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Guilherme Rocha ganha quatro posições na perseguição do parabiatlo



Guilherme Rocha foi o destaque do Brasil na perseguição do parabiatlo em Milão-Cortina 2026 ganhando quatro colocações na final



Guilherme Rocha no parabialto dos Jogos paralímpicos de inverno Milão-Cortina 2026
Guilherme Rocha ganhou quatro posições na perseguição sprint de Milão-Cortina 2026 (Foto: OIS/Thien-An Truong)

Terminou a disputa do parabiatlo nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nesta sexta-feira (13), o Brasil teve três atletas na disputa da perseguição sprint em Val di Fiemme, na Itália. O destaque fica para Guilherme Rocha. Após um 19º lugar nas eliminatórias, ele ganhou quatro posições na final e ficou no 15º lugar. Robelson Lula ficou na 21ª posição e Elena de Sena foi a 12ª (entre 12 atletas na disputa feminina).

A perseguição sprint é dividida em duas fases. Primeiro os atletas fazem uma tomada de tempo de qualificação, com duas rodadas de tiro. A cada alvo errado, os atletas têm 15s acrescidos no seu tempo final. Em seguida vem a parte da perseguição. O mais rápido da eliminatória larga na frente, com os demais atletas partindo com intervalos relativos à diferença de tempo para o líder. A ideia é que os outros biatletas persigam o primeiro colocado em busca do ouro. Na final, a penalidade por erro nos tiros é dar uma volta de 75 metros no penalty loop.

Elena fica no 12º lugar

Elena de Sena no parabialto dos Jogos paralímpicos de inverno Milão-Cortina 2026
Elena de Sena na perseguição sprint do parabiatlo (Foto: OIS/Jed Jacobsohn)

Na classe sitting feminina, a representante do Brasil foi Elena de Sena. Ela foi a 12ª na qualificação, com uma passagem perfeita pelos tiros. Elena anotou um tempo de 12min12s2. Na final, a brasileira teve uma grande desvantagem, largando mais de 4 minutos atrás das primeiras colocadas. Com três erros nos tiros, Elena de Sena terminou a prova com 17min42s2 e manteve o 12º lugar.

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A disputa pelo ouro foi intensa. A sul-coreana Kim Yunji liderava a prova, mas cometeu dois erros na rodada final. Assim, a norte-americana Kendall Gretsch a ultrapassou para levar o ouro com 11min33s1. Kim levou a prata (11min41s6), enquanto Anja Wicker da Alemanha completou o pódio (12min39s1).

“A neve estava boa hoje. Estou muito contente. Como eu prometi, acertei todos os tiros da qualificatória e passei para a final. Era o que eu queria mostrar, a capacidade de não desistir, de ir até o final. Mesmo saindo quatro minutos depois na prova de perseguição, tentei alcançar, fiz o mais forte possível”, disse Elena.

Homens em ação

Robelson Lula no parabialto dos Jogos paralímpicos de inverno Milão-Cortina 2026
Robelson Lula em ação no parabiatlo na Itália(Foto: OIS/Jed Jacobsohn)

Na prova masculina, o Brasil teve dois representantes. Guilherme Rocha teve apenas um erro nos tiros da qualificação e ficou no 19º lugar com 9min57s7. Robelson Lula errou quatro vezes e foi o 24º colocado com 10min54s7. Na final, ambos tiveram dois erros nos tiros, mas esquiaram bem para ganhar posições. Guilherme Rocha ficou no 15º lugar com 12min55s9, enquanto Robelson terminou na 21º posição com 13min56s6.

“Infelizmente não é o resultado que a gente busca ainda, a gente pode melhorar muito, mas foi a primeira de muitas. Com certeza, vamos voltar, treinar muito e voltar mais forte. A gente está evoluindo aos poucos. Hoje eu estava mais confiante, já fiz várias provas, o corpo está tranquilo, bem preparado, confiante nas curvas, nas descidas, no equipamento. Isso faz com que o resultado seja melhor”, comentou Guilherme.

A medalha de ouro foi para o cazaque Yerbol Khamitov com 9min39s0. Taras Rad da Ucrânia terminou com a prata em 10min00s5. Liu Zixu da China fechou o pódio (10min11s5).

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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