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Vôlei feminino

tabela vôlei feminino jogos olímpicos de tóquio 2020
Apesar de não viver um ciclo vitorioso, Brasil vai brigar por medalha em Tóquio 2020 (FIVB)

Tabela do vôlei feminino – Jogos Olímpicos Tóquio 2020

GRUPO A

GRUPO B

FASE FINAL

DISPUTA DO BRONZE

DISPUTA DO OURO

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O TORNEIO DE 2020

tabela do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Ting Zhu é o grande nome da favorita China para a Olimpíada de 2020 (FIVB)

As quadras japonesas receberão Brasil, Estados Unidos, Sérvia, China, Rússia, Itália, Quênia, Argentina, Coréia do Sul, Turquia, República Dominicana e Japão, o país sede, para o torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

China e Sérvia, respectivamente atuais campeã e vice olímpica, pintam como as favoritas para o ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Após calarem a torcida brasileira ao vencerem as donas da casa nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio, as chinesas buscam o bi olímpico carregadas de um bom retrospecto no ciclo. Lideradas por Ting Zhu, a principal responsável pela vitória contra o Brasil em 2016, o time chinês  venceu a Copa do Mundo de 2019 e foi bronze no mundial de 2018, ambos disputados no Japão.

tabela do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Tijana Boskovic, da Sérvia, tem tudo para brilhar nos Jogos Olímpicos de 2020 (FIVB)

Campeãs Mundiais de vôlei feminino há dois anos e lideradas por Tijana Boskovic, a Sérvia é o principal time europeu na briga pelo ouro em Tóquio, afinal, foram bicampeãs do fortíssimo campeonato da Europa em 2017 e 2019. Querem subir um degrau no pódio em relação aos Jogos Olímpicos do Rio.

Sem grandes resultados no ciclo, mas carregadas de muita tradição no vôlei feminino, a Rússia chegará em Tóquio 2020 buscando melhorar o quinto lugar conquistado nas últimas três edições olímpicas. Não foram tão bem nas últimas competições internacionais, mas podem ganhar de qualquer time na atualidade.

tabela do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Paola Egonu é o grande nome da seleção italiana para 2020 (FIVB)

Se a Rússia vem em queda, a Itália vem em uma crescente no cenário internacional do vôlei feminino. Com um time recheado de estrelas, como Paola Egonu, Monica De Gennaro e Ofelia Malinov, as atuais vice campeãs mundiais buscam em 2020 a primeira medalha do país na história dos Jogos Olímpicos. As italianas buscam o primeiro pódio, ao contrário das americanas que já tem uma boa história olímpica.

Três pratas e dois bronzes, esse é o retrospecto em Jogos Olímpicos da seleção dos Estados Unidos, que ainda não subiu no ponto mais alto do pódio no vôlei feminino. Um dos melhores times do mundo, e lideradas pelo técnico Karch Kirally, considerado o maior jogador de vôlei de todos os tempos, a equipe busca o ouro inédito em Tóquio e chegará no Japão sem o favoritismo absoluto que carregaram em Londres 2012 e no Rio em 2016, onde eram as principais postulantes ao título que não veio na ocasião. Do Rio para os dias atuais, destaque para os dois ouros na Liga das Nações, em 2018 e 2019, os principais títulos das americanas no período.

Zé Roberto Guimarães - Jogos Olímpicos
tabela do torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020
José Roberto Guimarães ainda busca encontrar a melhor formação para a seleção feminina
(Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Na lista de favoritas ao ouro no dificílimo e equiparado torneio de vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 ainda chega o Brasil. O ciclo olímpico atual das brasileiras foi marcado por testes de inúmeras jogadoras buscando formar o melhor elenco para buscar o pódio que escapou em casa, no Rio. Mesclando jogadoras novas e contando com o retorno de atletas experientes como Fabiana, Sheila e Jaqueline, o técnico José Roberto Guimarães busca voltar ao pódio olímpico depois de um ciclo de altos e baixos.

Das grandes competições, as brasileiras foram campeãs do Grand Prix em 2017 e prata em 2019 do mesmo torneio, agora conhecido como Liga das Nações. Sétimo no mundial e quarto na Copa do Mundo de vôlei feminino, as brasileiras têm como prioridade ter todas as suas grandes jogadoras na melhor forma física em Tóquio para aí sim buscar o topo, o que não vem acontecendo nas últimas competições devido a seguidas lesões das atletas.

Completando a lista de favoritas ao pódio dos Jogos Olímpicos de 2020, estão as japonesas, donas da casa. Com longa tradição, as primeiras campeãs olímpicas da história  e atuais bicampeãs asiáticas terão ao seu lado uma fanática e apaixonada torcida para ir longe no torneio e quem sabe subir ao ponto mais alto do pódio que não vem desde Montreal 1976. A final do torneio de vôlei feminino será no dia 09 de agosto, no mesmo dia da Cerimônia de Encerramento en Tóquio.

O BRASIL NOS JOGOS

De degrau em degrau! É assim que facilmente pode ser definida a caminhada da seleção de vôlei feminino na história olímpica. Fora das quatro primeiras edições, em uma época de poucas vagas e que o Peru dominava o cenário sul-americano, o Brasil foi pra sua primeira participação nos Jogos de Moscou 1980 após a desistência dos Estados Unidos, que boicotaram a competição em terras russas no auge da Guerra Fria.

Isabel e Jaqueline em 1980 (Reprodução/Internet)

Lá, o Brasil fez um discreto sétimo lugar, vencendo apenas a Romênia na disputa pela posição. Essa foi a primeira vitória do time de vôlei feminino em Jogos Olímpicos. Na equipe, estavam ícones do vôlei nacional como Dora Castanheira, Isabel Salgado, Vera Mossa e Jackie Silva.

Quatro anos mais tarde foi a vez dos Jogos de Los Angeles receberem o troco. Boicotes de União Soviética, Cuba e Alemanha Oriental, três fortíssimas seleções, deram ao Brasil um convite da FIVB  e mais uma participação olímpica no vôlei feminino.

O resultado foi parecido. O time que era formado com a base da equipe de Moscou, adicionando a futura medalhista olímpica Ida, ficou em sétimo lugar, com uma vitória no cartel, dessa vez contra o Canadá.

Ana Moser era o principal nome do Brasil na Olimpíada de Seul (FIVB)

A equipe de Seul -1988 já contava com alguns nomes que na década de 90 ajudariam a mudar o Brasil de patamar no vôlei feminino. Ana Moser, Marcia Fu, Fernanda Venturini e Sandra Suruagy formaram o time que chegou à Coréia também por uma vaga realocada. Desta vez foi Cuba quem desistiu da participação.

No torneio de vôlei feminino de Seul, duas importantíssimas vitórias, sobre as donas da casa e sobre a Alemanha Oriental, além de sets vencidos contra as poderosas equipes de China e Estados Unidos, fizeram o Brasil avançar um degrau na história olímpica, terminando em sexto lugar na ocasião. 

Barcelona-92, mesmo sem medalha, já trouxe o primeiro grande resultado do vôlei feminino brasileiro. A começar pela classificação para os Jogos, que veio com vitória sobre o Peru, seleção dominante no continente nos anos 80.

A vaga veio com um título sul-americano de vôlei feminino sobre as peruanas depois de quatro vice campeonatos consecutivos. Em terras espanholas, a equipe nacional já elencava, além das remanescentes de Seul, nomes que ficariam famosos nos anos seguintes. Leila, Ana Paula, Ana Flávia e Hélia de Souza, a Fofão, ajudaram o Brasil a chegar numa inédita semifinal.

Naquele ano, vitória sobre Holanda e China na fase de grupos, Japão nas quartas de final e derrotas para Equipe Olímpica Unificada (formada por atletas da já extinta União Soviética) na semi e para os Estados Unidos na disputa do bronze. O ouro foi para Cuba, o primeiro de uma dinastia das caribenhas nos anos noventa.

Num jogo que quase deu briga, Brasil foi eliminado por Cuba na semifinal de 1996 (FIVB)

O Brasil chegou em Atlanta 96 em outro patamar em relação ao vôlei feminino mundial. Com a base do time de Barcelona, contando também com Virna, Ericlea e como técnico o grande Bernardinho, o time era o então vice campeão mundial. Além disso, era atual bicampeão do Grand Prix. Todas essas finais disputadas contra Cuba, onde começou uma das maiores rivalidades da história do vôlei mundial.

Qualquer fã de vôlei feminino lembra daquela semifinal olímpica de Atlanta 96, onde um mix de jogo e uma briga generalizada entre as atletas marcaram a partida. Um literalmente nervoso 3 x 2 deu as cubanas de Regla Torres, Regla Bell , Mireya Luis e Lilia Isquierdo mais uma final olímpica – e posteriormente o ouro – em um jogo marcado por um bom voleibol e provocações.

O Brasil conquistou sua primeira medalha olímpica no vôlei feminino, o bronze, ao vencer a Rússia por 3 x 2. Em Sydney, quatro anos depois e com uma rivalidade muito mais acirrada, o resultado foi quase idêntico a Atlanta. Derrota para Cuba, que conquistaria seu terceiro ouro, por três sets a dois. A diferença agora foi a vitória do bronze, desta vez com um tranquilo três a zero sobre os Estados Unidos.

Seleção de 2004, que perdeu para a Rússia na semifinal (FIVB)

Uma das mais doloridas derrotas da história do vôlei feminino brasileiro. É assim que pode ser definida a semifinal olímpica de Atenas 2004. Com uma equipe treinada por José Roberto Guimarães, o time contava com Fernanda Venturini e Virna em suas últimas edições olímpicas, Fofão, e duas jovens atletas que brilhariam nos anos seguintes, Mari e Fabiana.

Invicto, o Brasil chegou muito perto da vaga na final ao fazer 24 x 19 contra a Rússia nas semi , faltando um ponto para vencer a partida. Um apagão nacional e as russas viraram o set para 26 x 28, ganharam o tie break e jogaram o Brasil em mais uma disputa do terceiro lugar. A briga pelo  bronze foi contra Cuba, com nova derrota para as caribenhas que conquistaram ali a última medalha olímpica da geração de ouro cubana.

Os dois ouros olímpicos do vôlei feminino do Brasil, que vieram para coroar anos de bons trabalhos de desenvolvimento da modalidade, foram conquistados de formas totalmente opostas.

Fofão é atirada para cima após a conquista do ouro em 2008 (FIVB)

Em Pequim o Brasil chegou favorito, mas com a sombra das derrotas das edições olímpicas anteriores. O time contava com Fofão, Mari, Paula Pequeno, Walewska, Sheila, Jaqueline, Thaísa, Fabiana, Fabizinha, Sassá, Valesquinha e Carol Albuquerque e arrasou todos os adversários na fase de grupo, sem perder sets.

Nas quartas, contra o Japão, mais uma vez uma vitória tranquila. A semi, que poderia ter sido nervosa por lembranças passadas e por ser disputada contra as donas da casa e atuais campeãs olímpicas foi também “fácil”.  Três a zero na China, com direito a uma parcial de 25 x 14 no último set.

A final foi contra as americanas, onde aconteceu o primeiro set perdido. Nada que abalasse! Ouro com propriedade e para muitos um enterro oficial das derrotas passadas em momentos decisivos.

José Roberto Guimarães comemora ouro de 2012 após virada sobre EUA (FIVB)

Já em Londres, o caminho do Brasil mostra claramente como o esporte pode ser magnifico e nem sempre tudo está perdido. Primeiro, uma quase eliminação, onde em uma fase de grupos conturbada o Brasil viu o fim da participação olímpica de perto, com duas derrotas, para Estados Unidos e Coréia do Sul, e jogos apertados contra a Turquia e a China, que fizeram a equipe verde e amarela avançar em quarto lugar, graças a uma combinação de resultados, para a fase seguinte.

Nas quartas, veio a embalada e invicta Rússia, da temida Ekaterina Gamova, que chegava em quadra praticamente vitoriosa para muitos dos especialistas que acompanhavam o torneio naquela edição olímpica. “Um dois mais espetaculares Jogos da história olímpica”, é assim que o narrador Luiz Carlos Junior, dos canais Sportv, narrou o final da partida em uma virada heroica e histórica do Brasil sobre a Rússia.

Com uma partida impecável de Sheila, o time nacional manteve o sonho do bi olímpico ao bater as europeias por 3×2, com direito a 21 x 19 no quinto set. Na semi, contra o Japão, foi o primeiro jogo “tranquilo” do vôlei feminino brasileiro em quadras britânicas. Três sets a zero sobre o japonesas, com classificação para a final e uma medalha quase impensável já garantida.

Brasil campeão olímpico em Londres 2012 no vôlei feminino

A final do vôlei feminino novamente contra os Estados Unidos, fora de quadra invertia os papéis de Pequim. As americanas, da então melhor jogadora do mundo Destinee Hocker, eram amplas favoritas ao ouro antes mesmo dos jogos começarem. Primeiro set uma surra americana, com um elástico placar de 25 x 11. Ali, muita gente já se contentava com a prata. O que muitos não sabiam era que começaria mais uma histórica virada brasileira. Para o segundo set, era outro time em quadra, Brasil confiante e dominante, venceu com 25 x 17 e assim fez nas duas parciais seguintes para levar o ouro, com 25 x 20 no terceiro e 25 x 17 no quarto.

Um improvável ouro conquistado por metade de um time que esteve em Pequim – Jaqueline, Fabiana, Fabizinha, Sheila, Thaisa e Paula Pequeno – e um time com campeãs inéditas, Dani Lins, Fernanda Garay, Natália, Fernandinha, Adenizia e Tandade.

Thaísa, Sheilla e Adenízia lamentam a derrota para a China em 2016 (FIVB)

Em 2016, chegaram os Jogos do Rio, e o sonho do tri era muito presente na torcida brasileira. Como são coisas do esporte, os Jogos disputados em casa ofereceram ao torcedor brasileiro o inverso do que foi Londres. Primeira fase, invicta e dominante. Sem perder sets, o Brasil enfrentou uma desacreditada China que vinha de três derrotas no torneio.

Com uma partida irretocável de Ting Zhu, as asiáticas calaram o ginásio do Maracanãzinho eliminando o Brasil, que pela primeira vez desde 1992 ficava fora das semifinais no vôlei feminino. As chinesas se tornaram as campeãs olímpicas dias depois. Para Tóquio, o time de Zé Roberto busca se reerguer e voltar ao pódio olímpico. Muitas aposentadorias  e caras novas marcam o time, que busca voltar ao topo do pódio olímpico em uma nova fase do vôlei mundial com a força sérvia, chinesa e a derrocada definitiva de Cuba. O Brasil estreia em Tóquio no dia 26 de julho, contra a Coréia do Sul.

Quadro de medalhas do vôlei feminino

Posição País Ouro Prata Bronze Total
1 União Soviética 4 2 0 6
2 China 3 1 2 6
3 Cuba 3 0 1 4
4 Japão 2 2 2 6
5 Brasil 2 0 2 4
6 Estados Unidos 0 3 2 5
7 Rússia 0 2 0 2
8 Alemanha Oriental 0 1 0 1
Peru 0 1 0 1
Sérvia 0 1 0 1
Equipe Unificada 0 1 0 1
12 Polônia 0 0 2 2
13 Bulgária 0 0 1 1
Coréia do Sul 0 0 1 1
Coréia do Norte 0 0 1 1