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Alana Maldonado conquista medalha de ouro inédita no Mundial

Planeta Ippon

Alana Maldonado e Érika Miranda são destaques do judô feminino

Alana Maldonado (foto) tornou-se a primeira campeã mundial da história do judô paralímpico. Érika Miranda conquistou o quinto pódio em mundiais e também anunciou aposentadoria. Base traz nomes que fizeram um 2018 promissor

Gabriel Heusi/ME

Alana Maldonado e Érika Miranda são destaques do judô feminino

O judô feminino do Brasil colheu grandes destaques em 2018, seja entre as atletas da seleção adulta, paralímpica e também no time júnior. O maior resultado do ano foi conquistado por Alana Maldonado, a primeira brasileira campeã Mundial de judô paralímpico, em Lisboa. Érika Miranda também chamou a atenção, não só pelo pódio no Mundial de Baku, mas também por ter encerrado a carreira neste ano.

O ouro de Alana veio a 28 segundos do fim na decisão contra a uzbeque Vasila Aliboeva, em novembro. “Consegui mudar esta luta final. Já não tinha mais muitas forças, mas acreditei o tempo todo”, disse a judoca de 23 anos, prata no Rio 2016. Nascida no interior de São Paulo, foi considerada a melhor atleta feminina pelo segundo ano consecutivo do Prêmio Paralímpicos.

Além das adultas, destaques em 2018 na base do judô feminino. Beatriz Souza, por exemplo, foi vice-campeã Mundial Júnior. Além disso, venceu por ippon nada menos no que Idays Ortis, um dos maiores nomes da história do judô. Foi no torneio por equipes do mundial adulto (confira abaixo).

Ortiz já fez duas finais olímpicas e ganhou uma. Três finais mundiais e levou duas, mais três finais de Masters, ganhando uma. Além de ter outros quatro bronzes em mundiais. Um detalhe. Maria Suelen Altheman, um dos grandes nomes do judô feminino na categoria, perdeu todas as quinze lutas que fez com Ortiz.

Outro destaque em 2018 da base é Amanda Arraes, bronze no Mundial Júnior. Teve também outro bronze, mas de Duda Vaz, nas Olimpíadas da Juventude. Por fim, vale destacar outro pódio, bronze de Meg Emmerich no Mundial paralímpico adulto.

Bronze por um minuto

Erika Miranda é destaque em 2018 não apenas porque conseguiu outro pódio em Mundial, o quinto. Mas também por ter anunciado a aposentadoria logo após a conquista.

“A gente nunca está satisfeita, né?”, disse, após o resultado. “Só queria um minuto a mais de luta para fazer diferente”, completou, sobre a derrota para Shishime na semifinal. Por fim, pouco mais de um mês depois, se despediu dos tatames.

Érika fechou a carreira com mais um pódio em mundiais (Foto: Gabriela Sabau/IJF)

Mayra e Rafaela

No mesmo Mundial de Baku, no judô feminino, Mayra chegou para defender o título e tentar o tri. Rafaela trazia nas costas o back number dourado de campeã olímpica. Mas Rafa ficou na estreia, pois perdeu para a canadense Jessica Klimkait. E Mayra caiu na segunda luta.

Rafaela deu uma resposta no Mundial Militar, pouco depois. Venceu, derrotando na final Helene Receveaux, seu algoz em Baku. Além disso, foi a primeira vitória da brasileira sobre a francesa em cinco confrontos. Isso tudo no Rio, onde Rafaela ganhou o Mundial de 2013 e as Olimpíadas de 2016.

Mayra ainda começou o ano bem. Após dois pódios nos dois primeiros torneios, apareceu no topo do ranking em maio. No segundo semestre, só uma prata em Cancun. Portanto em seis torneios, quatro pódios no ano.

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Junto com Mayra, Maria Portela também liderou o ranking, porém após vencer em Ecaterimburgo. Foi o primeiro torneio que disputou no ano, e ela já vinha de outro ouro o Masters de 2017. Mas foi só em 2018.

Já Maria Suelen Altheman também fez quatro pódios em seis torneios, o último um bronze no Masters da China Mas teve de amargar mais três derrotas para Idalys Ortiz, sendo duas nas semifinais mais importantes do ano: Mundial e Masters. Já são quinze lutas e quinze vitórias da cubana.

Sarah Menezes fez dois pódios no começo do ano, mas em dezembro, precisou das seletivas para se manter na seleção brasileira de judô feminino. Ela e Ketleyn Quadros, outra com resultados modestos no ano. Ambas são medalhistas olímpicas, Sarah em 2012 e Ketleyn, em 2008, a primeira mulher brasileira a subir no pódio dos Jogos em um esporte individual.

Sarah durante as seletivas para a seleção, na Bahia (Foto: Tati Amaya/MCS)

Sem destaques em 2018

Por fim, o desempenho geral do Brasil no Mundial deste ano foi pior do que em 2017. Ano passado foram duas finais, ouro e prata, e mais dois pódios. Em 2018, só o bronze da Érika.

Se ampliar para o ano todo, a conclusão é a mesma, pois ano passado foram 109 contra 78. O número de medalhas de ouro caiu abaixo da metade, pois foram 18 contra 42. Na prata foi de 29 para 19 e, no bronze, de 38 para 41.

Em total de medalhas de ouro e prata foi o pior ano desde 2009, quando conseguimos 16 e 18 respectivamente. Na soma total, o mesmo cenário, com 63 em 2009. O melhor ano desde 2009 foi 2013, com 139 pódios (42-42-55).

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