O Mundial de handebol feminino 2025 tem início nesta quarta-feira (26) com quatro partidas em Stuttgart e Trier, abrindo oficialmente a edição que marca a estreia do formato compartilhado entre Alemanha e Holanda como países-sede. Alemanha x Islândia e Sérvia x Uruguai movimentam o Grupo C na Porsche-Arena, enquanto Espanha x Paraguai e Montenegro x Ilhas Faroe dão largada ao Grupo D na SWT Arena.
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A bola sobe para uma edição que promete alto nível técnico, reencontros históricos e a estreia de uma das seleções mais aguardadas desta primeira rodada: as Ilhas Faroe, debutando em um Mundial feminino adulto.
Alemanha estreia em casa contra a Islândia
A anfitriã Alemanha abre sua 25ª participação em Mundiais diante da Islândia, às 14h (horário de Brasília). O favoritismo é alemão, mas o confronto traz uma história curiosa: no único duelo entre as seleções em Mundial, em 2011, a Islândia venceu por 26 a 20 e eliminou as alemãs ainda na fase de grupos.
O cenário mudou bastante desde então. A Alemanha venceu os três confrontos oficiais mais recentes, incluindo um expressivo 30 a 19 no Europeu de 2024. O time chega embalado por vitórias convincentes em amistosos contra a Suíça e tenta manter o crescimento recente, após terminar em sexto no último Mundial.
Para a Islândia, é apenas a terceira participação da história — e a expectativa é que atletas que atuam na liga alemã, como Andrea Jacobsen e Diana Dögg Magnúsdóttir, tragam alguma familiaridade para enfrentar as donas da casa.
Sérvia e Uruguai fazem duelo inédito no Mundial

Logo depois, às 16h30 (de Brasília), Sérvia e Uruguai se enfrentam em um duelo inédito na história do torneio. A seleção sérvia chega pressionada após resultados abaixo das expectativas nos últimos ciclos — 21º lugar tanto no Mundial de 2023 quanto no Europeu de 2024.
Apesar do momento instável, a Sérvia mantém o objetivo de avançar à fase principal e sabe que vencer o Uruguai é essencial para isso. A seleção sul-americana, por sua vez, volta ao Mundial após 14 anos longe da competição. O sexto lugar de 2011 segue como melhor campanha uruguaia.
Mesmo com o terceiro lugar no Campeonato Sul-Centro de 2024, o Uruguai entra como claro azarão do grupo, tentando surpreender com um estilo físico e de alta entrega defensiva.
Espanha abre grupo contra um Paraguai em ascensão

No Grupo D, a Espanha — prata no Mundial de 2019 — encara o Paraguai às 14h (de Brasília), em Trier. O jogo marca o início de uma caminhada de reconstrução para as espanholas, que vêm de três campanhas decepcionantes: 13º no último Mundial, 12º na Olimpíada de Paris e 13º no último Europeu.
Com Ambros Martín no comando, a Espanha chega com elenco renovado, cheio de estreantes e sob a liderança da capitã Alicia Fernández. O objetivo é claro: voltar ao topo após anos de instabilidade.
Do outro lado, o Paraguai volta ao Mundial após conquistar a vaga na repescagem no fim de abril, derrotando seleções como Chile e El Salvador. A equipe nunca avançou à fase principal e tenta quebrar essa marca histórica. Nos dois encontros anteriores entre os países, as espanholas venceram com folga — 32 a 15 em 2017 e 29 a 9 em 2023.
Montenegro enfrenta as estreantes Ilhas Faroe em Trier
Encerrando o primeiro dia, Montenegro e Ilhas Faroe entram em quadra às 16h30 (de Brasília). O jogo carrega simbolismos muito distintos: enquanto Montenegro disputa seu 19º grande torneio desde 2006, as Faroesas fazem história com sua primeira participação em um Mundial feminino adulto.
Mais de 200 torcedores das Ilhas Faroe viajaram até Trier para acompanhar o momento histórico. A equipe chega embalada pela classificação conquistada sobre a Lituânia e tenta repetir atuações surpreendentes como a do último Europeu, em que terminou em 17º lugar.
Montenegro, comandada pela ex-jogadora Suzana Lazović, mistura experiência e renovação. A equipe ainda busca reencontrar o auge vivido entre 2012 e 2015, quando conquistou prata olímpica, ouro no Europeu e títulos da Champions League. O retrospecto recente entre as seleções favorece Montenegro, que venceu o duelo pelas Eliminatórias do Euro 2026 por 32 a 26.