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Milão Cortina-2026

 

Biatlo nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026



Entenda o biatlo em Milão-Cortina 2026: formato das provas, revezamentos, história olímpica, Brasil e as estrelas do esporte



Biatlo - Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim-2022
(Foto: COI)

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o Olimpíada Todo Dia apresenta cada um desses esportes. Um deles é o biatlo, uma combinação do esqui cross-country com o tiro esportivo. Em 2026, o Brasil estará de volta à disputa da modalidade na Olimpíada de Inverno após 12 anos.

O biatlo tem origem militar e foi desenvolvido no século XIX como parte do treinamento de soldados na Noruega. A primeira versão do esporte apareceu nos Jogos Olímpicos de Inverno em Chamonix-1924, sob o nome de patrulha militar.

As provas individuais do biatlo olímpico

Em Milão-Cortina 2026, o biatlo contará com quatro provas individuais: individual, sprint, perseguição e largada em massa.

Individual
Os homens esquiam 20 km e as mulheres 15 km, com largadas individuais. A prova é dividida em cinco voltas, com quatro passagens pelo estande de tiro. Os atletas atiram deitados na 1ª e 3ª séries e em pé nas demais. Cada erro adiciona 1 minuto ao tempo final. O atleta com o menor tempo total vence.

Sprint
São 10 km para os homens e 7,5 km para as mulheres, em três voltas e duas séries de tiros (uma deitada e uma em pé). A cada erro, o atleta precisa esquiar um penalty loop de 150 metros. As largadas seguem sendo individuais, em intervalos de 30 segundos.

Perseguição
Disputada por 60 atletas, com largada baseada no resultado do sprint. Os homens percorrem 12,5 km e as mulheres 10 km, em cinco voltas. São quatro séries de tiros, e cada erro resulta em uma volta no penalty loop. Vence quem cruzar a linha de chegada primeiro.

Largada em massa
Apenas os 30 melhores atletas do ranking participam. Os homens esquiam 15 km e as mulheres 12,5 km, com quatro séries de tiros. Cada erro gera uma volta de 150 metros no penalty loop.

As provas de revezamento no biatlo

O programa olímpico também inclui três provas de revezamento:

  • 4×6 km feminino
  • 4×6 km misto
  • 4×7,5 km masculino

Cada equipe tem quatro atletas. Em cada trecho, o biatleta realiza duas séries de tiros (uma deitada e uma em pé). Para cada alvo, existem três balas extras, que precisam ser recarregadas manualmente. Se ainda assim algum alvo ficar em aberto, o atleta deve cumprir uma volta no penalty loop.

O biatlo nos Jogos Olímpicos de Inverno

Apesar da patrulha militar ter sido disputada em 1924, o biatlo entrou oficialmente no programa olímpico apenas em Lake Tahoe-1960. As mulheres passaram a competir a partir de Albertville-1992.

A União Soviética dominou o esporte entre 1964 e 1980. Depois, Noruega, Alemanha e França assumiram o protagonismo. A Noruega lidera o quadro histórico com 55 medalhas, sendo 22 de ouro. A Alemanha soma 54 pódios, mas considerando Alemanha Oriental e Ocidental, o total chega a 70 medalhas. A França tem 32 pódios, enquanto a Rússia soma 23.

O Brasil no biatlo

Os primeiros brasileiros no biatlo vieram do esqui cross-country. O maior marco da modalidade no país aconteceu com Jaqueline Mourão, primeira biatleta brasileira em Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi-2014, quando terminou em 76º lugar no individual e 77º no sprint.

Atualmente, o Brasil tem atletas disputando a IBU Cup, o segundo nível do circuito mundial. Em Milão-Cortina 2026, o país voltará ao biatlo olímpico com Gaia Brunello. A ítalo-brasileira passou a competir pelo Brasil em 2024 e garantiu uma das últimas vagas individuais. No Mundial de 2025, ficou em 65º lugar no sprint e no individual.

As estrelas do biatlo mundial

Um dos grandes nomes da atualidade é o francês Quentin Fillon Maillet, que conquistou dois ouros e três pratas em Beijing-2022 e soma 20 medalhas em Campeonatos Mundiais. A França também conta com destaques no feminino, como Lou Jeanmonnot e Justine Braisaz-Bouchet.

A Noruega vive um período de transição após as aposentadorias de Johannes Thingnes Bø e Marte Røiseland. O principal nome do país no ciclo é Johan-Olav Botn, vencedor de quatro etapas da Copa do Mundo em 2025/2026. No feminino, a jovem Maren Kirkeeide, de 22 anos, já conquistou pódios importantes.

A estrela da casa será a italiana Dorothea Wierer, dona de três bronzes olímpicos e títulos mundiais no individual, perseguição e largada em massa. Após temporadas difíceis, ela voltou a subir ao pódio do circuito mundial e chega forte para brigar por medalha em casa.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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