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Corpo rígido: por que ficamos travados depois de muito tempo parados?

Corpo rígido: por que ficamos travados e como melhorar

Levantar da cadeira depois de horas trabalhando e sentir o corpo “duro” é uma situação comum para muitas pessoas.

O quadril parece menos solto.

Os ombros ficam tensionados.

As costas demoram alguns minutos para encontrar uma posição confortável.

Essa sensação de rigidez pode aparecer especialmente quando passamos muito tempo na mesma posição, com pouco movimento ao longo do dia.

Isso não significa necessariamente que exista um problema de saúde.

Muitas vezes, é apenas um sinal de que o corpo ficou tempo demais sem mudar de posição e precisa voltar a se movimentar.


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Por que o corpo fica rígido quando ficamos parados?

O corpo humano foi feito para alternar movimentos e posições.

Quando uma pessoa permanece muito tempo sentada, em pé sem se movimentar ou em uma mesma postura, algumas regiões passam longos períodos sem receber estímulos variados.

Músculos que normalmente participam de diferentes movimentos ficam menos ativos.

As articulações também passam menos tempo realizando seus movimentos naturais.

Por isso, ao levantar depois de horas parado, é comum sentir uma dificuldade inicial para se movimentar.

A sensação costuma melhorar depois de alguns minutos andando ou realizando movimentos leves.

Trabalho sentado influencia essa sensação?

Sim.

A rotina de muitas pessoas envolve passar várias horas diante de um computador, em reuniões ou estudando.

Mesmo quem pratica exercício regularmente pode passar grande parte do dia parado.

O treino é importante, mas não elimina completamente os efeitos de permanecer muitas horas sem mudar de posição.

Pequenas pausas durante o dia podem ajudar a inserir mais movimento na rotina.

Levantar para beber água, caminhar alguns minutos ou simplesmente mudar de postura são exemplos de atitudes simples.

O que acontece com quadril e coluna?

O quadril é uma região bastante afetada pela falta de movimento.

Passar muito tempo sentado mantém essa articulação em uma posição de flexão por longos períodos.

Quando a pessoa levanta, pode sentir dificuldade inicial para estender o corpo completamente.

A coluna também pode sentir os efeitos de permanecer muito tempo na mesma posição.

A ausência de variação de movimento pode contribuir para desconfortos comuns no cotidiano.

Por isso, alternar posições é uma estratégia importante.

Não existe uma postura perfeita que precise ser mantida durante horas.

O mais interessante é evitar ficar parado na mesma posição por períodos muito longos.

Por que acordamos com o corpo travado?

A sensação de rigidez ao acordar também é comum.

Durante o sono, o corpo passa várias horas com pouca movimentação.

Ao levantar, músculos e articulações podem precisar de alguns minutos para recuperar a mobilidade habitual.

Algumas pessoas percebem que uma caminhada pela casa, movimentos leves ou uma rotina curta de mobilidade ajudam a iniciar o dia.

A intensidade desses movimentos não precisa ser alta.

O objetivo é simplesmente colocar o corpo em movimento novamente.

Alongamento resolve a rigidez?

O alongamento pode ser uma ferramenta útil para algumas pessoas, mas não é a única opção.

Movimentos de mobilidade também podem ajudar.

Existe uma diferença entre alongar um músculo específico e movimentar uma articulação em diferentes direções.

Por exemplo, uma pessoa que ficou horas sentada pode fazer movimentos de rotação de ombros, mobilização do quadril ou pequenas caminhadas.

O importante é encontrar formas confortáveis de voltar a se movimentar.

Mobilidade é diferente de flexibilidade?

Sim.

Flexibilidade está relacionada à capacidade de um músculo ser alongado.

Mobilidade envolve a capacidade de realizar movimentos com uma articulação de maneira controlada.

Uma pessoa pode ser flexível e ainda ter dificuldade para realizar determinados movimentos.

Por isso, exercícios de mobilidade ganharam espaço em rotinas de atletas e também de pessoas que buscam melhorar a movimentação no dia a dia.

Quais movimentos simples podem ajudar?

Não existe uma sequência obrigatória.

Alguns exemplos de movimentos leves que podem fazer parte da rotina:

  • caminhar por alguns minutos;
  • girar os ombros;
  • movimentar o pescoço suavemente;
  • levantar e sentar algumas vezes;
  • fazer movimentos de quadril;
  • subir alguns degraus quando for possível;
  • realizar exercícios leves de mobilidade.

A ideia não é transformar toda pausa em um treino.

É apenas evitar que o corpo permaneça imóvel por períodos muito longos.

Preciso fazer uma sessão de mobilidade todos os dias?

Não necessariamente.

Para algumas pessoas, uma rotina organizada de mobilidade pode fazer sentido.

Para outras, inserir mais movimento durante o dia já representa uma mudança importante.

Uma pessoa que trabalha sentada pode começar levantando algumas vezes durante o expediente.

Quem passa muito tempo no celular pode alternar períodos parado com pequenas caminhadas.

O hábito mais importante é reduzir o tempo total de imobilidade.

E quem treina também pode sentir rigidez?

Sim.

Fazer academia, correr ou praticar esportes não significa que a pessoa nunca sentirá o corpo rígido.

O treinamento gera estímulos específicos.

Mas a rotina fora do treino também influencia.

Um corredor pode passar oito horas sentado trabalhando.

Um atleta pode viajar por muitas horas.

Uma pessoa que faz musculação pode permanecer muito tempo em uma mesma posição no restante do dia.

Por isso, movimento ao longo da rotina continua sendo importante.

A idade influencia?

A percepção de rigidez pode mudar ao longo da vida.

Com o passar dos anos, manter força, equilíbrio e mobilidade se torna cada vez mais importante para a autonomia.

Isso não significa que pessoas jovens não sintam o corpo travado.

A rotina atual, com muitas horas sentado e pouco deslocamento, também influencia adultos mais novos.

O movimento precisa fazer parte de todas as fases da vida.

Como evitar ficar “enferrujado” durante o dia?

Algumas mudanças simples podem ajudar:

Troque de posição com frequência.

Não permaneça horas exatamente da mesma forma.

Inclua pequenas caminhadas.

Uma ida até outro ambiente da casa ou do escritório já cria uma pausa.

Use momentos do cotidiano.

Atender uma ligação em pé ou caminhar enquanto pensa em uma tarefa são exemplos.

Faça movimentos que você gosta.

Caminhada, dança, bicicleta, natação e esportes também contam.

O objetivo é tornar o corpo mais ativo.

Ficar parado o dia inteiro pode ser compensado pelo treino?

O treino continua sendo fundamental.

Mas concentrar toda a atividade física em uma hora do dia não transforma automaticamente o restante do tempo sentado.

Uma pessoa pode treinar pela manhã e ainda passar muitas horas imóvel depois.

Por isso, especialistas reforçam cada vez mais a importância de combinar exercícios planejados com mais movimento no cotidiano.

Quando a rigidez merece atenção?

A sensação de corpo travado pode ser comum.

Mas quando existe dor persistente, perda importante de movimento, inchaço ou dificuldade para realizar atividades do cotidiano, é importante procurar avaliação profissional.

A rigidez sozinha não permite identificar uma causa específica.

Cada pessoa tem uma história, uma rotina e características diferentes.

O corpo gosta de movimento

Não é necessário esperar sentir desconforto para começar a se movimentar mais.

Pequenas mudanças ao longo do dia podem fazer diferença.

Levantar da cadeira.

Caminhar alguns minutos.

Fazer movimentos simples.

Variar posições.

Tudo isso ajuda a lembrar uma característica básica do corpo humano: ele foi feito para se movimentar.

A sensação de estar “travado” depois de muito tempo parado é um convite para colocar mais movimento na rotina, não uma necessidade de buscar treinos complicados.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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