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João Victor Marcari Oliva

João Victor Oliva – hipismo – adestramento – Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Ficha TécnicaMedalhas
Nascimento:. São Paulo/SP
Idade: 26 anos (02/02/1996)
Altura: 1,82m
Peso: 65kgs
Olimpíada: 1 (Rio-2016)
Pan: 2 (Toronto-2015,Lima-2019)

PAN
Toronto-2015, Lima-2019

João Victor Oliva é um cavaleiro olímpico brasileiro que representará o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no adestramento do hipismo.

+ Tabela, chances do Brasil, favoritos e mais: Saiba TUDO sobre o hipismo em Tóquio 2020

Filho da Rainha

Filho do empresário José Victor Oliva e de Hortência, uma das maiores jogadoras de basquete da história e considerada a rainha da modalidade, João Victor Oliva juntou a paixão por cavalos do pai e a disciplina de atleta da mãe, além do próprio talento, para se tornar um dos principais nomes do adestramento do Brasil, modalidade clássica do hipismo.

João Victor Oliva começou a montar logo aos três anos no rancho da família, em Araçoiaba da Serra, munícipio do interior paulista que faz parte da região tida como “cinturão do cavalo”. Aos 12, estreou nas competições inspirado por Rogério Silva Clementino, funcionário da fazenda e primeira negro a integrar uma equipe de hipismo no país.

Saiba mais sobre João Victor Oliva, cavaleiro brasileiro do hipismo adestramento nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 com seu cavalo Escorial Horsecampline
João Victor Marcari Oliva e Hortência (reprodução/joav_oliva)

Apesar da praticar um esporte que a experiência faz muita diferença, João Victor Oliva se destacou desde cedo. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, o cavaleiro, que tinha 19 anos na época, conquistou a medalha de bronze junto com a equipe de adestramento. No ano seguinte, disputou as Olimpíadas do Rio de Janeiro e foi o brasileiro do hipismo com o melhor resultado.

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Em 2018, na Carolina do Norte, Estados Unidos, João Victor Oliva disputou sua segunda edição de Jogos Equestres Mundiais com a equipe brasileira. Quatro anos antes, já havia estado no evento de Normandy, na França.

Vaga olímpica… que acabou não vindo

No começo de 2019, João Victor Oliva voltou para morar no Brasil após cinco anos. O cavaleiro estava vivendo na Alemanha, onde realizava os treinamentos desde 2014. Ele retornou apenas para treinar com o Biso das Lezírias, cavalo puro sangue lusitano importado de Portugal, e buscar a classificação aos Jogos Pan-Americanos de Lim-2019.

Depois de ir bem na seletiva nacional, o paulista conseguiu uma vaga na equipe de adestramento e levou a medalha de bronze Pan de Lima-2019. Com o resultado, o Brasil confirmou a classificação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021.

A animação após conquistar a vaga por equipes durou pouco. O bronze tinha garantido o quarteto brasileiro em Tóquio-2020, só que a vaga foi perdida, porque os cavaleiros não conseguiram os índices mínimos estabelecidos pela FEI (Federação Equestre Internacional).

Ao menos três atletas brasileiros precisariam conquistar duas vezes o índice de 66% para que o país pudesse levar um time completo para Tóquio. Apenas João Victor Oliva e Leandro Lima atingiram a marca.

Saiba mais sobre João Victor Oliva, cavaleiro brasileiro do hipismo adestramento nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 com seu cavalo Escorial Horsecampline
João Victor Marcari Oliva no Pan de Lima (arquivo)

Em 2021

No final de 2020, João Victor Oliva começou a montar o cavalo Escorial Horsecampline. A parceria logo deu resultado. Na primeira competição, o conjunto ficou em 6º lugar no Grand Prix 3 estrelas Alter do Chão, em Portugal e ainda alcançou a média final de 71% de aproveitamento, acima do índice mínimo de qualificação para a Olimpíada.

A classificação não estava 100% garantida, no entanto. João Victor Oliva e Escorial Horsecampline disputavam a vaga com Pedro Almeida e seu cavalo Xaparro do Vouga. Ambos os cavaleiros podiam garantir novos índices até 21 de junho, prazo limite estabelecido pela FEI.

Em junho, a CBH (Confederação Brasileira de Hipismo) confirmou que o cavaleiro será o representante brasileiro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no adestramento com seu cavalo Escorial Horsecampline. Aos 25 anos, o brasileiro irá para a sua segunda edição olímpica da carreira.

Para qualificação olímpica – MER – minimum eligibility requirements (em inglês) – o conjunto precisa alcançar dois índices olímpicos em um Grand Prix – mínimo de 66% – em eventos diferentes na média final e junto a pelo menos um juiz olímpico FEI5*. O critério foi cumprido por João Victor em abril e o atleta se credenciou para a vaga que o Brasil tinha direito.

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