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4 de Julho: atletas brasileiros que vivem o ‘American Dream’

No Dia da Independência dos EUA, listamos 13 atletas brasileiros que vivem e treinam duro na terra do Tio Sam

Mapa dos Estados Unidos com os nomes de atletas brasileiros que por lá treinam; cada nome está próximo aos locais onde moram (montagem/OTD)

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da declaração de Independência dos Estados Unidos, maior potência mundial e casa de mais de 370 mil brasileiros que foram para as terras do Tio Sam em busca de melhores condições de vida. Na data de hoje, relembramos 13 atletas que deixaram o Brasil para treinar e viver suas vidas independências pessoais no país que é a maior potência mundial.

Tem campeão olímpico, medalhista mundial, esperanças de pódio em Tóquio e em Paris vivendo no estado do Mickey, da Cinderela, da primeira constituição, do bourbon, do algodão, dos 10 mil lagos, do cinema e muito mais. Contamos um pouco sobre cada atleta e também sobre os locais onde vivem.

Garotas lá na Califórnia…

Duas brasileiras seguiram os conselhos de Lulu Santos na música “De repente, Califórnia” e se mudaram para o estado do Oeste dos Estados Unidos. Não para curtir a vida sobre as ondas e ser artista de cinema, como diz a canção, mas para fazer muitas cestas e manobras radicais sobre quatro rodinhas.

Stephanie Soares é um dos principais nomes do time de basquete da Master’s University, localizada na cidade de Santa Clarita, próxima a Los Angeles. Em março, a pivô brasileira venceu o prêmio de melhor jogadora da temporada 2019/2020 da NAIA, uma das divisões do basquete feminino universitário norte-americano.

Stephanie foi líder em cinco categorias do campeonato: total de rebotes por jogo (13,65), total de bloqueios (151), bloqueios por jogo (4,87), rebotes defensivos por jogo (10,52) e rebotes totais (423). Além disso, conseguiu estabelecer novos recordes na carreira em única partida, com 35 pontos, 22 rebotes, 12 bloqueios e seis roubadas de bolas. A campeã Pan-Americana em Lima tem tudo para se desenvolver mais no país do basquete e se tornar referência na seleção brasileira no futuro.

L.A. tícia”: chance real de pódio em Tóquio

Há cerca de 50 km de Stephanie, em Los Angeles (LA), está uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Paulistana de 28 anos, Letícia Bufoni é referência na modalidade street e ídola absoluta na capital do cinema americano e também do skate.

É veterana nos Estados Unidos. Começou com o skate aos 9 anos e aos 13 mudou-se para a “Califa”, sem sequer saber falar inglês. Na terra de Tony Hawk, um dos principais nomes da história da modalidade, desenvolveu suas habilidades.

Desde 2015, subiu no pódio todas as vezes que disputou o Mundial de Street, conquistando uma medalha de ouro e três de prata. Não participou em 2019 por conta de uma lesão. Na ocasião, o ouro e a prata ficaram com Pamela Rosa e Rayssa Leal. A possibilidade de um pódio triplo em Tóquio existe e Letícia tem totais condições de estar no lugar mais alto dele.

Campeão olímpico na terra da ESPN

Bem distante da California, está localizado o estado de Connecticut, famoso por ter ser sido o local onde a primeira constituição da história dos Estados Unidos foi escrita em 1638/1639. É também o local em que fica a sede da ESPN americana. Por lá, reside um campeão olímpico brasileiro e detentor de outras duas medalhas olímpicas.

Rodrigo Pessoa tem em seu currículo seis participações olímpicas, uma medalha de ouro (Atenas-2004), duas de bronze (Atlanta-1996 e Sydney-2000) e foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura em Londres-2012.

Atual residente da cidade de Wilton, cidade próxima a ilha de Manhattan, Rodrigo não participou da Rio-2016 por decisão pessoal e se dedicou ao trabalho como técnico da seleção da Irlanda nos últimos anos. Como não renovou o contrato, o cavaleiro pode buscar a sétima participação em Jogos Olímpicos, algo que seria histórico para o país.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos Estados Unidos. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano
Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/rodrigopessoa29)

Veterano na América

Indo ao extremo sul do país, encontra-se um dos maiores velocistas da piscinas brasileiras e mundiais, e uma das maiores esperanças – se não a maior – da natação brasileira para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

O o carioca de Macaé Bruno Fratus é veterano na terra do Tio Sam e tem uma queda pelo sul do país. Em 2012, Fratus mudou-se para o estado do Alabama para treinar na Universidade de Auburn com o técnico Brett Hawke, um dos melhores treinadores da história e que também treinou o campeão olímpico Cesar Cielo. Foi no “Estado do Algodão” que o carioca começou a se transformar no grande velocista que é hoje.

Após os Jogos do Rio-2016, o quatro vezes medalhista mundial trocou o estado do algodão por um mais ensolarado – e se tudo der certo, dourado. Atualmente, Bruno vive em Coral Springs, próximo da região de Miami, na Flórida, com sua esposa e treinadora Michelle Lenhardt. Mas se engana quem pensa que dois fiquem por lá frequentando os famosos outlets da região. O casal está 100% focado na busca pela tão merecida medalha olímpica que lhe falta.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos Estados Unidos. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano
Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/brunofratus)

Jovens buscando sua Independência

Bruno Fratus não é o único nadador brasileiro que vive e treina no país que é referência mundial nas piscinas. Jovens da nova geração brasileira que se inspiram no medalhista mundial e que tem tudo para brilhar no futuro também estão nos Estados Unidos, estudando nas principais universidades do país e competindo com os grandes nomes da sempre forte natação americana.

Foi, voltou, foi de novo, mas teve que voltar outra vez

Iago Moussalem é um deles. O nadador de 21 anos teve sua primeira experiência em solo americano – ou melhor, em águas americanas – em 2017, quando frequentou a Universidade Miami-Ohio. Após um período no Brasil, o atleta do Clube Pinheiros regressou aos EUA, dessa vez para estudar e defender as cores da Universidade de Indiana. No final do ano passado, o nadador decidiu voltar a treinar nos Estados Unidos e chegou a viajar para o país em janeiro, mas foi obrigado a retornar ao Brasil por conta da pandemia.

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Looking at some B1G things coming! 🙏🏻 #VamoQVamo

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A panela promissora do Kentucky

Maria Eduarda Sumida é uma outra jovem nadadora que está desenvolvendo suas habilidades em águas americanas. Em 2019, a atleta do Corinthians foi a única representante brasileira a disputar a Divisão 1 do torneio norte-americano universitário (NCAA). Defendendo a Universidade de Louisville, no Kentucky, a atleta de 20 anos quebrou um recorde brasileiro júnior que pertencia a Joanna Maranhão.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos Estados Unidos. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (Divulgação CBDA)
Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (Divulgação CBDA)

Instruída por Arthur Albiero, o único treinador brasileiro que comanda uma equipe da Divisão I do NCAA, Maria Eduarda receberá companhia de três nadadores brasileiros na temporada 2021/22. Fernanda Celidônio, Gustavo Saldo, e Murilo Sartori, estarão no estado americano conhecido pela fabricação do whisky americano conhecido como bourbon. Alguns deles, porém, não possuem os 21 anos necessários para o consumo de álcool nos EUA, e não poderão apreciar a especialidade da casa, entretanto.

+ Para Cielo, Murilo Sartori é o principal beneficiado com adiamento de Tóquio

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I am excited to announce I plan to continue my academic and athletic career at the University of Louisville in the fall of 2021. I want to thank my club coach, family, and friends who have supported me so far. My journey continues with the ultimate goal of earning a spot for Tokyo 2021! GO CARDS! 🔴 . . Estou muito animado em anunciar meus planos de fazer parte do time da Universidade de Louisville em 2021. Acredito que a mudança trará novos desafios e será muito positiva para minha carreira no esporte e acadêmica. . Continuo seguindo meu programa com meu treinador Fabio Cremonez na Natação Americana com foco total em realizar o sonho de conquistar a vaga para as Olimpíadas de Tóquio 2021. #GoCards

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Em 2019, Celidônio, Saldo e Sartori integraram a Seleção Brasileira que participou do Campeonato Mundial Júnior em Budapeste, na Hungria. Sartori foi bronze nos 200 metros nado livre, Celidônio chegou a semifinal nos 50 metros costas e Saldo terminou em 11º lugar nos 200 borboleta. O trio tem tudo para desenvolver ainda mais nos Estados Unidos e chegar forte em Paris-2024 ou até mesmo em Tóquio

A Rainha do Castelo da Cinderela

A cidade de Orlando, na Flórida, é conhecida pelos parques da Disney. Um deles é o Magic Kingdom, que possui o famoso Castelo da Cinderela. Entretanto, em 2017, a famosa princesa do sapatinho de cristal foi destronada de sua moradia para ceder lugar à rainha do futebol Marta.

Desde 2017, a duas vezes medalhista olímpica, seis vezes eleita a melhor do planeta e maior artilheira das Copas do Mundo FIFA com 17 gols, é jogadora do Orlando Pride e ajudou a popularizar ainda mais o futebol na cidade de pouca tradição esportiva. É por lá que a rainha se prepara para buscar terceira medalha olímpica.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/orlpride)
Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/orlpride)

Artilheira na terra da ‘Marta do Basquete

Companheira de Marta na liga americana de futebol feminino (NWSL), Debinha vive a 900 km ao norte de Orlando, na cidade de Ralleigh, localizada no estado da Carolina do Norte, famoso local onde nasceu Michael Jordan, lenda do basquete e considerado por muitos como o melhor jogador de basquete de todos os tempos.

E em sua cidade, a brasileira é tão popular quanto o jogador seis vezes campeão da NBA. Em 2017, a jogadora recebeu uma proposta para defender o North Carolina Courage, estreante na NWSL à época. Em seu primeiro jogo, Debinha entrou para a história da equipe ao ser titular com a camisa 10 e de quebra, marcar o primeiro gol da história da equipe diante de sua
torcida. Em 2018, sagrou-se campeã da liga, sendo um dos destaques da equipe. Repetiu a dose no ano seguinte, com direito a título de melhor jogadora da decisão (MVP).

Atualmente, Debinha é um dos destaques do Courage no retorno da NWSL após a pandemia. O entrosamento com as companheiras de equipe americana só a ajudam na busca pela vaga para disputar os Jogos de Tóquio.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/debinhaa7)

Dona dos 10 mil lagos

Os protestos mundiais contra o covarde assassinato do americano George Floyd começaram no estado de Minnesota, onde atua uma das melhores atletas do basquete brasileiro, a ala-pivô Damiris. Apesar do desserviço prestado a imagem do estado pelo policial racista, Minnesota é conhecido pelas suas belezas naturais, tendo ao todo mais de 10 mil lagos ao longo de seu território.

Damiris joga pelo Minnesota Lynx, time de Minneapolis, cidade mais populosa do estado. A ala-pivô foi draftada em 2014/15, mas no começo enfrentou dificuldades para se adaptar ao estilo de do time da WNBA, principal liga do mundo. No ano seguinte, Damiris, de 27 anos, mudou para o Atlanta Dream. Em 2019, após ir e voltar ao Brasil duas vezes, acabou se consolidando nos Estados Unidos com a camisa do Lynx.

Treinando em casa no Brasil por conta da pandemia, a atleta aguarda para retornar aos Estados Unidos. É esperança para os Jogos de Paris-2024, já que o Brasil não conseguiu a vaga para Tóquio, e se diz confiante em uma medalha na França.

Damiris Basquete WNBA Estados Unidos
Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (Facebook/minnesotalynx)

Brasileiro no time da Independência dos EUA

Por último, mas não menos importante nessa lista de atletas brasileiros vivendo o sonho americano, está o brasileiro que veste a camisa do Philadelphia 76ers, time cujo nome é uma referência direta ao 4 de julho. 76ers faz menção aos dígitos finais do ano 1776, em que foi assinada a Declaração de Independência dos EUA, na cidade da Filadélfia. Raulzinho chegou à Pensilvânia em 2019 e é bastante querido pelos companheiros, além de sempre vir do banco com boas atuações.

Nesse 4 de julho, celebra-se o 244º aniversário da Independência dos EUA. O OTD lista alguns atletas brasileiros que vivem o sonho americano (instagram/raulneto)

O armador entretanto, se consolidou por outra equipe na NBA, o Utah Jazz. Sua transferência para a Filadélfia, aliás, ocorreu há exatamente um ano. Na ocasião, Raulzinho fez questão de se despedir dos torcedores da equipe que defendeu por quatro anos

Eu era apenas um garoto de 23 anos quando assinei com o Jazz e nunca imaginei que teria tantas memórias com esse time. Sou grato pelo meu tempo aqui e gostaria de agradecer todos meus companheiros de equipe e técnicos ao longo desses quatro anos por ter me feito um jogador melhor. Obrigado aos torcedores e a todos que me apoiaram nos bons e maus momentos. Estou empolgado com o novo capítulo da minha vida. OBRIGADO UTAH.

Fogos e hot dogs

Muitos outros atletas brasileiros além desses que listamos vivem nos Estados Unidos e celebram o o Dia da Independência na data de hoje. Hoje, a dieta regrada dá um espaço aos hot dogs e hambúrgueres tradicionais da terra do Tio Sam. Esperamos que todos curtam os fogos de artifício à noite.

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