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Há 10 anos, Flávia Oliveira fazia história no ciclismo brasileiro na Rio-2016



Há 10 anos, Flávia Oliveira conquistava o melhor resultado do ciclismo brasileiro em Olimpíadas. Relembre história da Rio-2016.



Há 10 anos, Flávia Oliveira fazia história no ciclismo brasileiro na Rio-2016
Foto: Maximiliano Blanco/CBC

O esporte brasileiro celebra 10 anos de um dos maiores feitos em Jogos Olímpicos nesta sexta-feira (7). Isso porque, neste mesmo dia, durante a edição da Rio-2016, Flávia Oliveira cruzou a linha de chegada da prova de resistência do ciclismo de estrada em sétimo lugar com o tempo de 3h51min47s. Única representante do Brasil na disputa de 136,9km, a carioca garantiu o melhor resultado do ciclismo brasileiro na história das Olimpíadas.

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Flávia terminou a prova com apenas 20 segundos de diferença para a medalhista de ouro, a holandesa Anna Van der Breggen. Nascida no Rio de Janeiro, a ciclista teve um início tardio no esporte, migrando do futebol e do triatlo para o ciclismo profissional apenas aos 25 anos.

O caminho para o top-10

No ciclo para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Flávia Oliveira viveu uma grande frustração às vésperas do evento. A ciclista sofreu uma grave queda e a fraturou da clavícula e de quatro costelas, ficando impossibilitada de buscar a vaga.Durante o ciclo para a Rio 2016, a atleta atuou sem estrutura de equipe no país e garantiu a vaga isolada para o Brasil.

Ao cruzar a linha de chegada após o feito histórico, Flávia chorou sozinha até encontrar com o primo e jornalista Luis Felipe Freitas, que atualmente é narrador da CazéTV. Ele furou o bloqueio da imprensa para abraçá-la e dar o suporte emocional no momento da conquista. O episódio foi gravado pelas câmeras, mas só ganhou grande repercussão recentemente após viralizar nas redes sociais.

Uma prova completa

Diante de adversárias de seleções com táticas coletivas, Flávia administrou o desgaste no trajeto que passou por Grumari e Vista Chinesa sozinha. Ela acompanhou o pelote principal nas subidas mais íngremes do circuito carioca, mantendo ritmo competitivo até a chegada no Forte de Copacabana.

Em 2021, ao relembrar a complexidade técnica do circuito olímpico no podcast BikeBlz, a ciclista analisou a exigência física do percurso e a mentalidade necessária na competição. “Foi uma prova muito completa. Teve plano, teve paralelepípedo, teve subida belga, teve descida técnica, teve subida longa”, afirmou Flávia. “Você tem que focar no seu processo e continuar”, completou.

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Já na época, a ciclista reforçou a importância do resultado individual e o impacto do desempenho para o desenvolvimento da modalidade entre as mulheres no país. “Sei da importância desse resultado para o ciclismo feminino do Brasil e agradeço a oportunidade de poder representar a nossa seleção e principalmente a torcida que marcou presença”, declarou Flávia na após concluir a prova.

Migrando para o Gravel

Além da participação na Rio-2016, Flávia Oliveira acumula outras conquistas internacionais no ciclismo de estrada. O grande feito da sua carreira ocorreu no Giro d’Italia Femminile de 2015, quando conquistou a camisa verde de campeã de montanha da competição. Ela também soma uma medalha de bronze na prova de resistência do Campeonato Pan-Americano de 2016 e um quarto lugar na edição de 2014.

No cenário continental e profissional, a ciclista venceu etapas do Tour de Ardèche, na França, e subiu ao pódio em competições nos Estados Unidos e na Europa. Já no ciclismo nacional, sagrou-se campeã brasileira de estrada. Ela conquistou também o título da primeira edição do Campeonato Brasileiro de Gravel, em 2023, assim como é a atual campeã nacional. Atualmente, compete no circuito internacional de gravel em provas como o Belgian Waffle Ride.

Matérias Especiais da Rio-2016

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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