Dez anos atrás, Arthur Zanetti se tornava no primeiro atleta da ginástica artística do Brasil a ganhar mais de uma medalha olímpica. Campeão em Londres-2012, o brasileiro chegou na Rio-2016 como um dos principais candidatos ao pódio e levou a medalha de prata na final das argolas, se consagrando como maior medalhista olímpico da história da ginástica artística masculina do Brasil.
Arthur Zanetti chegou ao topo do mundo em 2012, com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres. Em seguida, ele se tornou campeão mundial em 2013 e uma prata no ano seguinte. Zanetti tinha totais condições de ser campeão olímpico em casa. Até conhecer o seu maior rival.
O Deus Grego das argolas
O grego Eleftherios Petrounias tinha uma coleção de medalhas nas argolas em etapas de Copa do Mundo. Mas subiu ao estrelato após tornar-se campeão mundial em 2015. Com um nível de execução impecável, Petrounias surgiu como quem poderia ameaçar o bicampeonato olímpico de Zanetti.
Nas eliminatórias no Rio, Zanetti ficou em quinto lugar com 15.533, enquanto Petrounias foi o segundo com 15.833. O chinês Liu Yang (que viria a ser campeão em 2020 e 2024) passou na liderança com 15.900.
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Na final, os chineses tiveram falhas de execução e ficaram de fora do pódio. Arthur Zanetti fez uma prova beirando a perfeição e tirou 15.766. Mas em seguida, veio Petrounias com uma apresentação avassaladora. Com direito a um 9.200 de execução, o grego terminou a prova com 16.000 pontos, garantindo a medalha de ouro. Prata para Zanetti e bronze para o russo Denis Ablyazin.
“Essa medalha tem gosto especial por ser em casa, pelo tanto que trabalhei. O problema de muita gente é só julgar o ouro. Estar em uma final já é grande coisa. Vocês não sabem o que eu passei para estar aqui e ganhar essa medalha. Veio a prata, estou muito feliz. Acho que é um resultado incrível. Vai ficar na minha memória”, afirmou Zanetti em entrevista à TV Globo na época.
Zanetti seguiu competindo até 2023, sendo um dos principais nomes da seleção brasileira de ginástica artística masculina. Ele fechou sua carreira com suas duas medalhas olímpicas, um ouro e três pratas em Mundiais, e seis medalhas em Jogos Pan-Americanos. Atualmente, ele atua como árbitro e treinador no seu antigo clube em São Caetano do Sul.
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