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Tóquio 2020

Adestramento e CCE sonham, mas só salto tem chance de medalha

Hipismo brasileiro compete daqui a exatamente um ano na única das três modalidades em que reúne condições reais de brigar por um pódio

Equipe brasileira vence a medalha de ouro em Lima-2019 - (Alexandre Loureiro/COB)

Com três medalhas olímpicas na bagagem, todas no salto, o hipismo brasileiro irá para a Olimpíada de Tóquio-2020 com representantes nas três modalidades. No adestramento e CCE (Concurso Completo de Equitação), as chances são bem pequenas. Mas nos saltos, daqui exatamente um ano, a possibilidade de pódio existe.

As vagas olímpicas nas três modalidades vieram através dos Jogos Pan-Americanos, onde o hipismo brasileiro teve um desempenho exemplar.

Diferentemente dos outros esportes olímpicos, o hipismo está com competições internacionais sendo realizadas em meio à pandemia. E, claro, os conjuntos brasileiros estão em ação e seguem provando sua qualidade e tradição.

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Saltos

A chance de medalhar em Tóquio-2020 é boa. Por equipes ou no individual, teremos conjuntos muito bem preparados. As vagas são do país, por isso não é possível afirmar quais cavaleiros irão competir no salto. Mas baseado em Lima-2019, pode-se ter um esboço do quarteto que irá competir no Japão.

Eduardo Menezes, Marlon Modolo Zanotelli, Pedro Veniss e Rodrigo Lambre estão em vantagem, com Luiz Felipe de Azevedo Filho vindo atrás. Apenas três competirão em Tóquio e um ficará de reserva.

Em Lima-2019, a equipe levou o ouro, após 16 anos, e Marlon Zanotelli foi campeão no individual. Como as competições do Concurso de Salto Internacional estão sendo realizadas durante a pandemia, o técnico da seleção brasileira, o suíço Philippe Guerdat, está de olho no desempenho dos principais cavaleiros.

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Marlon Zanotelli, Rodrigo Lambre, Pedro Veniss e Eduardo Menezes (Alexandre Loureiro/COB)

O quinteto segue pegando pódios na Europa e nos EUA. Outros tantos estão competindo normalmente e possuem índices mínimos para serem convocados. Destaque para Marlon Zanotelli, 18º do ranking mundial e nome forte para o pódio em Tóquio.

CCE

A prata em Lima-2019 deu à equipe brasileira do Concurso Completo de Equitação, que reúne adestramento, cross country e salto, a vaga em Tóquio-2020, mas um índice mínimo exigido pela FEI (Federação Equestre Internacional) era necessário para garantir a presença no Japão.

O índice mínimo foi conquistado pela seleção brasileira de CCE. Ou seja, serão quatro cavaleiros em Tóquio, sendo um reserva. Só que a briga pela medalha é um sonho distante. Nenhum brasileiro figura entre os 100 melhores do ranking da FEI.

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Equipe de CCE foi prata em Lima-2019 (Jose Sotomayor/Lima 2019)

Adestramento

A animação após conquistar a vaga por equipes durou pouco. O bronze em Lima-2019 tinha garantido o quarteto brasileiro em Tóquio-2020, só que a vaga foi perdida, porque os cavaleiros não conseguiram os índices mínimos estabelecidos pela FEI.

Ao menos três atletas brasileiros precisariam conquistar duas vezes o índice de 66% para que o país pudesse levar um time completo para Tóquio. Apenas João Victor Oliva e Leandro Lima atingiram a marca.

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Integrantes da equipe brasileira de hipismo adestramento comemoram medalha de bronze no Pan de Lima (Jonne Roriz/COB)

Diante deste cenário, apenas um cavaleiro brasileiro irá para Tóquio-2020. João Victor Oliva e Leandro Lima brigam pela vaga.

Só que as chances de medalha são mínimas. O Brasil nunca conquistou nenhuma medalha olímpica nesta modalidade do hipismo e somente uma grande surpresa traria a conquista inédita. João Victor Oliva e Leandro Lima não estão nem entre os 100 melhores do ranking mundial.

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