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Kelvin Hoefler skate medalha de prata Jogos Olímpicos de Tóquio

Tóquio 2020

Medalhista do skate já teve que morar numa cozinha alugada

Disposto a se desenvolver no esporte, Kelvin Hoefler foi morar nos Estados Unidos, mas, como tinha pouco dinheiro, alugou uma cozinha para viver

Jonne Roriz/COB

Medalhista do skate já teve que morar numa cozinha alugada

Nascido no Guarujá, litoral de São Paulo, Kelvin Hoefler começou a andar de skate com nove anos. Aos 28, vive o maior momento da carreira depois de conquistar a prata do street nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com a medalha do peito, passa um filme pela cabeça. Os momentos de dificuldade e de superação são lembrados, inclusive quando teve que alugar uma cozinha para morar em Los Angeles quando foi tentar a sorte nos Estados Unidos para se desenvolver no esporte.

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“Vim de uma cidade pequena, que não tinha a prática do esporte. Meu pai me levando pras pistas de skate no fim de semana… foi uma garra, sabe?”, conta Kelvin Hoefler, que para subir de nível no skate quis se mudar para Los Angeles para poder conhecer pistas melhores e mais desafiadoras do que as que ele estava acostumado. Mas faltava grana. Então, alugar uma cozinha foi o jeito que ele deu. Tudo isso aconteceu em 2014, quando ele tinha 21 anos.

O curioso é que a dona da cozinha era Ana Paula Negrão, hoje esposa de Kelvin Hoefler. “Eu aluguei a cozinha dela, aí depois ela foi para Roma e eu fiquei nos Estados Unidos e, depois, aconteceu…”, se diverte. “Ela é minha fotógrafa há muitos anos também”, releva o skatista, mas a parceria é muito maior, tanto que ele conversou com ela por telefone várias vezes ao longo a disputa deste domingo.

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“Durante a competição, falei com ela o tempo todo porque ela é minha técnica, é meu braço, direto, esquerdo, perna… tudo! Ela que me ajuda sempre. Ela que me fala: ‘Kelvin, você é o melhor’. Ela é o empurrãozinho a mais. Eu acredito que sem ela eu não teria acertado”, acredita. “Estava muito vento e eu caí duas vezes. Tanto ela quando a Pâmela (Rosa, skatista) falaram: ‘tranca, manda outra manobra, passa a vela em outro lugar’. As duas me falaram isso. As duas são foda (risos)”.

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Logo depois de conquistar a medalha de prata, Kelvin Hoefler conta que a primeira coisa que fez foi ligar para a Ana Paula. Quase não deu para conversar: “Choramos juntos”. Agora, com o primeiro pódio na estreia do esporte nos Jogos Olímpicos, o skatista sabe que vai ficar mais conhecido e que vai ser mais procurado pelas pessoas. Ainda assustado com a quantidade de entrevistas depois da medalha, ele garante: “Eu vou continuar sendo eu mesmo. Vou andar de skate amanhã, depois de amanhã. O skate é o mesmo. Pegar o skate, descer uma ladeira, sentir o vento. O skate é uma grande família! Queremos ver o show! Difícil descrever! Muitos anos de luta! Isso representa o skate brasileiro. Nossa garra, persistência! Isso não é só meu. É só o começo!”.

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