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Salto triplo masculino

Salto triplo masculino – Atletismo – Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Recordes do salto triplo masculino

Recorde Mundial: 18,29 m – Jonathan Edwards (GBR) – Gotemburgo (SWE) – 07/08/1995

Recorde Olímpico: 18,09 m – Kenny Harrison (USA) – Atlanta (USA) – 27/07/1996

Chances do Brasil no salto triplo masculino

Almir Junior Adhemar Ferreira da Silva Nelson Prudência João do Pulo Medalha Olímpica Tóquio
Almir dos Santos já tem índice assegurado no salto triplo (Alexandre Loureiro/COB)

Dois brasileiros já têm índice para o salto triplo masculino em Tóquio: Almir dos Santos e Alexsandro Melo. Almir foi prata no Mundial indoor de 2018 e tem obtido boas marcas nos últimos anos.

O Brasil no salto triplo masculino nos Jogos Olímpicos

O Brasil estreou na prova do salto triplo após a 2ª Guerra Mundial, em Londres-1948 e logo com três atletas. Geraldo de Oliveira foi o melhor com o 5º lugar na final com 14,825 m após a 9ª colocação na qualificatória com 14,59 m. Aos 20 anos, Adhemar Ferreira da Silva fazia sua estreia olímpica com um 8º lugar com 14,49 m (havia sido o 4º na quali com 14,69 m) e o Brasil ainda teve Hélio da Silva, que também pegou final e terminou em 11º com 14,31 m, após o 6º lugar na quali com 14,64 m.

Adhemar voltou em Helsinque-1952 como favorito após ter quebrado o recorde mundial no ano anterior com 16,01 m. Ele fez a melhor marca da quali com 15,32 m e na decisão foi espetacular, com quatro saltos acima de 16 m, sendo dois recordes mundiais: 16,12 m na 2ª tentativa e 16,22 m na 4º. Geraldo de Oliveira pegou sua segunda final olímpica após um 10º lugar na quali com 14,64 m e um 7º na final com 14,95 m. Três dias depois do bronze no salto em altura, José Telles da Conceição também competiu no salto triplo, mas parou na quali com 14,46 m, 17º no geral.

Adhemar Ferreira da Silva Helsinque 1952 Helsinque-52 ouro atletismo João do Pulo
Adhemar Ferreira da Silva comemora sua primeira medalha de ouro no salto triplo, em Helsinque-1952 (COI Museu Olímpico de Lausane/Sonho e Conquista/COB)

Após bater o recorde mundial mais uma vez em 1955, Adhemar foi para Melbourne-1956 como grande favorito e não decepcionou. Na qualificação, fez 15,15 m no 1º salto e já se classificou para a final, não precisando mais saltar. Na decisão, estava em segundo após três saltos, atrás do islandês Vilhjálmur Einarsson, que tinha feito 16,26 m. O brasileiro marcou 16,35 m no 4º salto e fez ainda 16,26 m no 5º para faturar o seu segundo ouro e se tornar o primeiro brasileiro bicampeão olímpico. Ele foi o único nesta condição até 2004.

Adhemar voltou para sua 4ª participação olímpica em Roma-1960, mas longe de sua melhor forma. Na qualificação ele marcou 15,61 m e pegou vaga na final, onde acabou em 14º com apenas 15,07 m. Ele saiu de campo aplaudido pelos seus adversários.

Adhemar Ferreira da Silva salta para assegurar sua segunda medalha de ouro olímpica, em Melbourne-1956 (Crédito: Reprodução)

Nelson Prudêncio ficou muito perto do ouro na Cidade do México-1968, quando o recorde mundial foi batido cinco vezes. Ele foi 4º na quali com 16,46 m, mas na decisão fez uma batalha épica com o soviético Viktor Saneyev e o italiano Giuseppe Gentile. Nelson bateu o recorde mundial na 5ª tentativa com 17,27 m, mas viu Saneyev melhorar na última com 17,39 m e o brasileiro acabou com a prata.

Nelson voltou a competir em Munique-1972 , ficando em 7º na qualificação com 16,42 m e conquistou sua segunda medalha olímpica ao faturar o bronze com 17,05 m. Ele disputou sua 3ª Olimpíada em Montreal-1976, mas parou na quali com 16,22 m, 14ª marca.

Os Jogos no Canadá colocaram um terceiro brasileiro no pódio, João Carlos de Oliveira, o João do Pulo. Ele havia batido o recorde mundial um ano antes com 17,89 m, fez a melhor marca na quali com 16,81 m e acabou com o bronze com 16,90 m. João do Pulo ganhou mais um bronze em Moscou-1980 com 17,22 m.

João do Pulo salto triplo
João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, conquistou duas medalhas de bronze no salto triplo, em Montreal-1976 e Moscou-1980 (divulgação/CBAt)

Abcélvio Rodrigues competiu pelo Brasil em Los Angeles-1984, com 16,12 m na quali, terminando em 16º, fora da final, e voltou aos Jogos em Seul-1988, também parando na quali, em 35º com 15,13 m. Jorge da Silva também competiu na Coreia, ficando em 22º na quali com 15,95 m.

Em Barcelona-1992, mais brasileiros pararam na qualificação. Anísio Silva foi 29º com 16,03 m e Jorge Luis Teixeira 38º com 15,64 m. Anísio voltou em Atlanta-1996 terminando em 18º com 16,67 m e Messias José Baptista foi 22º com 16.45 m.

Jadel Gregório ficou em 5º ligar nos Jogos de Atenas-2004 (World Athletics)

O Brasil só voltou a uma final olímpica em Atenas-2004, com Jadel Gregório. Ele marcou 17,20 m na quali, 5º no geral, e repetiu a colocação na decisão com 17,31 m, a 17 cm do pódio. Em Pequim-2008, mais uma final olímpica do brasileiro, terminando em 6º com 17,20 m. Jefferson Sabino também competiu na China, terminando a quali em 28º com 16,45 m. O último brasileiro a competir nos Jogos foi Jonathan Henrique Silva, 26º na quali de Londres-2012 com 15.59 m.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

Favoritos no salto triplo masculino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

O americano Christian Taylor é sem dúvida o homem a ser batido. Bicampeão olímpico, Taylor buscará igualar o feito do soviético Viktor Saneyev, o único tricampeão olímpico da prova. Taylor também venceu quatro vezes o título mundial, com destaque para o excepcional 18,21 m no Mundial de 2015, em Pequim, o 2º melhor salto da história. A única grande falha em sua carreira foi no Mundial de 2013 em Moscou, quando ficou em 4º. Fora isso e uma prata no Mundial indoor de 2012, Taylor venceu praticamente tudo importante que disputou desde 2010.

Christian Taylor (EUA) é o grande nome do salto triplo masculino para os Jogos de Tóquio (Crédito: Divulgação)

Seu principal adversário é seu compatriota Will Claye, o (quase) eterno vice. Claye foi prata em Londres-2012 e no Rio 2016 e nos Mundiais de 2017 e 2019, mas venceu Taylor no mundial indoor de 2012, vencendo esta competição também em 2018, quando Taylor não competiu. Claye foi o único a saltar acima dos 18 m em 2019, fazendo isso duas vezes, com 18,14 m e 18,06 m. Esses saltos estão entre os 10 melhores da história. A forte equipe americana deve ser completa por Omar Craddock, ouro no Pan de Lima-2019.

O cubano, que agora defende Portugal, Pedro Pablo Pichardo tem tido altos e baixos, mas é o 5º melhor da história com 18,08 m feitos em 2015, ano que também fez 18,06 m. Não competiu no Rio por lesão, mas foi 4º no Mundial de Doha-2019.

O bronze neste mundial ficou com Hugues Fabrice Zango, de Burkina Faso, que quebrou o recorde africano na prova com 17,66 m. Atual campeão africano e dos Jogos Africanos, Zango é dono da melhor marca de 2019 depois dos americanos.

Campeão olímpico em Pequim-2008, o português Nelson Évora pode surpreender, ainda mais depois do título europeu em 2018 e dois bronzes nos Mundiais de 2015 e 2017, apesar de estar longe do seu auge. Outro veterano que também pode brigar é Alexis Copello. O cubano, que defende agora o Azerbaijão, foi prata no Europeu de 2018. Também entram na briga o chinês Wu Ruiting, o cubano Cristian Nápoles e o brasileiro Almir dos Santos, que foi prata no Mundial Indoor de 2018 e finalista no de Doha-2019.

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Histórico do salto em distância masculino nos Jogos Olímpicos

Menções de saltos de até 15 metros nas Olimpíadas da Antiguidade fizeram os historiadores acreditarem em saltos múltiplos, o que foi a base da criação do salto triplo, apesar de não haver evidências da existência do salto triplo nessas competições antigas. A prova fez sua estreia na primeira edição dos Jogos modernos em Atenas-1896. Não havia uma regra para o salto e o primeiro campeão foi o americano James Connolly, que venceu com 13,71 m. Connolly voltou para Paris-1900, mas acabou sendo derrotado pelo seu compatriota Myer Prinstein por 14,47 m a 13,97 m. Em Saint Louis-1904, Prinstein venceu novamente com 14,32 m se tornando um dos primeiros bicampeões olímpicos da história.

O britânico Tim Ahearne venceu em Londres-1908 com 14,92 m, recorde olímpico e o primeiro não-americano a levar a prova. Os países escandinavos cresceram na prova, com vitórias do sueco Gustaf Lindblom em Estocolmo-1912 com 14,76 m e do finlandês Viho Tuulos na Antuérpia-1920 com 14,505 m.

O recorde mundial de 15,52 m já durava desde 1911, mas foi apenas em Paris-1924 que um atleta ultrapassou a marca dos 15 m em uma Olimpíada. O primeiro a conseguir o feito foi o argentino Luis Brunetto com 15,425 m na sua primeira tentativa, mas o australiano Nick Winter fez 15,52 m, igualando o recorde mundial, na sexta e última e acabou com o ouro, enquanto Brunetto levou a prata.

Antes da 2ª Guerra Mundial, foi a vez do Japão dominar a prova, conquistando nas três edições seguintes com três atletas diferentes, com destaque para Chuhei Nambu, campeão em Los Angeles-1932 com recorde mundial de 15,72 m e para Naoto Tajima, ouro em Berlim-1936, se tornando o primeiro homem na história a atingir a marca de 16 m, com exatos 16,00 m na sua 4ª tentativa.

Em Londres-1948, o ouro foi para o sueco Arne Ahman com 15,40 m numa prova que contou com a presença do brasileiro Adhemar Ferreira da Silva, 8º na prova aos 20 anos. Quatro anos depois, foi a vez do brasileiro. Adhemar já tinha igualado o recorde mundial com 16,00m e quebrado com 16,01 m antes dos Jogos de Helsinque-1952 e chegava como favorito ao lado do soviético Leonid Shcherbakov. Mas o brasileiro brilhou batendo o recorde mundial duas vezes na final com 16,12 m e 16,22 m para vencer e faturar o segundo ouro da história do Brasil.

A final de Melbourne-1956 contou com 22 atletas, todos tinham feito o índice mínimo na quali. Adhemar havia batido novamente a marca mundial no ano anterior com 16,56 m e chegava novamente como favorito. Na sua 4ª tentativa, o brasileiro marcou 16,35 m, melhorando o recorde olímpico e se sagrando bicampeão, novamente com quatro saltos acima dos 16 m.

Adhemar voltou pra sua 4ª Olimpíada em Roma-1960, pegou final, mas não foi nem longe do seu melhor, terminando em 14º. O polonês Jozef Szmidt chegou como favorito, tendo batido o recorde mundial um mês antes da prova, e não decepcionou, vencendo com 16,81 m, recorde olímpico. Szmidt ainda conquistou o bicampeonato em Tóquio-1964 com 16,85 m.

Mas talvez a grande prova do triplo da história tenha sido a da Cidade do México-1968. Realizada na altitude, viu uma chuva de recordes mundiais. Logo na qualificação, o italiano Giuseppe Gentile marcou 17,10 m. Na final, ele voltou a bater a marca com 17,22 m na 1ª tentativa. O soviético Viktor Saneyev melhorou para 17,23 m na 3ª, mas o brasileiro Nelson Prudêncio voou para 17,27 m na 5ª. Só que Saneyev não quis saber e saltou 17,39 m na última tentativa para levar o ouro, deixando o brasileiro com a prata. Saneyev voltou a vencer em Munique-1972 com 17,35 m e levou o tri em Montreal-1976 com 17,29 m, vencendo o então recordista mundial, o brasileiro João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que acabou com o bronze.

Viktor Saneyev (URSS) conquistou o tricampeonato olímpico no salto triplo nas Olimpíadas de 1968, 1972 e 1976 (Reprodução)

Os americanos voltaram a vencer algumas edições. Mike Conley Sr. foi campeão em Barcelona-1992 com um belo 18.17 m, mas com vento acima do permitido. Quatro anos depois, Kenny Harrison venceu em casa em Atlanta-1996 com 18.09 m, o primeiro salto válido acima dos 18 m em uma Olimpíada, e batendo o recordista mundial, o britânico Jonathan Edwards, que se redimiu em Sydney-2000, levando o ouro com 17.71 m.

O sueco Christian Olsson, que tinha vencido tudo em 2003 e 2004, foi ouro em Atenas-2004 com 17.79 m. Em Pequim-2008, Nelson Évora ficou com o ouro, apenas o 4º da história de Portugal, com 17.67 m.

Londres-2012 viu a coroação olímpica do americano Christian Taylor, campeão com 17,81 m. Taylor ainda venceria no Rio-2016 com 17,86 m, confirmando seu nome como o maior da atualidade, somando ao seu currículo mais quatro títulos mundiais e duas das cinco melhores marcas da história.

Medalhistas do salto triplo masculino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Atenas 1896James B. ConnollyUSAAlexandre TuffèriFRAIoannis PersakisGRE
Paris 1900Meyer PrinsteinUSAJames B. ConnollyUSALewis SheldonUSA
St. Louis 1904Meyer PrinsteinUSAFred EngelhardtUSARobert StanglandUSA
Atenas 1906Peter O’ConnorGBRCon LeahyGBRTom CronanUSA
Londres 1908Tim AhearneGBRGarfield MacDonaldCANEdvard LarsenNOR
Estocolmo 1912Topsy LindblomSWEGeorg ÅbergSWEErik AlmlöfSWE
Antuérpia 1920Ville TuulosFINFolke JanssonSWEErik AlmlöfSWE
Paris 1924Nick WinterAUSLuis BrunettoARGVille TuulosFIN
Amsterdã 1928Mikio OdaJPNLee CaseyUSAVille TuulosFIN
Los Angeles 1932Chuhei NanbuJPNEric SvenssonSWEKenkichi OshimaJPN
Berlim 1936Naoto TajimaJPNMasao HaradaJPNJack MetcalfeAUS
Londres 1948Arne ÅhmanSWEGeorge AveryAUSRuhi SarıalpTUR
Helsinque 1952Adhemar da SilvaBRALeonid ShcherbakovURSAsnoldo DevonishVEN
Melbourne 1956Adhemar da SilvaBRAVilhjálmur EinarssonISLVitold KreyerURS
Roma 1960Józef SzmidtPOLVladimir GoryayevURSVitold KreyerURS
Tóquio 1964Józef SzmidtPOLOleg FedoseyevURSViktor KravchenkoURS
Cidade do México 1968Viktor SaneyevURSNélson PrudêncioBRAGiuseppe GentileITA
Munique 1972Viktor SaneyevURSJörg DrehmelGDRNélson PrudêncioBRA
Montreal 1976Viktor SaneyevURSJames ButtsUSAJoão do PuloBRA
Moscou 1980Jaak UudmäeURSViktor SaneyevURSJoão do PuloBRA
Los Angeles 1984Al JoynerUSAMike ConleyUSAKeith ConnorGBR
Seul 1988Khristo MarkovBULIgor LapshinURSAleksandr KovalenkoURS
Barcelona 1992Mike ConleyUSACharlie SimpkinsUSAFrank RutherfordBAH
Atlanta 1996Kenny HarrisonUSAJonathan EdwardsGBRYoelbi QuesadaCUB
Sydney 2000Jonathan EdwardsGBRYoel GarcíaCUBDenis KapustinRUS
Atenas 2004Christian OlssonSWEMarian OpreaROUDaniil BurkenyaRUS
Pequim 2008Nelson ÉvoraPORPhillips IdowuGBRLeevan SandsBAH
Londres 2012Christian TaylorUSAWill ClayeUSAFabrizio DonatoITA
Rio 2016Christian TaylorUSAWill ClayeUSADong BinCHN

Quadro de medalhas do salto triplo masculino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos88319
União Soviética45413
Suécia3328
Grã-Bretanha3317
Japão3115
Brasil2136
Polônia2002
Austrália1113
Finlândia1023
Bulgária1001
Portugal1001
Cuba0112
Argentina0101
Canadá0101
Alemanha Oriental0101
França0101
Islândia0101
Romênia0101
Itália0022
Rússia0022
Bahamas0022
Grécia0011
Noruega0011
China0011
Peru0011
Venezuela0011

A prova

Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de voo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de “patada” ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de voo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de voo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo – o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.

A Federação Internacional de Atletismo descreve a mecânica obrigatória do salto da seguinte maneira:”o salto deve ser feito de tal maneira que o atleta pouse, no primeiro salto, com o mesmo pé com que ele saltou após a corrida; o segundo salto deve pousar com o pé trocado, o qual serve de impulsão para o salto final dentro da caixa de areia”.

Os saltos são invalidados caso o atleta pise na borda ou em algum ponto tábua de impulsão. A marca é medida da ponta da tábua até a primeira marcação do corpo do saltador na caixa de areia. Assim como em várias outras modalidades do atletismo, marcas conseguidas com vento a favor superior a 2 m/s não são consideradas para recordes.