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Milão Cortina-2026

 

Snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno – Milão-Cortina 2026



Conheça o snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026: provas, história olímpica, estrelas e a participação do Brasil



Pat Burgener em prova da Copa do Mundo de snowboard halfpipe
Pat Burgener é o principal nome do Brasil no snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 (LAAX/Ruggli)

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o OTD apresenta cada um desses esportes. Um deles é o snowboard, modalidade responsável pelo melhor resultado da história do Time Brasil em uma Olimpíada de Inverno.

O snowboard surgiu na década de 1960 nos Estados Unidos, criado pelo engenheiro Sherm Poppen. Ele inventou um brinquedo para suas filhas ao juntar dois esquis de madeira lado a lado, chamando a criação de snufer, junção de snow (neve) e surfer (surfista). O sucesso do brinquedo deu origem às pranchas modernas de snowboard.

As provas do snowboard nos Jogos Olímpicos

Nos Jogos Olímpicos de Inverno, o snowboard conta com cinco provas diferentes.

No slalom gigante paralelo, dois atletas largam lado a lado e descem a montanha simultaneamente. Quem chega primeiro vence a bateria, em um sistema eliminatório.

O mesmo formato é utilizado no snowboard cross, uma corrida em que vários atletas competem ao mesmo tempo. Após uma tomada de tempo classificatória, os melhores avançam para baterias eliminatórias até a definição do campeão.

Park & Pipe: halfpipe, slopestyle e big air

As outras três provas fazem parte do grupo conhecido como park & pipe: halfpipe, slopestyle e big air. Essas modalidades têm forte influência do skate.

O halfpipe lembra o skate vertical. Os atletas descem uma pista em formato de meia-lua, realizando manobras aéreas.

No slopestyle, os snowboarders descem a montanha executando manobras em obstáculos semelhantes aos do skate street e, na sequência, em grandes saltos.

Já no big air, os atletas utilizam uma rampa gigante para realizar uma única manobra aérea. Nessas três provas, os competidores são avaliados por juízes, e vence quem obtiver as maiores notas.

O snowboard na história olímpica

Um dos esportes mais novos do programa olímpico, o snowboard estreou nos Jogos Olímpicos de Inverno em Nagano-1998, com as provas de slalom gigante paralelo e halfpipe.

O snowboard cross entrou no programa em 2006, o slopestyle em 2014 e o big air em 2018.

Com a diversidade de provas, o snowboard é uma das modalidades com maior variedade de países no pódio. Os Estados Unidos lideram o quadro histórico com 35 medalhas (17 ouros, 8 pratas e 10 bronzes), seguidos por Canadá (17), Suíça (14), França (13) e Áustria (11).

Brasil no snowboard

A grande pioneira do snowboard brasileiro foi Isabel Clark. Especialista no snowboard cross, ela disputou quatro edições dos Jogos Olímpicos de Inverno e alcançou o melhor resultado da história do Brasil, com o 9º lugar em Turim-2006. Isabel também foi a primeira brasileira a alcançar um top-10 em etapas de Copa do Mundo de esportes de inverno.

Após sua aposentadoria, o Brasil seguiu representado no snowboard cross com os irmãos Noah e Zion Bethônico. Em 2024, Zion conquistou um feito inédito ao ganhar o bronze nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, em Gangwon, na Coreia do Sul.

Brasil em Milão-Cortina 2026

Em Milão-Cortina 2026, o Brasil terá pela primeira vez dois representantes no halfpipe.

Augustinho Teixeira, de apenas 20 anos, ainda está em processo de evolução na modalidade. Em 2025, terminou em 18º lugar no Campeonato Mundial e tem registrado resultados consistentes dentro do top-30 nas etapas da Copa do Mundo.

A principal novidade é Pat Burgener, que passou a defender o Brasil na última temporada. O atleta representava a Suíça, mas optou por competir pelo país de sua mãe. Pat possui um currículo expressivo, com dois bronzes em Campeonatos Mundiais e um 5º lugar nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul.

As estrelas do snowboard mundial

No halfpipe masculino, o grande nome da atualidade é o australiano Scotty James. Ele soma quatro títulos mundiais e sete conquistas nos X-Games. O único ouro que falta em sua carreira é o olímpico: foi bronze em 2018 e prata em 2022.

A seleção japonesa também chega forte, com Ruka Hirano e Yuto Totsuka entre os principais candidatos a medalhas.

No feminino, o destaque é Chloe Kim, dos Estados Unidos. Bicampeã olímpica e tricampeã mundial, ela é um dos maiores nomes da Olimpíada, embora não esteja 100% fisicamente após uma lesão no ombro sofrida em janeiro.

Outro nome de peso é Zoi Sadowski-Synnott, da Nova Zelândia. Campeã olímpica no slopestyle em Beijing-2022, ela também soma títulos mundiais em 2019, 2021 e 2025, além de disputar medalhas no big air.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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