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Leguminosas além do feijão: como variar com lentilha, ervilha e grão-de-bico



Feijão segue como base importante da alimentação brasileira, mas outras leguminosas podem ajudar a variar sabor, textura e preparo no dia a dia



mesa ou bancada com potes pequenos de feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico, ao lado de um prato simples com arroz, legumes e uma das leguminosas já preparada.

O feijão é um dos alimentos mais presentes no prato brasileiro. Ao lado do arroz, forma uma combinação tradicional, acessível e muito conhecida. Mas ele não é o único representante da família das leguminosas. Lentilha, ervilha, grão-de-bico, feijão-fradinho, feijão-branco e soja também podem entrar na rotina.

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Variar não significa abandonar o feijão. Pelo contrário: a ideia é ampliar o repertório sem complicar a alimentação. Em vez de pensar que toda refeição precisa ser diferente, dá para usar outras leguminosas em momentos específicos da semana, alternando preparo, textura e combinação.

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Isso ajuda a deixar a comida caseira menos repetitiva e pode facilitar a montagem de pratos simples, marmitas, sopas, saladas, pastas e acompanhamentos.

O que são leguminosas

Leguminosas são alimentos que vêm de plantas da família dos feijões, ervilhas, lentilhas, grão-de-bico e soja. Na prática da cozinha, elas aparecem em grãos secos, enlatados, cozidos, congelados ou transformados em preparações como pastas, bolinhos, caldos e ensopados.

Elas costumam ser lembradas pela presença de proteína vegetal, fibras, carboidratos, vitaminas e minerais. Mas, no dia a dia, talvez o maior valor esteja na versatilidade. Uma mesma lentilha pode virar sopa, salada morna, molho encorpado ou acompanhamento. O grão-de-bico pode ir para o prato, para o forno ou para uma pasta. A ervilha pode entrar em purês, caldos e arroz.

O segredo é parar de enxergar leguminosa apenas como “substituta do feijão”. Ela pode ser parte do prato de várias formas.

Lentilha: rápida e versátil

A lentilha é uma das leguminosas mais práticas. Em geral, cozinha mais rápido do que muitos tipos de feijão e não exige tanta antecedência. Pode aparecer no almoço, no jantar ou em preparações de uma panela só.

Uma forma simples de usar é cozinhar lentilha com alho, cebola, louro e legumes picados. Ela pode acompanhar arroz, virar base de uma sopa ou entrar em saladas mornas com tomate, cenoura, cheiro-verde e azeite.

Também funciona bem em pratos com temperos mais marcantes, como curry, cominho, páprica, cúrcuma e pimenta-do-reino. Para quem quer variar sem mudar muito, a lentilha pode ocupar o lugar do feijão em um ou dois dias da semana.

Grão-de-bico: do prato à pasta

O grão-de-bico tem textura mais firme e sabor suave. Por isso, combina com muitos preparos. Pode ser cozido e servido com arroz, legumes e proteína. Também pode virar salada fria, salada morna, ensopado ou pasta.

A pasta de grão-de-bico, conhecida como homus, é uma forma prática de incluir essa leguminosa em lanches e refeições. Pode acompanhar pão, tapioca, legumes crus, sanduíches e pratos rápidos.

Outra opção é assar o grão-de-bico com temperos. Ele fica mais firme e pode entrar como complemento crocante em saladas, bowls e pratos simples. Só vale cuidar para não exagerar no óleo e no sal, especialmente se a ideia for usar com frequência.

Ervilha: mais do que acompanhamento

A ervilha muitas vezes aparece só como detalhe no arroz ou na jardineira. Mas ela pode ser protagonista de algumas preparações. A ervilha seca, por exemplo, rende caldos, sopas e purês. A ervilha congelada pode entrar em omeletes, arroz, refogados, massas e cremes.

Uma boa estratégia é usar ervilha para dar corpo a receitas rápidas. Um creme de ervilha com cebola, alho e temperos pode ser jantar simples. No arroz, ela aumenta a variedade do prato. Em uma omelete, acrescenta cor e textura.

Para quem acha lentilha ou grão-de-bico mais difíceis de encaixar, a ervilha pode ser uma porta de entrada.

Como reduzir desconforto

Algumas pessoas sentem gases ou estufamento quando aumentam o consumo de leguminosas. Isso pode acontecer especialmente quando a alimentação habitual tem pouca fibra ou quando a porção aumenta de uma vez.

Uma forma de lidar melhor é começar com porções menores e aumentar aos poucos. Também ajuda deixar grãos secos de molho, descartar a água do remolho e cozinhar com água nova. Temperos como louro, cominho, gengibre e ervas podem deixar o preparo mais agradável, embora a tolerância varie de pessoa para pessoa.

Mastigar bem e não comer com pressa também faz diferença. Leguminosas não precisam entrar em grande quantidade logo no primeiro dia. A rotina se constrói com repetição.

Enlatadas e congeladas podem ajudar

Nem todo mundo tem tempo de cozinhar grãos secos durante a semana. Nesse caso, versões enlatadas ou congeladas podem ser úteis. O cuidado é olhar o rótulo, especialmente a quantidade de sódio e a lista de ingredientes.

Quando usar grão-de-bico, lentilha ou ervilha em conserva, uma medida simples é escorrer e lavar antes de consumir. Isso ajuda a reduzir parte do líquido da conserva e deixa o sabor mais suave.

Também dá para cozinhar uma quantidade maior e congelar em porções. Assim, a leguminosa fica pronta para entrar em sopas, saladas, arroz, recheios e acompanhamentos sem exigir preparo longo todos os dias.

Variedade sem complicar

A melhor forma de incluir leguminosas além do feijão é começar pequeno. Escolha uma opção por semana. Faça lentilha em um dia, grão-de-bico em outro, ervilha em uma sopa. Não precisa transformar toda a alimentação.

Um prato simples pode ter arroz, lentilha e legumes refogados. Outro pode ter grão-de-bico, ovo e salada. Um jantar pode ser creme de ervilha com torrada ou arroz com feijão-fradinho e vegetais. A lógica continua sendo comida de verdade, só com mais possibilidades.

Variar leguminosas não é trocar a base brasileira por uma alimentação complicada. É ampliar o cardápio usando alimentos simples, acessíveis e versáteis.

No fim, o feijão pode continuar no centro do prato. Lentilha, ervilha e grão-de-bico entram para somar, não para competir.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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