Siga o OTD
teste

3.000m com obstáculos feminino

3.000m com obstáculos feminino – Atletismo – Olimpíada Tóquio 2020 

Recordes dos 3.000m com obstáculos feminino

Recorde Mundial: 8:44.32 – Beatrice Chepkoech (KEN) – Fontvieille (MON) – 20/07/2018

Recorde Olímpico: 8:58.81 – Gulnara Galkina-Samitova (RUS) – Pequim (CHN) – 17/08/2008

Chances do Brasil nos 3.000m com obstáculos feminino

Tatiane Raquel da Silva
Tatiane Raquel da Silva é quem tem mais chances de obter índice no Brasil para disputar os Jogos de Olímpicos de Tóquio (Divulgação)

O índice olímpico de 9:30.00 é forte para as brasileiras e quase 9 s mais rápido que o recorde nacional. Entretanto, Tatiane Raquel da Silva deve conseguir se classificar para Tóquio por conta da sua colocação no ranking mundial da prova. Sua melhor marca pessoal é de 9:45.52, quando foi ouro no Sul-Americano de 2019.

+ Veja a lista dos brasileiros classificados para os Jogos

Favoritas nos 3.000m com obstáculos feminino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

A queniana Beatrice Chepkoech é o principal nome da prova na atualidade. Ela foi campeã mundial em Doha-2019 com 8:57.84, o 6º melhor tempo da história e recorde do campeonato mundial. A queniana teve um ano de 2019 praticamente perfeito, vencendo oito das nove provas que disputou. Na etapa americana da Liga Diamante, Chepkoech marcou 8:55.58, melhor tempo daquele ano.

Em 2018, a queniana voou na etapa de Mônaco da Liga com 8:44.32, destruindo o recorde mundial em mais de oito segundos. Chepkoech tem cinco dos 10 melhores tempos da história na prova. Foram apenas 13 tempos abaixo da marca de 9 min na história e Chepkoech fez seis deles.

Outras quenianas também virão fortes, como Hyvin Jepkemoi, prata no Rio-2016, campeã mundial em 2015 e melhor tempo de 2020 com 9:06.14, e Norah Jeruto, campeã africana em 2016.

Talvez a principal adversária das quenianas seja a americana Emma Coburn. Bronze no Rio-2016, ela foi campeã mundial em 2017 e prata em 2019 e é octacampeã americana na prova. Ela é a 8ª melhor atleta da história na prova com 9:02.35.

A queniana Beatrice Chepkoech, campeã mundial em Doha-2019, é o principal nome dos 3.000m com obstáculos (Reprodução)

A alemã Gesa Felicitas Krause é outra que tem atrapalhado o domínio africano. Bronze nos Mundiais de 2015 e de 2019, Krause foi bicampeã europeia da prova em 2016 e 2018 e é a 9ª da história.

A barenita Winfred Mutile Yavi foi 4ª no Mundial de 2019, campeã asiática no mesmo ano, ouro nos Jogos Asiáticos de 2018 e foi a 6ª melhor atleta de 2019.

Brigam por boas colocações Peruth Chemutai, de Uganda e prata no Mundial Sub 20 de 2018, a etíope Mekides Abebe, ouro nos Jogos Africanos de 2019 e que terá apenas 20 anos em Tóquio, a canadense Genevieve Lalonde, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, a albanesa Luiza Gega, prata no Europeu de 2016 e 4ª no de 2018, e a dinamarquesa Anna Emilie Moeller, bicampeã europeia Sub 23.

O Brasil nos 3.000m com obstáculos feminino dos Jogos Olímpicos

Juliana Paula dos Santos disputou os 3.000m com obstáculos na Rio-2016, mas não passou das eliminatórias (Saulo Cruz/COB)

Campeã ibero-americana em 2006 e bronze nos Jogos Pan-Americanos Rio-2007, Zenaide Vieira competiu em Pequim-2008 na estreia da prova nos Jogos, mas acabou não completando a prova na sua bateria eliminatória.

Juliana Paula dos Santos havia sido ouro nos 5.000 m nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015, mas conseguiu o índice desta prova pro Rio-2016. Na primeira bateria das eliminatórias, a brasileira marcou 9:45.95, ficando em 15º lugar e longe da vaga na final.

+ SIGA O OTD NO YOUTUBE, NO INSTAGRAM E NO FACEBOOK

Histórico dos 3.000m com obstáculos feminino nos Jogos Olímpicos

Última modalidade feminina a entrar no programa olímpico, a prova com obstáculos feminina só fez sua estreia nos Jogos em Pequim-2008, 88 anos depois da estreia masculina. Prova relativamente nova, teve seu primeiro recorde reconhecido oficialmente em 1999, fez sua estreia em Mundiais em 2005 e no Europeu em 2006.

A russa Gulnara Samitova-Galkina foi a primeira campeã olímpica da prova, vencendo na China com 8:58.81, se tornando a primeira mulher a baixar da marca de 9 min. Com esse resultado, a russa teve então seis dos 10 melhores tempos da prova.

Galkina foi 4ª no Mundial de Berlim no ano seguinte, vencido pela espanhola Marta Dominguez, que perdeu a medalha na sequência por doping. O doping seguiu fazendo sua marca nesta prova nos anos seguintes. No Mundial de 2011, a russa Yuliya Zaripova venceu na pista, mas acabou perdendo a medalha de ouro, que foi para a tunisiana Habiba Ghribi.

O mesmo ocorreu em Londres-2012. Zaripova venceu com 9:06.72 contra 9:08.37 de Ghribi. Em 2016, a russa foi pega no antidoping e teve sua medalha retirada, enquanto a tunisiana herdava novamente o ouro.

Ruth Jebet, do Bahrein, venceu os 3.000m com obstáculos na Olimpíada Rio-2016 (Reprodução)

O Quênia venceu pela primeira vez esta prova em um Mundial em 2013, com Milcah Chemos Cheywa, campeã em Moscou. Dois anos depois, no Mundial em Pequim, a segunda vitória queniana foi com Hyvin Jepkemoi, que chegou no Rio-2016 como uma das favoritas, ao lado da jovem barenita Ruth Jebet, que havia vencido o Mundial Sub 20 em 2014.

Na final olímpica no Rio, Jebet forçou após duas voltas de prova e foi abrindo vantagem contra Jepkemoi, sua compatriota Beatrice Chepkoech e a americana Emma Coburn. Jebet foi implacável e venceu com folga com recorde asiático de 8:59.75. Coburn e Jepkemoi batalharam na última meia volta, mas a queniana foi melhor no sprint final para ficar com a prata.

Medalhistas dos 3.000m com obstáculos feminino nos Jogos Olímpicos

JogosOuroPrataBronze
Pequim 2008Gulnara GalkinaRUSEunice JepkorirKENTatyana PetrovaRUS
Londres 2012Habiba GhribiTUNSofia AssefaETHMilcah Chemos CheywaKEN
Rio 2016Ruth JebetBRNHyvin KiyengKENEmma CoburnEUA

Quadro de medalhas dos 3.000m com obstáculos feminino nos Jogos Olímpicos

PaísOuroPrataBronzeTotal
Rússia1012
Bahrain1001
Tunísia1001
Quênia0213
Etiópia0101
Estados Unidos0011

A prova

3000 metros com obstáculos é uma prova olímpica de meio-fundo disputada em uma pista de atletismo entre barreiras e fossos de água e deriva seu nome original, steeplechase, da antiga e tradicional corrida de cavalos disputada entre obstáculos em campo aberto.

A prova é originária das Ilhas Britânicas, onde corredores corriam de uma cidade para a outra se orientando pelos campanários de suas igrejas, usados como marcos por serem visualizados à grande distância. Durante o percurso, eles tinham inevitavelmente que pular sobre córregos e pequenos obstáculos e muros de pedra separando as propriedades no caminho.

A largada é dada com os atletas lado a lado ou em bloco ocupando toda a largura da pista, sem marcação de raia. O número de voltas na pista padrão de 400 metros depende da posição do fosso d’água obrigatório – fora ou dentro da segunda curva da pista – mas os atletas precisam saltar um número total de 28 barreiras e sete fossos d’água durante a duração da corrida.

As barreiras da prova masculina tem altura de 91,4 cm e as da feminina de 76,2 cm, com uma largura mínima de 3,94 m; o fosso d’água de superfície inclinada tem 3,66 m de comprimento com uma profundidade de 70 cm em sua parte mais funda, exatamente em baixo da barreira até chegar ao mesmo nível da pista ao final do comprimento, o que significa que quanto mais longe o atleta que a ultrapassa conseguir saltar, menos água e pressão contrária pela frente terá nos pés e tornozelos, o que dá vantagem aos melhores saltadores entre os corredores. Diferente das provas de velocidade com barreiras, que caem a qualquer toque, os obstáculos do steeplechase são mais sólidos e pesados e os atletas muitas vezes os usam para pegar impulso da passada na corrida ao invés de apenas saltá-los, especialmente o obstáculo do fosso.