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Basquete masculino

Tabela do basquete masculino – Jogos Olímpicos Tóquio 2020

O torneio de basquete começa logo no dia 25 de julho, com as primeiras partidas do torneio masculino. As mulheres estreiam no dia 26. A final masculina ocorrerá no dia 7 de agosto e a feminina no dia 8.

+ LISTA DOS BRASILEIROS CLASSIFICADOS PARA OLIMPÍADA

O torneio de 2020

LeBron James poderá reforçar a seleção dos Estados Unidos em Tóquio (Instagram/usabasketball)

O basquete masculino pode ser uma modalidade de cartas marcadas em Tóquio, assim como no feminino. Tudo dependerá da convocação dos Estados Unidos para os Jogos Olímpicos.

Se os americanos forem ao Japão com força máxima como vem fazendo desde o fiasco de Atenas-2004 – quando ficaram em terceiro e voltaram para casa sem o ouro olímpico apenas pela 3ª vez na história -, fica praticamente impossível vencê-los.

Porém, não foi o que aconteceu no Mundial de 2019. Os americanos levaram um forte time, composto por jogadores como Kemba Walker e Donavan Mitchell, mas não contaram com Steph Curry, Lebron James, James Harden, Russell Westbrook, Kevin Durant, Paul George, entre muitos outros superastros da NBA. Como resultado, uma derrota para a França nas quartas de final e um amargo sétimo lugar. Com os 12 melhores americanos da NBA no elenco, comprometidos tal qual o Dream Team de 1992, o time só não leva o tetracampeonato olímpico e o 16º título em 19 possíveis se uma catástrofe ocorrer no Japão.

Se os Estados Unidos repetirem o erro de não levar as estrelas ao Mundial, a Espanha vira uma das grandes favoritas ao ouro. Atual campeã mundial e vice olímpica, a seleção espanhola se consolidou nas últimas décadas como uma das – se não a – principais forças do basquete do velho continente. Para se ter uma ideia, das últimas seis edições do Campeonato Europeu, os espanhóis foram ao pódio em todas, com direito a três títulos conquistados.

Espanha campeã mundial 2019

Instagram/baloncestoesp
A Espanha é a atual campeã mundial (Instagram/baloncestoesp)

Com uma das Ligas mais disputadas da Europa e requisitada por muitos jogadores de alto nível, o elenco da Espanha é sempre repleto de craques. Ricky Rubio, Rudy Fernandez, Marc Gasol, Sergio Llull e outros devem ser figuras garantidas no elenco espanhol. Na Rio-2016, os espanhóis começaram mal – perdendo inclusive para o Brasil -, quase ficaram de fora, mas se recuperaram e garantiram a medalha de prata.

A Espanha pode ser forte, mas não é imbatível. Austrália e França, por exemplo, batem de frente com o país da Península Ibérica.

Jogadores de destaque na NBA, Joe Ingles, Matt Dellavedova. Andrew Bogut, Patrick Mills, Dante Exum e Aron Baynes formam há anos uma equipe muito entrosada que faz da Austrália grande candidata a uma medalha olímpica em Tóquio. No Mundial de 2019, por exemplo, os jogadores da terra do canguru foram derrotados pela Espanha na semifinal do mundial no detalhe, em um jogo eletrizante que só terminou após duas prorrogações.

O fato de ser da Oceania e não disputar um torneio continental competitivo como o europeu de dois em dois anos prejudica a Austrália. A experiência coletiva e a calma em momentos decisivos que custou a vaga na final do Mundial – e também nas quartas da Rio-2016 – aos australianos sobra à França.

Cascuda e muito forte na defesa, a seleção francesa eliminou os Estados Unidos do Mundial em 2019, venceu a Austrália na disputa do bronze e foi responsável por calar os espanhóis no Ginásio de los Desportes de Madrid, no Mundial de 2014, realizado na Espanha. Com Rudy Gobert como grande astro e outros excelentes jogadores como Clint Capela, Frank Ntilikina, Nicolas Batum, Evan Fournier e Nando de Colo.

Basquete masculino

Astro francês, Rudy Gobert é peça-chave do sistema defensivo francês (instagram/ffbb_officiel)
Astro francês, Rudy Gobert é peça-chave do sistema defensivo francês (instagram/ffbb_officiel)

A freguesia recente que a Argentina tem com o Brasil no futebol mundial é inversamente proporcional no basquete masculino. Por diversas vezes, os hermanos foram a pedra no nosso sapato, incluindo nas duas últimas edições olímpicas.

A geração de ouro de Manu Ginobili, Luis Scola, Andres Nocioni e cia, que conquistou um histórico título olímpico em Atenas-2004, já está praticamente toda aposentada. Em 2019, apenas o eterno carrasco do Brasil Scola esteve no elenco que conquistou a medalha de prata. A renovação argentina, no entanto, foi muito bem feita, diferentemente do que ocorreu por aqui. Jogadores como Gabriel Deck, Nicolas Brussino e Patricio Garino tem tudo para fazer uma grande Olimpíada. Por outro lado, Scola foi o grande destaque da heroica prata em 2019 e provavelmente não estará no elenco que irá a Tóquio.

Últimos três garantidos em Tóquio, Japão, Irã e Nigéria estão em um nível abaixo dos demais, com os africanos levando um pouco de vantagem. No entanto, não devem ter chances de medalha com a definição dos últimos cinco integrantes dos Jogos Olímpicos.

Basquete masculino

Carrasca do Brasil, Argentina foi prata no mundial 2019 (Instagram/cabboficial)
Carrasca do Brasil, Argentina foi prata no mundial 2019 (Instagram/cabboficial)

As chances do basquete masculino do Brasil ir a Tóquio

Até o momento, oito países estão classificados: Japão (país sede), Espanha, Argentina, França, Austrália, Estados Unidos, Nigéria e Irã (todos classificados através do Mundial de 2019). As quatro últimas vagas serão definidas através de quatro pré-olímpicos mundiais.

Após a 13ª posição no Mundial de 2019, o Brasil tentará sua classificação para Tóquio no Pré-Olímpico de Split, na Croácia. A competição acontecerá entre 29 de junho e 4 de julho. O Brasil está no grupo B ao lado da Tunísia e dos anfitriões croatas. No outro grupo, estão Alemanha, México e Rússia. Os dois melhores avançam para as semifinais, sendo que apenas o campeão conquista uma vaga na Olimpíada de Tóquio-2020.

O experiente técnico croata Aleksandar Petrovic é um dos trunfos do Brasil para conquistar a vaga olímpica do basquete masculino (Divulgação/Fiba)

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Formato de disputa do torneio de basquete masculino

Doze países, divididos em três chaves de quatro seleções, que se enfrentarão em turno único. Avançarão para a fase decisiva os dois melhores de cada grupo e mais as duas melhores que ficarem em terceiro lugar. Um sorteio definirá o chaveamento e os confrontos das quartas de final, sendo que as equipes que se enfrentaram na fase de grupos não poderão jogar novamente nas quartas. A partir daí, os vencedores avançarão para a semifinal, onde os perdedores decidirão a medalha de bronze e os vencedores, o ouro.

O basquete masculino do Brasil nos Jogos Olímpicos

Em Tóquio-1964, o basquete masculino do Brasil conquistou o bronze, sua última medalha olímpica (Acervo/CBB)

O basquete masculino é um dos esportes mais tradicionais do Brasil em Jogos Olímpicos e soma até hoje 15 participações nas 19 edições totais. Logo na segunda aparição, em Londres-1948, o quinteto formado por Braz, Algodão, Alfredo da Motta, Nilton e Ruy Freitas levou a medalha de bronze.

Nos anos seguintes, o Brasil seguiu dominante no cenário mundial. Wlamir Marques, Algodão, Angelim, Amaury Pasos e Mayr Facci, foram vice-campeões mundiais em 1954, mas acabaram não tendo um bom desempenho nos Jogos de Melbourne-1956. Quatro anos mais tarde, entretanto, deram a volta por cima. Embalados pelo histórico título mundial conquistado em 1959 no Chile, a seleção brasileira deu show e faturou mais um bronze olímpico para o país na Olimpíada de Roma-1960, ficando muito próximos de conquistar a medalha de prata.

Quatro anos mais tarde, nos Jogos de Tóquio-1964, Wlamir, Amaury e cia novamente foram muito bem. Comandados pelo técnico Kanela, venceram cinco dos sete jogos disputados e foram disputar a medalha de bronze. Com uma vitória diante de Porto Rico, conquistaram mais um bronze para o Brasil.

Os Jogos do México-1968 marcaram a última vez que o Brasil disputou uma medalha olímpica. A seleção se classificou para a disputa do bronze vencendo seis das sete partidas, mas acabaram caindo para a poderosa União Soviética.

A geração de 1970 seguiu boa, mas não obteve em Jogos Olímpicos os mesmos desempenhos que obtiveram nos campeonatos mundiais. Um oitavo lugar em 1974 e uma não participação em 1978 marcaram a geração vice-campeã mundial em 1970 e medalhista de bronze oito anos mais tarde.

Oscar Schmidt tenta passar pela marcação de Scottie Pippen, no confronto entre Brasil e Estados Unidos, em Barcelona-1992 (Reprodução)

Os anos 1980 viram a ascensão de Oscar Schmidt, que viria a se tornar o maior cestinha da história das Olimpíadas. O Brasil foi 5º lugar em 1980, 9º em 1984 e novamente 5º em 1988, perdendo nas quartas de final para a União Soviética em uma partida polêmica.

A seleção parou nas quartas de final nas duas edições olímpicas nos anos 1990, caindo para a Lituânia e para os Estados Unidos.

A partir de 1996, o Brasil passou a viver uma crise no basquete masculino .As más administrações fizeram com que o Brasil não se classificasse para os Jogos de 2000, 2004 e 2008. O retorno ocorreu em Londres-2012, quando o técnico argentino Rúben Magnano comandou a seleção. Com Marcelinho Huertas, Nenê, Anderson Varejão, Leandrinho e Tiago Splitter, a equipe fez excelente primeira fase, perdendo apenas um dos cinco jogos disputados. Novamente nas quartas-de-final, o país acabou caindo, dessa vez para a Argentina.

Há quatro anos, a seleção brasileira pegou um grupo muito complicado e acabou em quinto, não se classificando para as quartas de final. A principal derrota ocorreu novamente para a Argentina, na prorrogação.

O basquete masculino nos Jogos Olímpicos

A seleção dos Estados Unidos que foi ouro em Barcelona-1992, chamada de “Dream Team”, é considerada a melhor equipe de basquete de todos os tempos (Reprodução)

O torneio masculino de basquete chegará a sua 20ª edição em Tóquio. Ao longo de todas as edições, como dissemos, há dominância total dos Estados Unidos. Das 19 edições até aqui, os americanos só não venceram quatro, sendo que em uma delas, o país boicotou a realização dos Jogos Olímpicos (Moscou-1980). A última derrota do país da América do Norte ocorreu em 2004, quando não levaram a força total para os Jogos de Atenas. 

Dos outros quatro títulos, dois ficaram com a União Soviética (Munique-1972, Seul-1988), um com a Iugoslávia (Moscou-1980) e um com a Argentina (Atenas-2004). 

Os países remanescentes da União Soviética seguiram fortes. Croácia, Sérvia, Rússia e outros obtiveram resultados expressivos nos Jogos. Lituânia e Austrália são outros dois países que sempre figuram entre os primeiros no torneio masculino.Já os países da Europa Central passaram a ter mais força nos anos 2000, especialmente a Espanha, medalhista nas últimas três edições do torneio.

Medalhistas do basquete masculino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Berlim 1936Estados UnidosCanadáMéxico
Londres 1948Estados UnidosFrançaBrasil
Helsinque 1952Estados UnidosUnião SoviéticaUruguai
Melbourne 1956Estados UnidosUnião SoviéticaUruguai
Roma 1960Estados UnidosUnião SoviéticaBrasil
Tóquio 1964Estados UnidosUnião SoviéticaBrasil
Cidade do México 1968Estados UnidosIugosláviaUnião Soviética
Munique 1972União SoviéticaEstados UnidosCuba
Montreal 1976Estados UnidosIugosláviaUnião Soviética
Moscou 1980IugosláviaItáliaUnião Soviética
Los Angeles 1984Estados UnidosEspanhaIugoslávia
Seul 1988União SoviéticaIugosláviaEstados Unidos
Barcelona 1992Estados UnidosCroáciaLituânia
Atlanta 1996Estados UnidosIugosláviaLituânia
Sydney 2000Estados UnidosFrançaLituânia
Atenas 2004ArgentinaItáliaEstados Unidos
Pequim 2008Estados UnidosEspanhaArgentina
Londres 2012Estados UnidosEspanhaRússia
Rio 2016Estados UnidosSérviaEspanha

Quadro de medalhas do basquete masculino

PaísOuroPrataBronzeTotal
Estados Unidos151218
União Soviética2439
Iugoslávia1315
Argentina1012
Espanha0314
França0202
Itália0202
Canadá0101
Croácia0101
Sérvia0101
Sérvia e Montenegro0101
Brasil0033
Lituânia0033
Uruguai0022
Cuba0011
México0011
Rússia0011