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Elíptico na academia: como usar com postura e ritmo?

Pessoa usa elíptico na academia com postura ereta, pés apoiados e mãos nas barras móveis.

O elíptico costuma parecer um dos aparelhos mais simples da academia. Basta subir, apoiar os pés nas plataformas, segurar as barras e começar a movimentar pernas e braços. Mas justamente por parecer fácil, muita gente usa o equipamento no automático, deixando o corpo ir no embalo da máquina.

Quando isso acontece, o treino pode perder qualidade. O ritmo fica descontrolado, a postura cai, os braços viram apenas apoio e a resistência fica leve demais para gerar estímulo. O elíptico pode ser uma boa opção de cardio, mas precisa ser usado com intenção.

O aparelho simula um movimento parecido com caminhada, corrida e subida, mas com menos impacto porque os pés não saem das plataformas a cada passada. Além disso, quando usado com as barras móveis, ele também envolve braços, ombros, costas e core. A diferença está em como a pessoa organiza o corpo durante o exercício.

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Postura vem antes da velocidade

O primeiro passo no elíptico é ajustar a postura. O tronco deve ficar ereto, sem curvar as costas para alcançar o painel ou jogar o peso do corpo sobre as barras. As mãos podem segurar os apoios, mas não devem sustentar todo o treino.

Um erro comum é apoiar demais o corpo nos braços, como se as barras fossem muletas. Isso reduz o trabalho das pernas e muda a distribuição do esforço. O ideal é manter o peso principalmente sobre os pés, com o tronco firme e o olhar à frente.

Os ombros também merecem atenção. Quando sobem em direção às orelhas, o treino pode gerar tensão no pescoço. Melhor manter os ombros relaxados, os cotovelos levemente flexionados e o movimento dos braços acompanhando o ritmo das pernas.

Não deixe o aparelho conduzir tudo

No elíptico, o movimento é contínuo e circular. Isso ajuda quem busca um cardio mais fluido, mas também cria uma armadilha: depois de alguns minutos, a pessoa pode apenas acompanhar o embalo da máquina, sem controlar de fato a passada.

Para evitar isso, vale perceber se você está empurrando e puxando as plataformas com controle ou se apenas deixa o aparelho girar. O movimento deve ser ativo, com participação das pernas durante todo o ciclo.

A resistência ajuda nesse ponto. Se ela está leve demais, o corpo pode acelerar sem esforço real. Se está pesada demais, a pessoa pode balançar o tronco, encurtar o movimento ou puxar as barras com força excessiva. O melhor ajuste é aquele que permite manter ritmo constante, respiração controlada e postura estável.

Braços também participam

Muitos elípticos têm barras móveis para os braços. Elas não precisam ser usadas o tempo todo, mas podem aumentar a participação da parte superior do corpo. Quando a pessoa empurra e puxa as barras com controle, ombros, braços, costas e tronco entram mais no exercício.

O cuidado é não transformar o movimento em uma disputa de força com os braços. O trabalho deve ser coordenado: pernas empurram, braços acompanham, tronco estabiliza. Se os ombros ficam tensos ou se o corpo começa a balançar demais, vale reduzir a intensidade.

Também é possível usar as barras fixas por alguns momentos, especialmente para recuperar o ritmo ou ajustar a postura. Mas passar todo o treino pendurado nelas pode diminuir a qualidade do exercício.

Ritmo não é só velocidade

No painel do elíptico, a velocidade costuma chamar atenção. Mas ritmo não é apenas ir mais rápido. Um treino bem feito pode ser moderado, contínuo e controlado. Também pode alternar momentos mais fortes e mais leves, desde que a pessoa consiga manter a postura.

Para iniciantes, o melhor caminho é começar com alguns minutos em intensidade confortável, observando respiração, apoio dos pés e estabilidade do tronco. Depois, a resistência e a duração podem subir aos poucos.

Uma boa referência é conseguir conversar com alguma dificuldade em treinos moderados. Se não dá para falar nada, a intensidade pode estar alta demais. Se parece passeio sem esforço, talvez falte resistência ou ritmo.

Como usar melhor na rotina?

O elíptico pode entrar como aquecimento, treino cardiovascular principal ou complemento em dias de musculação. Também pode ser uma alternativa para variar a esteira, a bike e a caminhada, especialmente para quem prefere um movimento contínuo e com menor impacto.

Ainda assim, ele não precisa ser o único cardio da rotina. Variar aparelhos, intensidades e tipos de exercício ajuda a evitar monotonia e trabalha o corpo de formas diferentes.

Se houver dor, tontura, falta de ar fora do comum ou desconforto persistente, o treino deve ser interrompido e ajustado com orientação profissional. Para quem treina sem dor, o segredo do elíptico está no controle: postura firme, ritmo constante, resistência adequada e movimento ativo do começo ao fim.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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