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Natação – Jogos Paralímpicos

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Brasileiros em Tóquio

Com enorme tradição em pódios paralímpicos, a natação brasileira vai chegar daqui um ano em Tóquio-2020 com o mesmo prestígio, mas com uma nova protagonista. A lenda Daniel Dias estará brigando por medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, mas Maria Carolina Santiago, junto à outras nadadoras, tem tudo para ser a dona da piscina em 2021. No total, serão 36 atletas representando o Brasil.

É uma equipe renovada que ainda tem alguns ícones que seguem em alto nível, como Daniel Dias e Edênia Garcia. Mas uma nova geração, puxada por Maria Carolina Santiago e Wendell Belarmino vem pedindo passagem.

Maria Carolina Santiago, que tem 36 anos, mas estreia em Jogos Paralípicos, tem duas provas em que se destaca e que foi campeã mundial em Londres 2019 (50 m e 100 m S12). Ela tem chances reais de conquistar as mesmas medalhas em Tóquio-2020. E olha que ela está indo para sua primeira edição de Jogos Paralímpicos.

Fora os dois, a natação paralímpica brasileira ainda conta Wendell Belarmino, Phelipe Rodrigues, Joana Silva, Edênia Garcia e Cecília Araújo. Nomes que fazem parte da elite mundial.

O Mundial de Natação paralímpica Londres-2019 é o grande termômetro para Tóquio-2020. Nele, o Brasil conquistou 17 medalhas, sendo cinco de ouro, seis pratas e seis de bronze.

Destaques femininos Paralimpíada Tóquio natação
Maria Carolina Santiago vai brigar pelo ouro em Tóquio 2020 (Alê Cabral/CPB)

Expectativa

Há quatro anos, na Rio-2016, o Brasil faturou 19 medalhas, sendo quatro de ouro, todas com Daniel Dias. Levando em conta o desempenho no último Mundial, a deleção brasileira tem chances de conseguir mais ouros com uma variedade maior de nadadores.

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Contudo, o recorde de 19 medalhas da Rio-216 e de Pequim-2008 é mais complicado de ser quebrado ou igualado.

Fato é que as mulheres terão mais visibilidade e mais chances na piscina, principalmente pelo trio Maria Carolina Santiago, Edênia Garcia e Joana Silva. As três brigam forte em quatro provas e ainda podem competir no revezamento misto 49 pontos.

Daniel Dias jogos paralímpicos
Daniel Dias é uma referência para a natação brasileira (Daniel Zappe)

Local da competição

A natação paralímpica em Tóquio 2020 será disputada no novíssimo Centro Aquático de Tóquio, construído para os Jogos Olímpicos com capacidade para até 15.000 espectadores. A arena também será sede da natação artística e dos saltos ornamentais. O local fica no Tatsuminomori Seaside Park, em Koto, Tóquio.

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O esporte

As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas. A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência. No Brasil, a modalidade é administrada pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).

No total, o Brasil já conquistou 102 medalhas na natação em Jogos Paralímpicos, sendo 32 de ouro, 34 de prata e 36 de bronze. É a segunda modalidade que mais medalhas deu ao Brasil nas Paralimpíadas, atrás apenas do atletismo (142).

As classes sempre começam com a letra S (swimming). O atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).

O atleta é submetido à equipe de classificação, que procederá a análise de resíduos musculares por meio de testes de força muscular; mobilidade articular e testes motores (realizados dentro da água). Vale a regra de que, quanto maior a deficiência, menor o número da classe.

Quanto maior o grau de comprometimento, menor o número da classe.