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Tóquio 2020

Em 12.º, Brasil faz em Tóquio a melhor participação olímpica da história

Brasil supera em uma posição a classificação na Rio-2016 no quadro de medalhas e faz de Tóquio a melhor participação da história do país em Jogos Olímpicos

Melhor participação brasileira na história Jogos Olímpicos Tóquio 2020
(Rafael Bello/COB)

O Brasil bateu o recorde de pódios de todos os tempos, igualou o número de ouros da Rio-2016 e fechou em Tóquio sua melhor participação em Jogos Olímpicos. Com sete ouros, seis pratas e oito bronzes, o país terminou a Olimpíada na 12.ª posição no quadro de medalhas, uma acima da conseguida em 2016.

O resultado mostra um crescimento do esporte olímpico brasileiro, que, nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, também conseguiu seu melhor desempenho ao ficar em segundo lugar no quadro de medalhas. Curiosamente, tanto a competição no Peru quanto os Jogos de Tóquio tiveram cobertura in loco do Olimpíada Todo Dia, que nasceu em setembro de 2016 e continua mostrando que não só veio para ficar como veio também para ser pé-quente.

Havia a expectativa do recorde de medalhas de ouro do Brasil ser quebrado. Na véspera, com as conquistas do futebol masculino, de Hebert Conceição, no boxe, e Isaquias Queiroz, no futebol, dia mais vitorioso da história do país em todos os tempos, o número de títulos olímpicos da Rio-2016 foi igualado. No último dia dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Brasil disputou duas finais, mas tanto Beatriz Ferreira, no boxe, quanto a seleção de vôlei feminino foram derrotadas e ficaram com a medalha de prata. Se tivessem vencido, a colocação final subiria apenas uma posição e o país teria terminado em 11.º.

+Confira o quadro de medalhas completo dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Das 21 medalhas do Brasil, nove foram conquistadas por mulheres, outra marca histórica para a delegação brasileira. Além disso, Rebeca Andrade é a única atleta do país que conquistou mais de um pódio (prata no individual geral da ginástica artística e ouro no salto) na competição, tanto que foi homenageada sendo escolhida para ser a porta-bandeira na cerimônia de encerramento. Dos esportes, skate e boxe foram os mais premiados com três medalhas cada.

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Outro motivo para comemorar é que o Brasil faturou medalhas em 13 modalidades diferentes, uma a mais do que na Rio-2016: atletismo, boxe, canoagem velocidade, futebol, ginástica Artística, judô,  maratona Aquática, natação, skate, surfe, tênis, vela e vôlei. Esse resultado deixa o Brasil em sexto lugar entre os países que mais medalharam em modalidades diferentes.

Feitos históricos:

Três medalhas de ouro no mesmo dia, canoagem, boxe, futebol em 7/8/2021

Rebeca Andradade, primeira mulher com duas medalhas olímpicas na mesma edição

Martine Grael e Kahena Kunze (vela), bicampeãs olímpicas (consecutivo)

Futebol masculino, bicampeão olímpico

Isaquias Queiroz (canoagem), quatro medalhas olímpicas

Formiga (futebol), Robert Scheidt (vela), Rodrigo Pessoa (hipismo) e Jaqueline Mourão (ciclismo MTB), recorde de participações olímpicas (7)

Mais jovem medalhista olímpica do Brasil, Rayssa Leal (skate street), 13 anos

Mais velha medalhista olímpica do Brasil, Carol Gattaz (voleibol), 40 anosMedalhista em três edições seguidas: Mayra Aguiar (judô)

Confira as medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

Ouro

Ítalo Ferreira – Surfe
Rebeca Andrade – Ginástica Artística
Martine Grael e Kahena Kunze – Vela
Ana Marcela Cunha – Maratona Aquática
Isaquias Queiroz – Canoagem velocidade
Hebert Conceição – Boxe
Futebol masculino

Prata

Kelvin Hoefler – Skate Street
Rayssa Leal – Skate Street
Rebeca Andrade – Ginástica Artística
Pedro Barros – Skate Park
Beatriz Ferreira – Boxe
Vôlei feminino

Bronze

Fernando Scheffer – Natação
Bruno Fratus – Natação
Laura Pigossi e Luisa Stefani – Tênis
Thiago Braz – Atletismo
Alison dos Santos – Atletismo
Abner Teixeira – Boxe
Mayra Aguiar – Judô
Daniel Cargnin – Judô

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