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Tóquio 2020

‘Eu vou para fazer história’, diz Laís Nunes sobre o objetivo em Tóquio

Representante do Brasil na categoria até 62kg, lutadora quer ser a primeira do país a subir no pódio olímpico no Japão

Laís Nunes- Wrestling Tóquio 2020 - Tóquio 2020
(Instagram/laiswrestling)

16 anos depois de ter começado sua trajetória no wrestling, Laís Nunes se vê no melhor momento possível dentro dos tatames. Segundo a lutadora brasileira, o ciclo até Tóquio 2020 foi o seu melhor até agora e, aos 28 anos de idade, ela não esconde que não sonha pequeno para o Japão. “Eu vou para fazer história, quero subir no pódio em Tóquio”, comentou a atleta em live com o Olimpíada Todo Dia e Time Brasil em parceria com o Tik Tok.

Atual nona colocado do ranking mundial da categoria, Laís Nunes sabe que o que difere as expectativas para a Olimpíada de Tóquio em relação a primeira da sua carreira como atleta, que foi a Rio 2016, são uma junção de fatores. “Estou mais preparada, me vejo pronta. Foi o meu melhor ciclo, no aspecto técnico, de lutas, competições, resultados, pessoal. Me vejo pronta para isso. Quero colocar o Brasil no pódio olímpico pelo wrestling pela 1ª vez”. 

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As adversárias mais difíceis estarão em casa

No caso do wrestling feminino, o “sonho olímpico” é mais recente. Se os homens da luta olímpica estão dentro dos Jogos desde o começo, a entrada das mulheres só aconteceu em 2004, em Atenas. Desde a primeira participação feminina do wrestling em uma Olimpíada, um país domina o “quadro de medalhas” do gênero, o Japão. 

Laís Nunes conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2019 (Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br)

Com 15 medalhas, sendo 10 de ouro, em quatro edições, as japonesas são as favoritas para o wrestling feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para Laís Nunes, o domínio japonês não é obra do acaso. “A nossa participação em Jogos Olímpicos começou em 2004, mas as japonesas já lutam wrestling há muito mais tempo que isso. Elas são como samurais mesmo. Lá eles tem muito mais meninas praticando e na quantidade elas tiram a qualidade. O país acompanha muito mais o wrestling, as atletas são reconhecidas pelo que fazem dentro das competições”. 

Apesar de saber quem são as adversárias mais fortes que pode ter que enfrentar no Japão, Lais prefere não pensar muito pelo lado da dificuldade em ter uma japonesa como oponente nos Jogos Olímpicos de Tóquio. 

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“As japonesas são fortes, as ucranianas, as americanas, mas não interessa muito isso. Eu estou preparada e quem vier eu vou para cima, não tem como escolher. Hoje eu estou preparada para quem quer que for”. 

Começo, meio e futuro 

Se em 2021 nós podemos dizer que o wrestling não é a luta que está na Olimpíada mais conhecida do Brasil, o que dirá há 16 anos atrás. Nascida no interior de Goiás, Laís teve o seu primeiro contato com o wrestling de forma direta, diferente de algumas atletas da modalidade e não parou mais. “Comecei em um projeto na minha cidade, em Barro Alto em Goiás. A ideia do projeto era ensinar Judô mas por conta do custo para as aulas eles decidiram pelo wrestling e desde então não parei”.

Wrestling - Coronavírus - Mundial
Laís Nunes está classificada para Tóquio (Foto: Washington Alves/COB)

Depois de ter feito os primeiros exercícios, Laís Nunes não conseguiu viver sem o wrestling. Alguns anos depois, Barro Alto passou a ser pouco e a lutadora rumou para quebrar as barreiras geográficas e quando isso aconteceu, ela percebeu que poderia chegar mais longe, “Quando eu sai de casa para treinar em Brasília percebi que poderia ser atleta. Na época eu estava na seleção cadete e sênior, nessa hora eu vi que poderia ser mais, que tinha potencial para mais. Logo em seguida, em 2012, eu participei do projeto “Vivência Olímpica”. Quando você percebe isso, se vê na Olimpíada, é que você sabe que pode”. 

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Sobre o futuro e os próximos anos de carreira, Laís Nunes sabe muito bem o que quer. Com o ciclo para Paris 2024 já afetado por conta da pandemia e o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a lutadora quer estar no que podem vir a ser sua terceira Olimpíada na carreira.

“Meu objetivo é ir até Paris 2024 e seguir para novos sonhos. Quem sabe um MMA, alguma coisa assim. Não vou parar completamente com a luta, com mais de 20 anos dedicados à luta, não dá para parar”, finaliza Laís Nunes.

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