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Tóquio 2020

Leticia Gonçalves vê Olimpíada como chance de viver do skate

Natural de Mogi das Cruzes, a atleta está com 22 anos e entre as cinco brasileiras que brigam por três vagas em Tóquio na modalidade park.

Skatista Leticia Gonçalves Tóquio Skate
Leticia Gonçalves considera como positiva a entrada do skate nos Jogos Olímpicos (Julio Detefon/CBSK)

A skatista Leticia Gonçalves está entre as cinco brasileiras que brigam por três vagas na modalidade park nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que mudou de 2020 para 2021 e será realizado entre 23 de julho e 8 de agosto. Com 22 anos, a atleta ocupa a 22ª posição no ranking da World Skate, instituição fundada neste ciclo olímpico para gerenciar a modalidade junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI).  

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Para ir aos Jogos de Tóquio, Leticia compete com mais quatro adversárias: Dora Varella, Isadora Pacheco, Yndiara Asp e Victoria Bassi. No momento, Dora, Isadora e Yndiara estariam classificadas. Nesta quarta-feira (29), a Confederação Brasileira Skate (CBSK) fez uma live no seu instagram com a skatista, que classificou a inserção na Olimpíada de Tóquio como uma grande chance para os atletas viverem do esporte.

“Vejo como uma oportunidade que nunca tivemos no skate. Estamos tendo mais investimento e isso ajuda às crianças que estão começando e desejam praticar o esporte. Considero a entrada nos Jogos Olímpicos super positiva para que possamos viver do skate”, afirmou.

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“No momento não estou entre as três, mas se conseguir ir ficarei muito feliz. Porém, se não for possível ficarei torcendo para com que for. Meu maior sonho é viver do skate”, completou Leticia.

Quarentena sem andar de skate

Skatista Leticia Gonçalves Tóquio Skate
Leticia Gonçalves no topo do pódio em uma etapa Oi STU Qualifying Series (Julio Detefon/CBSK)

Natural de Mogi das Cruzes, a skatista ganhou seu primeiro skate de sua avó, quando tinha 7 anos, porém, só começou a competir com 11 anos. Por conta da quarentena devido à pandemia de coronavírus, a atleta está com saudades de fazer suas manobras.

“Desde quando a quarentena começou não andei mais de skate, já que, às vezes, a gente se machuca fazendo as manobras mais bobas, por isso, não estou andando nem no quintal de casa. Para acabar com a ansiedade só quando puder sair para andar de skate”, disse.

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“Preciso só subir em cima do skate mesmo. Guardei ele embaixo da minha cama e já deve até estar com poeira. Não sei como as coisas vão ficar após a pandemia. Pode ser que tenhamos que usar máscara andando de skate e acho que álcool em gel vai nos acompanhar por um tempo”, completou.

Atividades no período de isolamento

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Salad ou grind❓✨📹 @onassispatrick

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No período em que era iniciante, Leticia revelou que sua mãe não gostava muito e que praticava em frente de sua casa, pulando cabo de vassoura. Sem poder fazer o que mais gosta, a skatista ocupa seu tempo com outras atividades.

“Estou maratonando uma novela (Totalmente Demais) pela internet e quase acabando. Tenho feito exercícios em casa e andando de bicicleta. Aqui em Mogi tem muitos locais isolados e tenho pedalado no meio do mato com meu pai. Tenho esse privilégio porque não tenho contato com ninguém. Não posso ficar me expondo, já que minha avó mora ao lado e não posso colocar ninguém em risco”, declarou a atleta.

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Por fim, a skatista espera que possamos superar esse período do coronavírus o quanto antes. “O recado que deixo é para a galera ficar em casa. Evitar sair porque, às vezes, você pode ter a doença e não sabe e pode acabar passando para outra pessoa. Se tiver que sair, é importante que saia de máscara. Vamos seguir as recomendações e se tudo certo logo isso tudo vai passar”, concluiu Leticia.

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