Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o Olimpíada Todo Dia apresenta cada um desses esportes. Um deles é o salto de esqui, modalidade em que os atletas descem uma rampa e “voam” por distâncias que podem chegar a 150 metros.
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O salto de esqui consiste em uma disputa para ver quem alcança a maior distância após descer com os esquis por uma rampa curvada. Assim como outras disciplinas nórdicas, o esporte surgiu no século XIX, na Noruega.
As pistas e o sistema de pontuação
Existem dois tipos de pistas nas competições oficiais de salto de esqui:
- Pista normal, com cerca de 90 metros
- Pista longa, com cerca de 120 metros
Nas provas individuais, cada atleta realiza dois saltos. A distância alcançada é convertida em pontos, e os competidores também recebem notas de até 20 pontos dos juízes, que avaliam a execução técnica do salto, como equilíbrio e aterrissagem.
A soma da pontuação dos dois saltos define o vencedor. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, a modalidade também conta com provas por equipes, tanto no masculino quanto no revezamento misto, reunindo os melhores saltadores de cada país.
O salto de esqui nos Jogos Olímpicos de Inverno
Presente na primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix-1924, o salto de esqui nunca ficou fora do programa olímpico. Inicialmente, a modalidade contava apenas com a pista longa masculina.
Com o passar do tempo, foram incorporadas a pista normal e as provas por equipes. Durante muitos anos, o esporte foi restrito aos homens.
As competições femininas começaram a ganhar espaço no cenário internacional a partir de 2004 e entraram oficialmente no programa olímpico em Sochi-2014, com disputas apenas na pista normal. Em Milão-Cortina 2026, haverá um marco histórico: as mulheres competirão pela primeira vez também na pista longa.
As potências do salto de esqui
A Noruega domina o quadro histórico do salto de esqui nos Jogos Olímpicos de Inverno, com 36 medalhas: 12 ouros, 10 pratas e 14 bronzes.
A Finlândia aparece na sequência, com 22 medalhas e 10 ouros, embora viva um jejum de mais de 20 anos sem pódios olímpicos. Outras grandes potências da modalidade são Áustria (27 medalhas), Alemanha (16), Japão (14) e Polônia (10).
Os grandes “voadores” do salto de esqui
Uma das famílias mais emblemáticas da modalidade é a dos Prevc, da Eslovênia. Quatro irmãos competem em nível internacional. Domen Prevc é o atual líder da Copa do Mundo no masculino, enquanto Nika Prevc chega a Milão-Cortina 2026 como campeã mundial nas pistas normal e longa.
A tradicional seleção japonesa aposta em Ryoyu Kobayashi, campeão olímpico da pista normal em Beijing-2018. Já o norueguês Marius Lindvik chega para defender o título olímpico da pista longa, conquistado na última edição dos Jogos.