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Caminhar depois de comer: quanto tempo esperar para começar



Caminhada curta pode começar logo após uma refeição leve, mas ritmo, duração e conforto individual orientam a prática



Mindful walking- como transformar uma caminhada em meditação ativa

Terminar o almoço ou o jantar e sair para uma caminhada curta pode ser uma forma simples de colocar mais movimento no dia. Mas uma dúvida costuma aparecer antes do primeiro passo: é melhor caminhar logo depois de comer ou esperar a digestão começar?

Para uma caminhada leve, não existe uma regra que obrigue todo mundo a esperar uma hora. Quem fez uma refeição pequena e está confortável pode começar poucos minutos depois. Por outro lado, uma refeição grande, gordurosa ou acompanhada de sensação de estômago cheio pode pedir uma pausa maior.

O ponto principal é diferenciar uma volta tranquila de um treino intenso. Caminhar devagar por alguns minutos exige menos do sistema digestivo do que correr, subir ladeiras em ritmo forte ou fazer uma sessão pesada de academia.


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Precisa esperar para caminhar?

Em geral, uma caminhada leve pode começar logo depois da refeição. Estudos sobre atividade pós-prandial, como é chamado o período depois de comer, indicam que pequenos períodos de movimento podem reduzir a elevação aguda da glicose quando comparados a permanecer sentado. Uma revisão que reuniu sete estudos encontrou efeito mesmo com interrupções curtas de caminhada leve.

Isso não significa que todos precisam sair da mesa e caminhar imediatamente. O momento mais confortável varia conforme o tamanho da refeição, o ritmo pretendido e a resposta de cada organismo.

Depois de um lanche ou almoço leve, a pessoa pode testar uma caminhada em seguida. Após um jantar maior, talvez seja melhor esperar de 15 a 30 minutos. Quem sente peso no estômago, refluxo, enjoo ou cólica deve diminuir o ritmo ou adiar a saída.

Quanto tempo caminhar depois de comer?

Não é necessário transformar a prática em um treino longo. Para começar, cinco ou dez minutos já criam uma pausa ativa depois da refeição. Depois, a caminhada pode chegar a 15 ou 20 minutos, caso o tempo e o conforto permitam.

Pesquisas com caminhadas após as refeições usaram durações diferentes. Há estudos com intervalos de apenas dois a cinco minutos e outros com caminhadas de 10 a 30 minutos. Em comum, eles mostram que o movimento leve pode ser útil sem exigir uma sessão completa de exercício.

Além disso, três caminhadas curtas distribuídas depois das principais refeições podem ser mais fáceis de encaixar do que tentar reservar meia hora de uma vez. Ainda assim, elas não precisam acontecer após todo café da manhã, almoço e jantar. Escolher uma refeição e criar consistência já é um começo.

Qual deve ser o ritmo?

A caminhada depois de comer deve ser confortável. A pessoa precisa conseguir conversar, respirar sem dificuldade e manter os passos sem pressa. O objetivo não é bater recorde, aumentar muito a frequência cardíaca ou compensar o que acabou de comer.

Se o trajeto tem subida, vale diminuir a velocidade. Também é possível caminhar dentro de casa, no corredor do trabalho, no quintal ou em uma área próxima. O benefício está em interromper o tempo sentado e movimentar os músculos, não em percorrer uma distância específica.

Exercícios vigorosos seguem outra lógica. Corridas rápidas, treinos intervalados e musculação pesada logo depois de uma refeição grande podem causar desconforto gastrointestinal. Nesses casos, o intervalo costuma precisar ser maior e depende do volume e da composição da refeição.

Caminhar ajuda na digestão?

A caminhada leve pode favorecer o movimento do trato gastrointestinal e algumas pessoas percebem menos sensação de peso ou estufamento. Porém, ela não funciona como tratamento para refluxo, dor abdominal ou problemas digestivos.

Também não é uma forma de “apagar” calorias ou neutralizar uma refeição. O gasto energético de uma volta curta é limitado. O principal valor está em criar uma rotina mais ativa e reduzir o tempo parado depois de comer.

Portanto, quem busca emagrecimento não deve tratar a caminhada pós-refeição como compensação. Alimentação, frequência de atividade física, sono e rotina diária formam um conjunto muito mais importante.

Quando é preciso ter mais cuidado?

Pessoas que usam insulina ou medicamentos que podem reduzir a glicose precisam conversar com o profissional que acompanha o tratamento. A atividade física pode alterar a glicemia, e o efeito depende do remédio, da refeição, da intensidade e do horário.

O mesmo cuidado vale para quem sente tontura, fraqueza, dor no peito ou falta de ar fora do comum. Nesses casos, a caminhada deve parar.

Para a maioria das pessoas, porém, a proposta pode ser simples: terminar a refeição, calçar um tênis confortável e caminhar em ritmo leve. Não é preciso esperar um horário perfeito. O melhor momento é aquele em que o corpo está confortável e a prática consegue caber na rotina.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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