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400m com barreiras feminino

400m com barreiras feminino – Atletismo – Jogos Olímpicos Tóquio 2020 

Recordes dos 400m com barreiras feminino

Recorde Mundial: 52.16 – Dalilah Muhammad (USA) – Doha (QAT) – 04/10/2019

Recorde Olímpico: 52.64 – Melaine Walker (JAM) – Pequim (CHN) – 20/08/2008

Chances do Brasil nos 400m com barreiras feminino

Jéssica Moreira - Tóquio 2020 - Brasileiro Sub-20
Aos 19 anos, Jéssica Moreira é quem está mais próxima de garantir o índice para Tóquio (Fernanda Davoglio/CBAt)

O Brasil ainda não tem nenhuma atleta classificada nos 400m com barreiras para os Jogos de Tóquio-2020. O índice olímpico de 55.40 é um pouco forte para as brasileiras. Quem chegou mais próximo recentemente foi Jessica Moreira, de 19 anos. Em 2019, ela cravou 55.94 e foi a primeira brasileira a baixar dos 56 s desde 2011.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

Favoritas nos 400m com barreiras feminino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

O domínio desta prova hoje é praticamente todo das americanas.

A campeã olímpica no Rio-2016 Dalilah Muhammad teve um ano de 2019 excelente. Na seletiva americana, ela bateu o recorde mundial na final com 52.20, melhorando a marca de 52.34 que durava desde 2003. No Mundial de Doha-2019, Muhammad baixou novamente a marca mundial na decisão com o tempo de 52.16.

A principal adversária de Muhammad será sua compatriota Sydney McLaughlin. Prata no Mundial com o excelente tempo de 52.23, a 3ª melhor marca da história. A disputa pelas três vagas americanas deve ser forte e contar também com Ashley Spencer, bronze no Rio-2016 e campeã mundial Sub 20 nos 400 m em 2012, e Shamier Little, campeã mundial Sub 20 em 2014 e prata no Mundial de 2015.

O domínio das americanas é tão forte que elas foram responsáveis por 14 dos 15 melhores tempos de 2019.

Dalilah Muhammad é a grande favorita ao ouro nos 400m com barreiras feminino (USA Today)

A única a entrar no meio delas foi a jamaicana Rushell Clayton. Bronze no último Mundial e nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, Clayton tem três dos cinco melhores tempos de 2019, excluindo as americanas.

Bicampeã mundial em 2013 e 2015, a checa Zuzana Hejnova dominou a prova por muitos anos, ficando invicta na prova em 2013. Após isso, bateu na trave algumas vezes. Foi 4ª no Rio-2016, 4ª no Mundial de 2017 e 5ª no de 2019. Curiosamente, ela nunca medalhou nesta prova no Campeonato Europeu.

A holandesa Femke Bol se destacou muito em 2020. No ano em que suas principais concorrentes não competiram, Bol foi a única com marcas abaixo de 54 s e fez seis dos sete melhores tempos do ano.

Também entram na briga por medalha a suíça Léa Sprunger, 4ª no último Mundial e campeã europeia em 2018, a canadense Sage Watson, ouro nos Jogos Pan-Americano de Lima-2019, a ucraniana Anna Ryzhykova, prata no último Europeu, e a barenita Aminat Jamal.

O Brasil nos 400m com barreiras feminino dos Jogos Olímpicos

Jailma de Lima competiu em Londres-2012 nos 400m com barreiras, mas não passou das eliminatórias (Divulgação)

A primeira participação olímpica brasileira nesta prova foi em Pequin-2008, com Lucimar Teodoro. Recordista brasileira até hoje, Teodoro foi 6ª na sua bateria eliminatória com 57.68, não passando de fase.

Jailma de Lima competiu em Londres-2012, mas com 57.05 foi 7ª na sua bateria eliminatória e ficou fora das semifinais.

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Histórico dos 400m com barreiras feminino nos Jogos Olímpicos

A prova dos 400 m com barreiras masculino já era disputada nos Jogos Olímpicos desde Paris-1900, mas as mulheres só começaram a competir em alto nível nos fim dos anos 1970, com a inclusão da prova no Europeu de 1978.

A estreia nos Jogos veio apenas em Los Angeles-1984 e a marroquina Nawal El Moutawakel foi a primeira campeã com 54.61 na final, até hoje o único ouro feminino da história de seu país. El Moutawakel se tornou membro do Comitê Olímpico Internacional em 1998 e foi a responsável dentro do COI pelo acompanhamento dos Jogos do Rio-2016.

A australiana Debbie Flintoff-King venceu a prova em Seul-1988, batendo o recorde olímpico nas semifinais e na decisão com 54.00 e 53.17 respectivamente. A alemã oriental Sabine Busch havia vencido o Mundial no ano anterior, mas acabou sem medalha na Coreia do Sul.

A britânica Sally Gunnell dominou a prova nos anos seguintes. Ela venceu em Barcelona-1992 com 53.23, foi campeã mundial em 1993 e europeia em 1994. O título mundial em Stuttgart veio com recorde mundial na final de 52.74. Uma lesão em 1995 praticamente acabou com a carreira da britânica. Ela voltou para defender seu título em Atlanta-1996, mas foi obrigada a abandonar a semifinal no dia de seu 30º aniversário. Sem Gunnell, a vitória em solo americano ficou com a jamaicana Deon Hemmings com 52.82.

A marroquina Nawal El Moutawakel foi a primeira campeã olímpica da história dos 400m com barreiras feminino, em Los Angeles-194 (World Athletics)

Quatro anos depois em Sydney-2000, Hemmings foi derrotada na final para a russa Irina Privalova, que venceu com 53.02 contra 53.45 da jamaicana. Em Atenas-2004, o ouro ficou com a grega Fani Halkia com 52.82, o 6º e último ouro grego desta edição. A grega bateu o recorde olímpico na semifinal com 52.77. No ano anterior, em 2003, a russa Yulia Pechonkina bateu o recorde mundial com 52.34. Com sete medalhas em Mundiais, sendo quatro nesta prova, Pechonkina só disputou uma Olimpíada, ficando em 8º em Atenas.

Apenas na sua 7ª disputa, em Pequim-2008, um país repetiu o ouro nesta prova. A jamaicana Melaine Walker fez uma belíssima prova e venceu a decisão com recorde olímpico de 52.64, o 4º melhor da história na época. Walker foi campeã mundial no ano seguinte, em Berlim em 2009. No Mundial de 2011, a vitória ficou com a americana Lashinda Demus, que não conseguiu repetir o feito em Londres-2012, quando o ouro foi para a russa Natalya Antyukh, campeã com 52.70 contra 52.77 de Demus.

A tcheca Zuzana Hejnova, bronze em Londres, dominou a prova nos anos seguintes, faturando o bicampeonato mundial em 2013 e 2015, mas a medalha não veio na Rio-2016, acabando em 4º lugar. A vitória em solo carioca foi pela primeira vez na história para os Estados Unidos. Dalilah Muhammad fez uma grande prova para vencer com 53.13, a frente da dinamarquesa Sara Petersen, prata com 53.55.

Medalhistas dos 400m com barreiras feminino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Los Angeles 1984Nawal El-MoutawakelMARJudi BrownEUACristieana CojocaruROU
Seul 1988Debbie Flintoff-KingAUSTatsiana LedauskayaURSEllen FiedlerGDR
Barcelona1992Sally GunnellGBRSandra Farmer-PatrickEUAJaneene VickersEUA
Atlanta 1996Deon HemmingsJAMKim BattenEUATonja BufordEUA
Sydney 2000Irina PrivalovaRUSDeon HemmingsJAMNezha BidouaneMAR
Atenas 2004Fani KhalkiaGREIonela Târlea-ManolacheROUTetiana Tereshchuk-AntypovaUKR
Pequim 2008Melaine WalkerJAMSheena TostaEUATasha DanversGBR
Londres 2012Nataliya AntyukhRUSLashinda DemusEUAZuzana HejnováCZE
Rio 2016Dalilah MuhammadEUASara Slott PetersenDENAshley SpencerEUA

Quadro de medalhas dos 400m com barreiras feminino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Jamaica2103
Rússia2002
Estados Unidos1539
Grã-Bretanha1012
Marrocos1012
Austrália1001
Grécia1001
Romênia0112
Dinamarca0101
União Soviética0101
República Tcheca0011
Alemanha Oriental0011
Ucrânia0011

A prova

Prova dos 400m com barreira feminino no Mundial de atletismo de 2015 (Divulgação)

400m com barreiras é uma modalidade olímpica do atletismo que consiste em uma corrida de velocidade com a superação de barreiras ao longo da totalidade de uma pista padrão ovalada desta distância. Os atletas largam de blocos de partida fixados no chão e dão uma volta inteira em torno da pista dentro de suas raias designadas, saltando dez barreiras até a linha de chegada.

As barreiras, com largura idêntica a da raia de corrida, feitas de um alumínio especial e desenhadas para cair para a frente a um toque mais forte, tem uma altura de 91,4 cm na prova masculina; para as mulheres a altura é de 76,2 cm. As barreiras podem ser tocadas ou até derrubadas sem desclassificação do atleta que geralmente é o único prejudicado em seu próprio tempo nesta situação.

Assim como em outras provas de velocidade do atletismo, um tempo de reação inferior a 0.1s ao sinal de largada é considerado como uma largada falsa e o atleta desclassificado com a prova sendo reiniciada com os restantes. Um atleta também pode ser desclassificado caso pise na raia de outro competidor.