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Tóquio 2020

Debinha e a missão de coroar e inspirar gerações do futebol feminino

Com a “arma” Pia Sundhage de técnica, Debinha mira alto nos Jogos Olímpicos e na consolidação do futuro da modalidade

Atacante Debinha é um dos destaques do Brasil nos Jogos Olímpico de Tóquio (Instagram/Debinhaa7)

Debinha e a missão de coroar e inspirar gerações do futebol feminino

“A nossa briga diária é para isso mesmo”, disse a confiante e determinada Debinha. A atacante da seleção brasileira de futebol feminino, que vive uma grande fase vestindo a amarelinha. Debinha quer uma grande campanha nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para reforçar o legado das atletas que já passaram pela seleção, celebrar o grupo atual e estimular o futuro.

“Hoje a gente vê que o futebol feminino está evoluindo. Fazer o nosso melhor hoje para a próxima geração. Mas nosso foco é ganhar o ouro, coroar a geração daqui e inspirar as próximas gerações”, completou Debinha. A jogadora tornou-se peça fundamental do esquema de Pia Sundhage, atual técnica da seleção, e esteve presente em todas as convocações até aqui.

E mais do que isso, ambas estão pensando muito mais além do que o desempenho em Tóquio. A atacante sabe de sua representatividade no atual momento, do passado da seleção feminino e da projeção imaginada por Pia nas próximas gerações. E todo esse projeto passa pelos pés de Debinha.

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Trunfo no banco

Pia Sundhage confia na atacante, que não esconde a admiração pela técnica. “A gente tem uma arma na mão, uma técnica muito experiente em olimpíada, mundial e tudo mais. Ela sabe como enfrentar grande equipes”, disse Debinha.

A seleção mudou muito seu estilo de jogo desde que a técnica sueca passou a comandar a seleção em 2019, logo após a Copa do Mundo, onde o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela anfitriã França. “A gente vê a equipe com uma organização técnica, mas o individual vai aparecer.”

Só que essa mudança de mentalidade com a bola nos pés não ocorre da noite para o dia. Pia está trabalhando muito além dos Jogos Olímpicos de Tóquio, de olho nas próximas gerações, mas já colhe alguns frutos do trabalho que está perto de completar dois anos.

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Debinha e Marta no treinamento da seleção brasileira de futebol feminino (Instagram/Debinhaa7)

“Todas compram a ideia do que a Pia trouxe para gente, todo mundo entendeu a forma de jogar dela. Está todo mundo na mesma página, vamos fazer uma boa campanha”.

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No auge

Mas futebol é momento, e Debinha está voando. Ela lidera a artilharia sob o comando da técnica sueca, com 12 gols, uma média de 0,75 tentos por partida. A atacante também é líder do ranking de tempo em campo sob o comando de Pia. Em 16 jogos, soma 1.195 minutos.

“Essa confiança que a Pia me dá, mais a preparação no Courage (time de Debinha nos Estados Unidos), hoje sou uma jogadora mais experiente e mais madura”, disse Debinha.

No esquema montado por Pia Sundhage, a atacante é fundamental para romper as defesas adversárias e abrir espaços para as demais jogadoras. “Vamos impor o nosso ritmo de jogo e claro, quero dar o meu melhor, usando a minha velocidade e força física”.

O futebol feminino do Brasil estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no dia 21 de julho de 2021, às 5h (horário de Brasília), diante da China.

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