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Tóquio 2020

2021: O ano de ouro do esporte olímpico brasileiro

Confira o artigo escrito por Paulo Wanderley, presidente do Comitê Olímpico do Brasil, escrito com exclusividade para o Olimpíada Todo Dia

Melhor participação brasileira na história Jogos Olímpicos Tóquio 2020
Montagem

O mês de dezembro já acelera o passo para encerrar 2021, um dos anos mais desafiadores para a humanidade. Em todos os setores da sociedade, a pandemia trouxe impactos profundos e no esporte não foi diferente. Porém, em minhas reflexões de fim de ano, vejo muitos motivos para celebrar as várias vitórias dos atletas brasileiros neste período, nos mais importantes palcos internacionais.

Nesta terça-feira, dia 7, quando o Comitê Olímpico do Brasil organizará, em Aracaju, Sergipe, novamente o Prêmio Brasil Olímpico, depois de um ano de suspensão devido à pandemia, celebraremos, ainda com muitos cuidados, a força do esporte brasileiro e seus feitos extraordinários em 2021.

E não é apenas à fantástica atuação nos Jogos Olímpicos de Tóquio que me refiro quando reflito sobre a nossa performance esportiva deste ano. Neste último domingo, dia 5, o Brasil finalizou a participação na primeira edição dos Jogos Pan-americanos Júnior, realizados em Cali, na Colômbia, com a primeira colocação no quadro de medalhas!

Nossos jovens de até 23 anos, muitos deles passando por uma fase importante na carreira, que é a transição das categorias de base para o adulto, superaram nossas expectativas ao conquistar 164 medalhas, sendo 59 de ouro.

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Não podemos esquecer que o primeiro lugar no quadro de medalhas foi alcançado por atletas que ficaram muito tempo sem competir em função das restrições para evitar o contágio por Covid-19. A vitória em um evento desse porte comprova a retomada cuidadosa defendida pelo COB para as categorias de base assim como para sua delegação olímpica.

Em Tóquio, terminamos em 12.º entre 206 nações participantes. Fizemos história. Esta foi apenas a segunda vez que um país apresentou melhora de resultados após ter sediado os Jogos Olímpicos na edição anterior. Antes, somente a Grã-Bretanha havia alcançado tal feito, no Rio 2016, depois de ter abrigado o evento em Londres 2012. Fantástico!

Meses antes do início da pandemia e do adiamento dos Jogos Olímpios, o Brasil já mostrava a força de seu sistema (COB, Confederações Olímpicas, os parceiros e, sobretudo, os atletas). Nos Jogos Pan-americanos Lima 2019, a delegação brasileira alcançou a segunda colocação geral, atrás apenas dos Estados Unidos, repetindo o resultado alcançado somente nos Jogos de 1963, em São Paulo.

Logo em seguida, a pandemia trouxe momentos de muita apreensão para os atletas brasileiros, culminando no adiamento dos Jogos Olímpicos. Ninguém podia prever uma pandemia e nem os desafios que teríamos pela frente. Mas os resultados do ciclo entre atletas jovens e adultos, mostram que estávamos preparados para o que viria.

Desde que assumi a presidência do COB, em outubro de 2017, nos planejamos para entregar o melhor ciclo olímpico da história.

A vitória em Cali, especificamente, mostra o acerto da criação da área de Desenvolvimento Esportivo do COB, que recebe recursos crescentes, liderando o processo de renovação das delegações nacionais junto à todas as entidades que compõem o sistema olímpico.

No esporte, os resultados passados não são garantia de medalhas futuras. Mas tenho certeza de que estamos trilhando o caminho certo para os Jogos Olímpicos Paris-2024 e Los Angeles-2028. Temos a convicção de que não será fácil superar os resultados de Tóquio, mas esse é mais um desafio que nos faz manter a guarda alta e a atenção plena em nossas metas diárias. Nada motiva mais um esportista que a busca por uma grande marca!

Junto à parte prática do esporte, que ganha visibilidade nas grandes competições internacionais, existe o trabalho diário de modernização do Movimento Olímpico Brasileiro. Assumi a Presidência do COB com o compromisso de trabalhar com Transparência, Austeridade e Meritocracia para o avanço da maturidade na gestão esportiva e seguimos o trabalho com Excelência e Competência. Esses são nossos lemas.

Nesta terça-feira, quando estiver sentado na poltrona do teatro Tobias Barreto, em Aracaju, assistindo a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, tenho a certeza de que me emocionarei mais uma vez com a força e o talento do atleta brasileiro e sentirei orgulho de ter contribuído, junto com minha equipe, para que tudo isso acontecesse.

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