Siga o OTD

Paris 2024

 

Campeões olímpicos do surfe falam sobre impacto do ouro em suas carreiras



Na WSL Saquarema 2026, os surfistas Ítalo Ferreira, Kauli Vaast e Nadia Erostarbe falam sobre memórias dos Jogos em Tóquio-2020 e Paris-2024.



Campeões olímpicos no surfe masculino, Ítalo Ferreira e Kauli Vaast em ação no WSL Saquarema 2026 (Foto: Ana Catarina/WSL)

SAQUAREMA (RJ) – Nesta terça-feira, se comemora o Dia Olímpico, data estabelecida em 1948, em virtude da fundação do Comitê Olímpico Internacional (COI) em 23 de junho de 1894. Ainda que os Jogos Olímpicos de LA2028 ainda estejam a mais de dois anos de distância, 2026 já é ano de qualificação olímpica para o surfe. Muitos surfistas em Saquarema falaram ao Olimpíada Todo Dia sobre as expectativas (ou não) para LA28 e de suas memórias de Jogos Olímpicos anteriores.

No masculino, houve um duelo de campeões olímpicos nas oitavas de final. Kauli Vaast, ouro em Paris-2024, derrotou Ítalo Ferreira, ouro em Tóquio-2020. Primeiro atleta consagrado como campeão olímpico da história do surfe, já que a final masculina aconteceu antes da feminina, Ítalo Ferreira falou no primeiro dia de evento sobre o título que carregará para sempre.

View this post on Instagram

A post shared by Olimpíada Todo Dia (@otd_oficial)

“Sem dúvidas, foi um dos melhores títulos da minha carreira. Daqui a cem anos você vai contar nos dedos quem foram os campeões Olímpicos no mundo, né. Então isso é incrível, é motivo de muito orgulho”, disse o atleta com a lycra amarela após sua vitória de estreia, fazendo questão de ressaltar que ainda há muita coisa para acontecer em sua carreira, deixando o sonho olímpico aceso.

+ Com campeãs olímpicas e nova geração, EUA miram domínio no surfe em LA-28

Kauli Vaast virou estrela na França

Já Kauli Vaast, apesar de ser um surfista muito talentoso nas ondas do Taiti, não era considerado um dos favoritos em 2024. Porém, o taitiano mostrou muita força para levar o título nas praias de casa. A conquista olímpica parece ter dado mais confiança ao jovem polinésio que já havia sido vice na etapa de Teahupo’o em 2022, mas não tinha consistência nas etapas do Challenger Series. Em 2025, ele foi campeão em Ericeira e vice nas duas etapas em Newcastle, garantindo a vaga ao Championship Tour (CT). 

As disputas finais do surfe aconteceram então na madrugada francesa e monopolizaram os fãs olímpicos que viraram a noite. Kauli Vaast virou celebridade e depois foi a Paris, ainda durante os Jogos Olímpicos, e chegou por fim a surfar no Rio Sena. Perguntamos o que mudou em sua carreira e vida depois da consagração nos Jogos Olímpicos:

“Muita coisa mudou para mim, para minha carreira e família. Pessoas que estão felizes em me ver neste nível. É algo único e isso será complicado repetir. Agora tenho muito mais notoriedade… Estou muito feliz por poder viver esses momentos”, disse o surfista que representa a França.

Caroline Marks terá parada dura para se classificar em busca de bi olímpico

Atual campeã olímpica, Caroline Marks venceu uma final épica contra Tatiana Weston-Webb em Paris-2024. “Deus, o ouro olímpico… assim, foi provavelmente a maior conquista da minha carreira. É algo que você é para sempre, o título olímpico e o título mundial. Eram meus dois maiores objetivos no surfe. Então estou muito feliz por ter os dois. Não importa o que aconteça, sou tão orgulhosa disso”, disse Marks ao Olimpíada Todo Dia.

Nascida em Boca Raton, na Flórida, ela se mantém focada na atual temporada, mas assume que já está pensando nos Jogos Olímpicos LA-28. “Obviamente já há muita expectativa. Sabe, eu quero estar no máximo possível de Olimpíadas. É para isso que estou aqui. Especialmente agora que vai acontecer nos Estados Unidos. Incrível. Então eu adoraria representar meu país em meu país, seria incrível”.

+ Caroline Marks celebra retorno “insano” de Tatiana Weston-Webb em alto nível

Diplomada em Paris-2024, Nadia Erostarbe busca voos maiores

Outra surfista estreante no CT que falou algo similar foi a espanhola Nadia Erostarbe. Substituta em 2025, ela está disputando pela primeira vez de forma oficial o torneio e chegou à sua segunda semifinal em Saquarema, repetindo o feito de Gold Coast. Quando perguntamos para ela sobre o impacto de ter sido diplomada olímpica, ao chegar às quartas de final de Paris-2024.

“Mudou muito minha relação com o surfe nestes últimos três anos. Na verdade, foi aqui em Saquarema que fiz um resultado muito bom e isso me deu muita confiança. Depois me qualifiquei aos Jogos Olímpicos, onde havia muito mais atenção e mídia na Espanha. Muitas pessoas torcendo por mim e isso me deu mais visibilidade e maior segurança para chegar aqui”, completou a atleta do País Basco que defende também a Espanha.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

Mais em Paris 2024