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Seleção feminina de futebol

Tóquio 2020

Conheça as ‘calouras’ da seleção feminina na Olimpíada de 2020

Do grupo convocado pela técnica Pia Sundhage para a seleção feminina de futebol, nove atletas participarão de sua primeira edição de Jogos Olímpicos

Sam Robles/CBF

Conheça as ‘calouras’ da seleção feminina na Olimpíada de 2020

A técnica Pia Sundhage fala para quem quer ouvir: há uma grande geração de talentos surgindo no Brasil. Essa onda de novas atletas se reflete na lista convocada para a seleção feminina de futebol pela treinadora para a Olimpíada de Tóquio. Das 22 jogadoras chamadas, nove farão sua estreia em Jogos Olímpicos no Japão: Letícia Izidoro, Jucinara, Letícia Santos, Angelina, Júlia Bianchi, Maria Eduarda, Giovana, Geyse e Ludmila.

Mas o fato de estrearem na competição não significa que elas não tenham experiência. Pia tem total confiança em cada uma dessas nove jogadoras, que prometem ser peças chave na Olimpíada, principalmente pelo pouco tempo entre as partidas no Japão.

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Letícia Izidoro (goleira)
Sam Robles/CBF

Aos 26 anos, Letícia Izidoro é a caçula entre as goleiras da seleção feminina de futebol. Ao lado de Aline Reis e Bárbara, forma o trio que defenderá a meta da Seleção Feminina no Japão. Mas a idade não a deixa tão atrás no quesito experiência.

Letícia Izidoro veste a camisa da Seleção há muito tempo. Figurinha carimbada desde as categorias de base, ela fez parte do período de preparação para os Jogos de Londres 2012, e agora terá a sua oportunidade de estrear em um torneio global pela Seleção Feminina. No futebol de clubes, acumula conquistas, como o Brasileiro Feminino, o Campeonato Português, a Libertadores da América, o Mundial de Clubes, vestindo camisas pesadas como as de Corinthians, São José e Benfica. No último Brasileiro Feminino, ela foi eleita a melhor goleira da competição.

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Jucinara (lateral)
Sam Robles/CBF

Gaúcha de Porto Alegre, Jucinara é mais uma do grupo de atletas que nunca esteve em uma Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos. Aos 27 anos, a lateral-esquerda da Seleção Feminina joga no Levante UD, da Espanha, mas fez uma carreira vitoriosa no futebol brasileiro antes disso.

Descoberta por Duda Luizelli quando ainda era jovem, Juci, como é conhecida, conquistou o Brasileiro Feminino A-1 com o Centro Olímpico, em 2013, e a Copa do Brasil com o Corinthians, em 2016. No futebol espanhol, Jucinara também vestiu as camisas de Valencia e Atlético de Madrid, pelo qual foi campeã da Primera Iberdola, o campeonato espanhol, em 2018.

Letícia Santos (lateral)
Sam Robles/CBF

Poucos dias antes da viagem ao Japão, Letícia Santos descobriu que faria parte da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Convocada por Pia Sundhage para ser uma das quatro suplentes, a lateral foi surpreendida pela extensão de 18 para 22 convocadas na competição.

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Antes mesmo disso, ela já havia contrariado as expectativas, ao se recuperar a tempo de uma séria lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito. Em Tóquio, Letícia viverá mais uma vez o ambiente de estreia em uma grande competição pela Seleção Feminina. Há dois anos, na França, a lateral foi uma das caçulas convocadas por Vadão para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2019.

Duda (meia)
Sam Robles/CBF

Força física, criatividade e presença de área. Esses são alguns dos atributos que Maria Eduarda, a Duda, oferece à Seleção feminina de futebol. Com 26 anos recém completados, ela é um dos grandes destaques do São Paulo no Brasileiro Feminino A-1, do qual é vice artilheira, com nove gols.

Parte de uma geração recheada de talentos, como Andressinha, Letícia Santos, Julia Bianchi e Letícia Izidoro, Duda estava no futebol noruguês quando recebeu sua primeira oportunidade pela Seleção Brasileira, no fim de 2019. E o cartão de visitas foi o melhor possível. Logo em sua estreia, fez um dos gols do Brasil na vitória por 6 a 0 sobre o México, em jogo preparatório disputado na Neo Química Arena.

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Júlia Bianchi (meia)

Com várias passagens pelas categorias de base da Seleção feminina de futebol, Júlia Bianchi teve que ser paciente para receber sua primeira oportunidade no time principal. Aos 23 anos, a meia estreou com a Amarelinha no fim de 2020, em jogo preparatório contra o Equador. A estreia de Júlia foi coroada com um gol na vitória por 8 a 0, no Morumbi.

Sam Robles/CBF

A convocação veio depois de Julia Bianchi chamar a atenção de Pia Sundhage com a camisa do Avaí Kindermann. Em 2020, a meia foi um dos grandes destaques do campeonato e liderou o time na campanha que terminou com a derrota na final para o Corinthians. Atualmente, ela defende o Palmeiras, um dos melhores times do Brasileiro Feminino. Além da qualidade técnica, Júlia Bianchi ainda oferece versatilidade ao time, uma vez que já atuou como lateral, zagueira, volante e meia.

Angelina (meia)

“Última” convocada da Seleção Feminina, Angelina é, também, uma das jogadoras mais jovens de todo o grupo. Com apenas 21 anos de idade, a meio-campista do OL Reign, dos Estados Unidos, foi chamada pela primeira vez nos dois últimos jogos preparatórios antes da Olimpíada de Tóquio.

Sam Robles/CBF

Em pouco tempo, a meia mostrou seu valor para Pia Sundhage, que anotou seu nome com carinho. Meses depois, após a lesão de Adriana, Angelina foi a substituta escolhida pela sueca para fazer parte da Seleção Brasileira. Campeã do Brasileiro Feminino A-1 pelo Santos, em 2017, a meia também tem passagens vitoriosas pelas categorias de base da Seleção, incluindo um título do Sul-Americano Sub-20.

Giovana (atacante)

Ser uma atleta olímpica aos 18 anos de idade é um feito e tanto, do qual Giovana pode se orgulhar. Mais jovem do grupo convocado por Pia Sundhage, a atacante é uma espécie de xodó da Seleção Feminina. Muito talentosa, Giovana chegou a defender as seleções de Espanha e Estados Unidos nas categorias de base, mas optou por defender o seu país natal, o Brasil.

Sam Robles/CBF

Paulistana, a jovem fez sua estreia com a Seleção na cidade em que nasceu. Em novembro de 2020, o Brasil enfrentou o Equador no Estádio do Morumbi e Giovana pôde vestir a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez, aos 17 anos. Atualmente, a atacante defende o Barcelona, pelo qual foi campeã da Primera Iberdrola, o campeonato nacional, e da Liga dos Campeões da UEFA.

Ludmila (atacante)
Sam Robles/CBF

Chegou a vez de Ludmila na Seleção feminina de futebol. Uma das principais revelações do futebol brasileiro nos últimos anos, ela chega como uma grande aposta da técnica Pia Sundhage para o ataque. Com passagens pelas categorias de base, Ludmila foi convocada para a Seleção Brasileira pela primeira vez em 2017, pela técnica Emily Lima. Dois anos depois, esteve no grupo que Vadão convocou para a disputa da Copa do Mundo da França.

Atacante de muita velocidade, Ludmila chegou a praticar atletismo durante a adolescência, mas acabou optando por seguir no futebol. Atualmente, ela defende o Atlético de Madrid, clube pelo qual foi bicampeã espanhola, em 2018 e 2019, temporada na qual foi eleita uma das melhores atacantes da competição.

Geyse (atacante)

Apesar da pouca idade, Geyse já é uma jogador experiente. Aos 23 anos, a atacante viveu suas últimas cinco temporadas no futebol europeu, entre passagens pelo Benfica e pelo Madrid CFF, seu atual clube. Em 2019, ela fez parte do grupo convocado por Vadão para a disputa da Copa do Mundo da França, sua primeira na Seleção Principal.

Sam Robles/CBF

Nas categorias de base da Amarelinha, Geyse teve um grande desempenho. No Sul-Americano Sub-20 de 2018, por exemplo, foi a grande artilheira da Seleção, com 12 gols marcados em apenas sete partidas. Prestes a disputar sua primeira Olimpíada, Geyse fez seu primeiro gol pela Seleção Principal em fevereiro deste ano, na vitória por 4 a 1 sobre a Argentina.

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