após sofrer muito com lesões, ela tem boas chances de confirmar a vaga este ano. Gabriele Sousa dos Santos também tem evoluído bastante e se aproxima do índice olímpico.

O Brasil no salto triplo feminino nos Jogos Olímpicos

Maria de Souza foi a primeira brasileira a competir no salto triplo nos Jogos logo na sua estreia, em Atlanta-1996. Com 13,38 m, ela ficou em 22º lugar na qualificação, fora da final. Luciana Santos esteve em Sydney-2000, onde acabou na 24ª colocação na quali com 13,48 m.

Gisele de Oliveira competiu em Pequim-2008, mas com 13,81 m foi 23ª na qualificação, longe da final. Keila Costa competiu em Londres-2012 e também ficou fora da final, após o 20º lugar na qualificação com 13,84 m.

A brasileira Keila Costa tem duas participações olímpicas em seu currículo: em Londres-2012, terminando em 20º lugar, e Rio-2016, na 24ª posição (Divulgação)

Na Rio-2016, Núbia Soares terminou em 23º lugar com 13,85 m e Keila foi 24ª com 13,78 m.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

Favoritas no salto triplo feminino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

A colombiana Caterina Ibargüen é um dos grandes nomes da história desta prova. Ouro no Rio-2016 e prata em Londres-2012, tem cinco medalhas em mundiais, sendo dois ouros em 2013 e 2015, venceu três vezes a Copa Continental, conquistou dois ouros em Jogos Pan-Americanos e soma impressionantes 38 vitórias no circuito da Liga Diamante. Apesar do excelente currículo, só saltou três vezes acima dos 15,00 m.

Mas a grande favorita para Tóquio é a venezuelana Yulimar Rojas. Aos 20 anos, apareceu para o mundo em 2016 vencendo o título mundial indoor em março. Cinco meses depois, ficou com a prata no Rio-2016. Neste ciclo olímpico, Rojas venceu dois Mundiais, em 2017 e 2019, e o Mundial indoor em 2018, além de levar o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2019, ano que brilhou muito, marcando em prova na Espanha 15,41 m, o segundo melhor salto da história e vencendo o Mundial com 15,37 m, 4ª melhor marca da história. Em 2020, bateu o recorde mundial indoor em fevereiro na Espanha com 15,43 m e foi eleita a melhor atleta do ano pela Federação Internacional.

Campeã mundial em 2019 e recordista mundial indoor, Yulimar Rojas é a grande favorita ao ouro no salto triplo feminino (World Athletics)

A jamaicana Shanieka Ricketts corre por fora. Prata no Mundial de Doha-2019, também ficou na 2ª colocação nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 e nos Jogos da Comunidade Britânica de 2018.

A americana Keturah Orji ficou na 4ª colocação no Rio-2016 e também no Mundial indoor no mesmo ano. No Pan de Lima-2019, foi prata no salto em distância e no Mundial Sub18 de 2013 foi prata no salto em distância e bronze no triplo. Multicampeã nacional, busca a primeira medalha olímpica dos Estados Unidos nesta prova.

A veterana ucraniana Olha Saladukha vai para sua 4ª Olimpíada com um excelente currículo. Bronze em Londres-2012, foi campeã mundial em 2011 e tricampeã europeia entre 2010 e 2014. Chegará em Tóquio com 38 anos, mas ainda consegue boas marcas e vem do 5º lugar no Mundial de 2019.

Outros nomes fortes são o da grega Paraskevi Papachristou, campeã europeia em 2018, o da espanhola Ana Peleteiro, bronze no Europeu de 2018, campeã europeia indoor em 2019 e 6ª no último Mundial, o da israelense Hanna Knyazheva-Minenko, 4ª em Londres-2012 , 5ª no Rio-2016, prata no Mundial de 2015 e prata no Europeu de 2016, e o da portuguesa Patrícia Mamona, 6ª no Rio-2016 e campeã europeia em 2016.

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Histórico do salto em distância feminino nos Jogos Olímpicos

O salto triplo feminino só entrou para o programa olímpico em Atlanta-1996, apesar de haver registros de mulheres competindo nesta prova desde os anos 1920. O primeiro recorde mundial oficial foi ratificado apenas em 1990.

Antes mesmo dos Jogos, a ucraniana Inessa Kravets bateu o recorde mundial no Mundial de Gotemburgo, em 1995, com 15,50 m, marca que dura até hoje. Favorita, ela sobrou na final em Atlanta-1996 para ficar com o primeiro ouro da prova com 15,33 m, colocando 35 cm de vantagem sobre a medalhista de prata, a russa Inna Lasovskaya.

A colombiana Caterine Ibarguen tem duas medalhas olímpicas no salto triplo feminino: prata em Londres-2012 e ouro na Rio-2016 (Reprodução)

O ouro em Sydney-2000 foi para a búlgara Tereza Marinova, campeã com 15,20 m, seguida da russa Tatyana Lebedeva, com 15,00 m. Lebedeva venceu os dois mundiais seguintes, em 2001 e 2003 e era o nome mais forte para a disputa em Atenas-2004, só que a camaronesa François Mbango Etone estava num dia inspiradíssimo e venceu com 15,30 m. Seus cinco saltos válidos foram para mais de 15 m. A prata foi para a grega Hrysopiyi Devetzi com 15,25 m e Lebedeva acabou com o bronze com 15,17 m.

Após a vitória em solo grego, Etone competiu muito pouco em 2005 e ficou parada por quase três anos. Em 2008, voltou a vencer o campeonato africano e se classificou para os Jogos de Pequim-2008, onde foi a melhor na qualificação e novamente na final, vencendo com excelentes 15,39 m, até hoje recorde olímpico e a 3ª melhor marca da história. Lebedeva e Devetzi repetiram o pódio de 2004, mas invertendo a posição. As duas foram flagradas em doping nos anos seguintes e consequentemente desclassificadas.

A vitória em Londres-2012 foi para a cazaque Olga Rypakova, que venceu com 14,98 m, deixando para trás com a prata a colombiana Caterine Ibaguën, com 14,80 m. A colombiana dominou por completo a prova nos anos seguintes, ficando três anos sem perder uma única prova no salto triplo. Entre 2013 e 2015 foram 30 vitórias, incluindo dois títulos mundiais. Favoritíssima, Ibargüen venceu no Rio-2016 com 15,17 m, deixando a venezuelana Yulimar Rojas com a prata com 14,98 m.

Medalhistas do salto triplo feminino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Atlanta 1996Inesa KravetsUKRInna LasovskayaRUSŠárka KašpárkováCZE
Sydney 2000Tereza MarinovaBULTatyana LebedevaRUSOlena HovorovaUKR
Atenas 2004Françoise MbangoCMRPigi DevetziGRETatyana LebedevaRUS
Pequim 2008Françoise MbangoCMROlga RypakovaKAZYargelis SavigneCUB
Londres 2012Olga RypakovaKAZCaterine IbargüenCOLOlha SaladukhaUKR
Rio 2016Caterine IbargüenCOLYulimar RojasVENOlga RypakovaKAZ

Quadro de medalhas do salto triplo feminino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Camarões2002
Cazaquistão1113
Colômbia1102
Ucrânia1023
Bulgária1001
Rússia0213
Grécia0101
Venezuela0101
Cuba0011
República Tcheca0011

A prova

Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de voo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de “patada” ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de voo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de voo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo – o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.

A Federação Internacional de Atletismo descreve a mecânica obrigatória do salto da seguinte maneira:”o salto deve ser feito de tal maneira que o atleta pouse, no primeiro salto, com o mesmo pé com que ele saltou após a corrida; o segundo salto deve pousar com o pé trocado, o qual serve de impulsão para o salto final dentro da caixa de areia”.

Os saltos são invalidados caso o atleta pise na borda ou em algum ponto tábua de impulsão. A marca é medida da ponta da tábua até a primeira marcação do corpo do saltador na caixa de areia. Assim como em várias outras modalidades do atletismo, marcas conseguidas com vento a favor superior a 2 m/s não são consideradas para recordes.