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Ciclismo Mountain Bike

Avancini crava melhor posição do Brasil na história no MTB nos Jogos Olímpicos

Ele ficou em 13º lugar e Luiz Henrique Cocuzzi foi o 27º. Vencedor foi o jovem britânico Thomas Pidcock, de apenas 21 anos, e o suíço Nino Schurter ficou fora do pódio pela primeira vez em quatro Olimpíadas

Henrique Avancini - Tóquio 2020
(twitter/timebrasil)

Tóquio – O brasileiro Henrique Avancini ficou em 13º na prova de Mountain Bike dos Jogos Olímpicos de Tóquio, melhor resultado do país na história da competição. Ele melhorou 10 posições em relação ao resultado da Rio-2016, quando foi o 23ª colocado. O outro brasileiro na prova, Luiz Henrique Cocuzzi, terminou em 33º lugar. O vencedor foi o jovem britânico Thomas Pidcock, de apenas 21 anos, atual campeão mundial sub-23. A prata foi para o suíço Mathias Flueckiger e o espanhol David Valero Serrano abocanhou o bronze.

Nino Schurter ficou em quarto e pela primeira vez não foi ao pódio nas quatro participações olímpicas que soma com a de Tóquio. Venceu na Rio-2016, foi prata em Londres-2012 e bronze em Pequim-2008. Seu ‘algoz’, Valero Serrano, assumiu a terceira colocação na última volta e ficou muito emocionado ao cruzar a linha na frente do suíço. Importante destacar também que Pidcock quase ficou fora dos Jogos Olímpicos, conseguiu a vaga somente depois de vencer a badalada etapa de Nove Mesto da Copa do Mundo este ano.

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Queria mais

Apesar do feito, Henrique Avancini não saiu plenamente satisfeito. “Sempre demora um pouco a entender o que acontece, minha percepção pós-prova não é a ideal. Eu estava muito tranquilo em relação a como eu poderia performar. Não consegui tirar tudo que meu corpo tinha pra dar e isso é muito ruim. Quando você não consegue extrair o melhor que você pode. Falo com muita segurança que cheguei na minha melhor forma física e não consegui entregar isso. Meu último treino na pista foi extremamente bom, me senti muito rápido no circuito. Agora eu preciso entender o que deu de errado”, disse.

Henrique Avancini - Tóquio 2020
Avancini largou bem (twitter/timebrasil)

Especificamente sobre ser o melhor brasileiro em MTB na história da Olimpíada, disse que não vai para um evento internacional para ser o melhor brasileiro. “Já entreguei top 3 em Copa do Mundo, já venci Copa do Mundo. Estava aqui para buscar uma medalha inédita. Arrisquei muito para isso”. Sobre o futuro, nada definido. “Lógico que eu não vim pros Jogos Olímpicos para aprender mais nada, não sei se essa é minha última participação ou não, mas não vim para adquirir experiência, vim pra entregar performance. A satisfação é pelo que trabalhei para estar aqui, mas fico decepcionado porque busquei defender o país da forma mais honrosa possível. Agora é tentar tirar o melhor proveito disso.”

A prova

Avancini começou forte na largada e assumiu a ponta na primeira volta, mais curta com 1,3 quilômetro. Porém, logo na passagem para a segunda volta, a primeira das sete com 3,85 quilômetros cada, Nino Schurter apertou o ritmo e foi para a liderança trazendo junto o holandês Milan Vader. Cocuzzi, nesse momento, era o 24º. Conforme a prova foi se desenvolvendo, porém, Avancini foi perdendo terreno, enquanto Cocuzzi mantinha-se entre os 30.

Nas duas voltas finais, Avancini passou a disputar o posto com Vader e o russo Anton Sintsov. Os dois levaram a melhor, bem como o suíço Filippo Colombo, que superou o brasileiro nos metros finais. Cocuzzi segurou o 27º lugar disputando com o japonês Kohei Yamamoto. Enquanto isso, na frente, Pidcock seguia liderando com boa folga para os outros competidores, até cruzar para o ouro. Dois atletas não completaram a prova por causa de quedas: o tcheco Ondrej Cink e Mathieu van der Poel, sendo que o holandês caiu duas vezes, desistindo na segunda.

Henrique Avancini - Copa do Mundo de mountain bike - Tóquio 2020 jogos Olímpicos
Henrique Avancini não conseguiu acompanhar o ritmo dos ponteiros (divulgação/arquivo)

Altos e baixos

Na atual temporada, Avancini acumula altos e baixos. Na estreia internacional, realizada no mês de abril, conquistou um grande resultado ao derrotar no sprint final o então campeão olímpico Nino Schurter pra vencer a Internazionali d’Italia, em Capoliveri. Um mês depois, em maio, disputando a prova de cross country short track (XCC), realizou uma belíssima apresentação e fechou o primeiro grande evento da temporada na quarta colocação, com o tempo de 20 minutos e 48 segundos. Por outro lado, disputou apenas duas etapas da Copa do Mundo tendo como melhor resultado o 10º lugar em Albstadt (Alemanha).

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Já Luiz Henrique Cocuzzi teve um 2021 um pouco diferente do comum. Por conta da pandemia do coronavírus e a forma como a Covid-19 se deu no Brasil, o atleta representante do Brasil no ciclismo mountain bike nos Jogos Olímpicos de Tóquio teve dificuldade para competir. Apesar disso, nas duas etapas da Copa do Mundo que disputou Cocuzzi terminou uma na 36ª colocação e outra na 56ª posição.

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