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Lanche pré-treino infantil: o que oferecer antes do esporte

Seu filho treina? Veja o que oferecer no lanche antes da atividade física

A criança sai da escola e vai direto para a natação, o futebol, a ginástica ou outra atividade esportiva. Entre uma coisa e outra, surge uma dúvida comum para os pais: o que oferecer de lanche antes do treino?

Não existe uma única combinação que funcione para todas as crianças. Idade, horário da última refeição, duração e intensidade da atividade, preferências alimentares e tolerância individual interferem nessa escolha. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), porém, orienta que a alimentação antes da atividade física priorize lanches leves e frutas.

Isso significa que o lanche pré-treino infantil não precisa envolver suplementos, produtos esportivos ou receitas complicadas. Na maioria das rotinas, alimentos comuns já oferecem diferentes possibilidades.


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Quanto mais perto do treino, mais simples pode ser o lanche

Uma refeição muito volumosa imediatamente antes da atividade pode provocar desconforto durante corridas, saltos e outros movimentos. Diretrizes brasileiras de nutrição esportiva destacam que o tamanho e a composição da refeição interferem no tempo necessário para digestão e que preparações mais leves tendem a ser melhor toleradas quando o exercício está próximo.

Na prática, vale observar quanto tempo existe entre a alimentação e o início do treino.

Se a criança almoçou há pouco tempo e começará a atividade em seguida, talvez nem seja necessário encaixar outra refeição completa. Se passou várias horas na escola e o treino será no fim da tarde, um lanche pode funcionar como ponte até a próxima refeição.

A própria SBP recomenda lanches leves e frutas antes da atividade física e, em orientações para exercícios realizados no calor, sugere evitar alimentos muito gordurosos antes do esforço.

O que pode entrar no lanche?

O Manual de Lanches Saudáveis da Sociedade Brasileira de Pediatria reúne diferentes combinações para crianças em idade escolar. Entre os alimentos citados aparecem frutas, leite, iogurte natural, pão, aveia e ovo, mostrando que o lanche pode ser montado com itens comuns da alimentação familiar.

Algumas possibilidades práticas são:

  • banana ou outra fruta que a criança já esteja acostumada a comer;
  • pão com uma combinação simples;
  • iogurte natural com fruta;
  • leite acompanhado de fruta ou pão;
  • pão com ovo, quando houver tempo suficiente para digestão;
  • fruta com aveia, dependendo da tolerância individual.

Esses são exemplos, e não um cardápio obrigatório. A quantidade também muda conforme idade, apetite e restante da alimentação do dia.

O Ministério da Saúde recomenda que alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação e orienta reduzir a presença de ultraprocessados na rotina de crianças e adolescentes.

É preciso comprar barrinha ou bebida esportiva?

Para uma criança que participa de uma aula ou treino comum, não há motivo para partir automaticamente para produtos comercializados como esportivos.

A alimentação cotidiana pode fornecer o lanche necessário. Produtos como salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados e outras opções ultraprocessadas também não ganham vantagem simplesmente por serem fáceis de transportar. A SBP destaca a importância de reduzir a presença de ultraprocessados ricos em açúcar, sódio e gorduras na alimentação infantil.

Bebidas esportivas também não são sinônimo de hidratação obrigatória. Em orientação sobre atividade física no calor, a SBP afirma que água é suficiente na maioria das situações, enquanto bebidas com eletrólitos são consideradas principalmente em treinamentos ou competições prolongados, acima de aproximadamente uma hora e meia, ou em sessões repetidas.

Não esqueça da água

O lanche costuma receber mais atenção, mas chegar ao treino adequadamente hidratado também importa.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que líquidos estejam disponíveis antes, durante e depois das atividades físicas. A necessidade varia conforme idade, duração do exercício, temperatura e intensidade.

Em dias quentes, esse cuidado ganha ainda mais importância. Crianças podem apresentar particularidades na regulação da temperatura corporal e precisam ter acesso fácil à água durante a prática esportiva.

Observe como a criança reage

Não adianta encontrar um lanche considerado adequado no papel se a criança sente o estômago pesado, não gosta daquele alimento ou começa o treino sem vontade de comer.

Uma estratégia simples é testar combinações em dias comuns de treino e observar fome, conforto e aceitação. O lanche também deve fazer parte da alimentação habitual, evitando experiências alimentares novas imediatamente antes de uma competição ou atividade mais exigente.

Crianças que treinam com grande frequência, participam de competições de alto rendimento ou possuem alguma condição clínica podem ter necessidades diferentes. Nesses casos, a orientação de pediatra e nutricionista permite ajustar a alimentação de forma individualizada.

Para a maioria das famílias, porém, o ponto de partida pode ser muito mais simples: verificar quanto tempo falta para o treino, oferecer um lanche que a criança já conhece, evitar exageros e não esquecer da água.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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