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Park masculino

Park masculino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Das quatro modalidades do skate em Tóquio, o park masculino é provavelmente a mais imprevisível. A lista de atletas que podem faturar as três primeiras posições do pódio é tão grande, que com toda certeza prováveis campeões olímpicos assistirão as competições de casa. Especialmente nas equipes dos Estados Unidos e do Brasil

Heimana Reynolds

Skate park masculino
O americano Heimana Reynolds precisará em Tóquio quebrar sua tradição de sempre competir sem camisa (Julio Detefon/CBSk)

A começar pelos Estados Unidos, o time americano é tão forte, que são seis atletas no top 10 do ranking mundial da modalidade. Pelo menos três deles não viajarão para o Japão. Heimana Reynolds, atual campeão mundial, é o que mais tem se destacado entre os atletas da maior potência olímpica do planeta. Com apenas 21 anos, o skatista tem colecionado títulos ao longo de sua curta carreira, especialmente nas etapas do circuito mundial da modalidade. Irreverente e talentoso, talvez tenha uma pequena dor de cabeça em Tóquio, pois precisará quebrar sua tradição de sempre competir sem camisa. Tal situação provavelmente não será permitido pelo Comitê Olímpico Internacional.

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Seguido por Reynolds, uma legião de atletas americanos esquenta a briga pelas vagas olímpicas. Cory Juneau, Jagger Eaton, Tom Shaar, Alex Sorgente, Ben Hatchell e Tate Carew são alguns dos nomes que brigam primeiramente pelas dificílimas vagas olímpicas. Quem for pra Tóquio, brigará por pódio.

Força brasileira no park masculino

Uma situação parecida acontece com o Brasil. O alto nível já começa na disputa interna por três lugares no time nacional. Pedro Barros com mais bagagem, se destaca um pouco mais. Mesmo com apenas 25 anos, Barros é apontado por muitos como o melhor atleta do skate park mundial na atualidade.

Campeão mundial em 2018 e vice em 2016 e 2017, Pedrinho, como é chamado dentro do universo do skate, coleciona também seis medalhas de ouro nos X-Games e títulos em etapas do circuito mundial. Não subiu ao pódio nos X-Games e no Mundial de 2019, muito por sua característica de “tudo ou nada”, apostando em manobras com altíssimo grau de dificuldade. Quando acerta, dificilmente perde o ouro.

Pedro Barros

Skate park masculino
O brasileiro Pedro Barros foi campeão mundial em 2018, além de vice em 2016 e 2017 no park masculino (Julio Detefo/CBSk)

Se Pedro Barros não subiu ao pódio mundial em 2019, seu xará Pedro Quintas, e Luiz Francisco Barbosa, outro talento brasileiro, subiram. Luizinho de 19 anos, prata, e Pedro Quintas de 17, bronze, garantiram o alto nível no skate brasileiro conquistando medalhas no campeonato disputado em São Paulo.

Ambos, respectivamente o segundo e o terceiro colocados no ranking mundial tem crescido de nível técnico anualmente e são, juntos com Pedro Barros, os favoritos a formarem o trio brasileiro. Murilo Perez, Matheus Hiroshi e Italo Penarrubia esquentam a disputa sadia pelas vagas brasileiras.

Outros favoritos no park masculino

Além de Estados Unidos e Brasil, outros países podem se infiltrar na briga pelas medalhas. É o caso do campeão mundial de 2017 Oskar Rozenberg Hallberg , da Suécia, e o medalhista de bronze no ano anterior Ivan Federico, da Itália. Mesmo que não vivam uma grande fase, são os atletas europeus mais fortes da estreia do skate olímpico masculino.

Já quem vive grande fase, e pinta como principal nome da Austrália, é o jovem Keegan Palmer, de apenas 17 anos, bronze no mundial de 2018 e bronze também no tradicional torneio de Drew Tour em 2019. Foi quarto colocado no mundial de 2019, superado por pouco por Reynolds, Luizinho e Quintas. Ao contrário das outras categorias, o Japão não tem força nessa, sendo Ayumu Hirano o melhor japonês no ranking mundial, apenas na 23ª posição.

O australiano Keegan Palmer, de apenas 17 anos, é apontado como a grande promessa do park masculino (Marcelo Maragni/Red Bull)