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Tóquio 2020

Música de Emicida motivou Aline Silva a se garantir em Tóquio

A lutadora teve que superar um ciclo ‘desafiador’ e tem como objetivo conquistar uma medalha olímpica

Aline Silva Wrestling Tóquio Medalha Olímpica
Mesmo classificada para Tóquio, Aline Silva admitiu que tem medo de os Jogos serem cancelados (UWW/Divulgação)

A lutadora Aline Silva conquistou sua vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio na Seletiva Pan-Americana de wrestling em março. Para se garantir na Olimpíada a atleta precisou superar um ciclo desafiador, passando por cima de lesões, e se inspirou no trecho de uma música do cantor Emicida para se motivar e lutar confiante. Agora, com o passaporte em mãos, Aline Silva quer uma medalha olímpica.

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“Para mim, o adiamento foi terrível. Classifiquei no dia 15 de março e no dia 17 já cheguei ao Brasil confinada. No primeiro momento fiquei preocupada se a vaga realmente estaria garantida. A falta de pronunciamento me deixou com medo de voltarem atrás nas classificações. Foi difícil para todo mundo, mas não tinha o que fazer. Foi melhor adiar do que cancelar”, relatou Aline Silva, em live veiculada no instagram do Olimpíada Todo Dia.

Apesar da classificação para Tóquio, a lutadora está temerosa que a competição não aconteça. “Estou classificada para os Jogos, mas não sei quando vou começar a me preparar. Fico com medo de um cancelamento. Não acho que estamos imunes a isso. Não acho que isso seja impossível. Quero muito minha medalha olímpica, mas não sei quando. Isso está sendo a maior prova de resiliência da minha vida”, completou a lutadora.

Superação ao competir machucada

Aline Silva Wrestling Tóquio Medalha Olímpica
Aline Silva superou lesões e ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 (Caio Baptista/CBW)

Vice-campeã mundial em 2014, Aline Silva passou por problemas com lesões no ciclo para os Jogos de Tóquio. Ela, inclusive, precisou lutar machucada no Sul-Americano de 2018, no qual foi campeã e garantiu vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019. Entre um torneio e o outro, a atleta passou por cirurgia e voltou para ganhar a medalha de prata no Pan.

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“Esse ciclo para mim foi bem desafiador. Em 2017, voltando de um campeonato nos Estados Unidos, tive uma trombose na perna esquerda. Tive que tratar com um remédio que aumenta o risco de hemorragia e, por isso, não podia lutar e me mantive apenas com a preparação física”, contou.

“Quando voltei a competir, no Pan-Americano de 2018, machuquei o joelho na minha primeira luta. Fiz exames e tinha que passar por cirurgia, mas antes lutei o Sul-Americano e classifiquei para os Jogos Pan-Americanos de Lima. Voltei a competir em junho de 2019 e deu tudo certo no Pan, já que fiquei em segundo e ganhei a medalha de prata”, acrescentou Aline Silva.

‘Perder não é opção’

Aline Silva Wrestling Tóquio Medalha Olímpica
Aline Silva se inspirou escutando a música AmarElo, do cantor Emicida (Washington Alves/COB)

A medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 lhe garantiu o direito de competir na seletiva continental. Antes da torneio, Aline Silva estava insegura por causa dos problemas físicos que havia enfrentado e se inspirou escutando a música AmarElo, do cantor Emicida. O trecho “perder não é opção” motivou a atleta a se classificar para Tóquio.   

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“Sofrei com algumas pequenas lesões antes da classificatória. Estou com 33 anos, por isso, meu treino tem um ritmo diferente. Treinei com todo cuidado e atenção. No início tive essa dificuldade de entender a mudança do meu treinamento. Mas hoje estou madura e experiente e sei que preciso preservar meu corpo para prosseguir por mais tempo”, disse.

“Passei por oscilações, com momentos de insegurança e outros de tranquilidade. Até um dia antes da competição estava bastante insegura para lutar. Porém, na hora de lutar lembrei da música do Emicida que diz: ‘perder não é uma opção’. É a minha música do momento. Fiquei confiante no dia e deu tudo certo”, concluiu a atleta olímpica Aline Silva.

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Aline Silva iniciou sua trajetória no esporte praticando judô e só depois mudou para o wrestling, sendo levada pelo técnico Joanílson Rodrigues. Destaque na luta olímpica, a esportista se tornou a primeira brasileira na história a alcançar a posição de número 4 do mundo no ranking da UWW (Federação Mundial de Wrestling).

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