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Tóquio 2020

Ane Marcelle acredita em medalha na dupla mista com Marcus D’Almeida

Após participação histórica na Rio-2016, Ane Marcelle aposta que dupla com Marcus D’Almeida pode alcançar o pódio em Tóquio

Divulgação/COB

Ane Marcelle acredita em medalha na dupla mista com Marcus D’Almeida

Imagine ser dona do melhor resultado de seu país em uma edição de Jogos Olímpicos na história da sua modalidade. Assim é a vida de Ane Marcelle. Aos 27 anos, a atleta do tiro com arco se garantiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio através do Pan-Americano da modalidade e quer chegar ao pódio na segunda Olimpíada da carreira. “Podemos levar o Brasil ao pódio na dupla mista, essa é a meta”. 

Na primeira participação olímpica da sua vida, o maior feito do tiro com arco brasileiro. Na Rio 2016, Ane Marcelle foi eliminada nas oitavas de final e superou o desempenho de Renato Emilio, em 1980, em Moscou, quando foi 24º colocado. Mesmo com esse histórico, a brasileira assume que o objetivo é outro no Japão. 

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World archery

“Acredito que a gente consegue colocar o Brasil no pódio nas duplas mistas, que estreiam em Tóquio. Temos uma boa dupla, que consegue resultados nas competições e podemos conseguir a medalha”. 

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Nas competições, Ane Marcelle tem disputado a chave de duplas mistas com Marcus D’Almeida. Atualmente, os dois arqueiros são os únicos atletas garantidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio no tiro com arco brasileiro. 

A chegada de Jorge mudou tudo 

Quem vê o resultado de Ane Marcelle na Rio 2016, sua vaga em Tóquio e o sonho com o pódio pode achar que o ciclo para o Japão foi repleto de bons momentos, mas não foi. Segundo a própria arqueira, durante os cinco anos entre uma olimpíada e outra, houve um momento em que nem ela acreditava na vaga e se isso mudou é por causa de uma pessoa: Jorge Luiz Carrasco. o técnico de Marcelle. 

“A primeira parte do ciclo foi bem ruim. Estava sem técnico e meu rendimento foi caindo. Sem resultados a motivação caiu também e eu comecei a treinar menos, até que em 2019 o Jorge chegou. Ele me colocou para treinar mais. Hoje treino seis dias por semana e mais horas por dia, desse jeito eu voltei a render mais e ter resultado”. 

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Ane Marcelle e Marcus D’Almeida na disputa da dupla mista (World Archery)

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Com os treinamentos comandados por Jorge Luiz, Ane Marcelle chegou ao nível de pontuação de 660, que tinha como meta pessoal. Com isso, a brasileira passou a conseguiu passar pela fase classificatória das competições com um melhor resultado e, com isso, tem confrontos eliminatórios contra adversários mais fracos. Além disso, segundo a arqueira, o treinador é responsável direto pela vaga. 

“Ele me fez acreditar que era possível a vaga mais uma vez. Ele me colocou dentro da meta que eu queria, que era o 660. O Jorge é muito parte dessa vaga para Tóquio 2020”. 

Mais perto do seu alvo 

A Olimpíada de 2016 foi um marco para Ane Marcelle e para o tiro com arco do Brasil. As oitavas de final feminina fizeram a brasileira aprender o que era uma edição dos Jogos Olímpicos e o gostinho de “quero mais” ficou na flecha. Apesar do começo do ciclo olímpico para Tóquio ter sido bem instável, a arqueira brasileira não deixou de imaginar e querer mais.

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Em Tóquio, o tiro com arco terá a estreia da disputa de duplas mistas e com isso o sonho do pódio ficou mais perto do seu alvo, segundo a própria atleta. Entretanto, Ane Marcelle não esconde que sabe o que ainda precisa fazer para alcançar o objetivo. “As duplas mistas é um caminho, temos boas chances de ir mais longe e chegar ao pódio. Estou mais experiente e isso ajuda, mas preciso ter mais força, mais calma em alguns momentos, confiar mais em mim”, finaliza.

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