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O que esperar do Brasil no Campeonato Mundial de handebol feminino 2025?



Com volta de Alexandra Nascimento e Bruna de Paula em grande fase, Brasil mira chegar nas quartas de final do Mundial de handebol feminino



Bruna de Paula durante finalização em jogo Brasil x Rep Tcheca no Mundial de Handebol feminino
Bruna de Paula será a grande estrela do Brasil no Mundial de handebol feminino (Foto: IHF)

O Mundial de handebol feminino acontece na Alemanha e na Holanda a partir do dia 26 de novembro. O Brasil chega à competição com um objetivo claro: se manter entre as dez melhores do mundo após o 6º lugar em 2021 e o 9º lugar em 2023. Para isso, a equipe aposta em um elenco que combina atletas jovens, jogadoras consolidadas no cenário internacional e o retorno de uma das maiores da história: Alexandra Nascimento.

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“Nossas expectativas são as mais altas possíveis. Acreditamos muito em chegar às quartas e às finais, buscando a melhor colocação possível”, aposta o técnico Cristiano Silva.

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O torneio marca ainda um momento simbólico: 30 anos da estreia brasileira em Mundiais, que aconteceu em 1995. Desde então, a seleção nunca ficou fora da competição — são 16 participações consecutivas, algo inédito no continente.

Retorno histórico: Alexandra Nascimento disputa seu oitavo Mundial

Com 44 anos, Alexandra Priscilla do Nascimento Sanchez volta à seleção para disputar o oitavo Campeonato Mundial da carreira (2003, 2005, 2007, 2011, 2013, 2015, 2019 e 2025). Ela foi eleita a Melhor Jogadora do Mundo em 2012, integrou a equipe campeã mundial em 2013 e soma 415 jogos pela seleção.

“Nunca me aposentei da seleção. Sempre continuei treinando, cuidando do meu corpo e da minha mente. Meu trabalho com a seleção é totalmente diferente agora porque tenho 44 anos e poderia ser mãe dessas jogadoras, mas respeito as jogadoras jovens”, afirmou a experiente atleta. “Muitas das jogadoras jovens vêm até mim e perguntam como faço as coisas, o que penso e como podem melhorar a cada treino. Para mim, isso é uma sensação boa – só quero ajudar. Digo sempre que, se posso fazer algo positivo, faço; se não, é muito melhor ficar calada”.

Liderança em quadra: Bruna de Paula

Alexandra Nascimento e sua equipe, capitaneada por Bruna de Paula, do Gyor, enfrentarão Cuba, República Tcheca e Suécia na Porsche Arena, em Stuttgart, pelo Grupo G.

Análise dos adversários

🇨🇺 Cuba – 27/11 (14h)

O Brasil venceu todos os últimos nove jogos contra Cuba, um deles foi no Mundial de 2011, em casa, por 37 a 21. Todos os outros foram em campeonatos continentais ou Jogos Pan-Americanos. “A primeira coisa que precisamos fazer contra Cuba é superar a ansiedade do jogo de abertura, o primeiro jogo do campeonato, e criar um ataque que possa romper sua defesa física”, explicou o treinador. “Também precisamos ser eficazes nos duelos individuais, pois elas são uma equipe com muita qualidade individual. Mas acreditamos que podemos manter os bons resultados que tivemos com Cuba nas últimas competições internacionais”.

🇨🇿 Tchéquia – 29/11 (14h)

República Tcheca e Brasil se enfrentaram no último Mundial, com vitória brasileira por 30 a 27 em 2023. “Enfrentamos a República Tcheca no último campeonato mundial e sabemos que eles têm jogadoras de alto nível que atuam em ligas importantes. Esperamos uma partida muito equilibrada, assim como em 2023, quando vencemos, mas acredito que elas também são uma equipe que exigirá muito de nós defensivamente”, analisa o técnico brasileiro.

“Elas têm um contra-ataque muito forte e precisamos ser eficazes defensivamente para impedir seus poderosos arremessos de nove metros – sendo eficazes em nossa transição defensiva e impedindo que marquem muitos gols de longa distância. Isso nos dá uma boa chance de vencer uma partida muito importante na fase de grupos, para que possamos entrar em nossa partida contra a Suécia com muita confiança”, aposta Cristiano Silva.

🇸🇪 Suécia – 1/12 (16h30)

A Suécia será provavelmente o adversário mais difícil para o Brasil no Grupo G. Os dois países se enfrentaram no Mundial de 2009 na China, com vitória dos europeus por 26 a 23. Em Jogos Olímpicos, as suecas venceram por 25 a 22 em Pequim-2028 e por 34 a 31 em Tóquio-2020.

“A Suécia é a equipe melhor ranqueada do nosso grupo e sempre é uma das favoritas ao título em qualquer campeonato mundial”, acredita Cristiano Silva. “Será um jogo de altíssima qualidade, no qual precisaremos jogar de forma muito completa, atuando bem em todas as fases. Mais uma vez, também precisamos ser muito eficazes no nosso retorno defensivo, para que possamos impedir o contra-ataque da Suécia e, acima de tudo, conseguir neutralizar a sua impressionante defesa 6-0, para que possamos vencer a partida contra um grande adversário.”

Histórico do Brasil em Mundiais

  • 1995: 17º
  • 1997: 23º
  • 2001: 12º
  • 2003: 20º
  • 2005:
  • 2007: 14º
  • 2009: 15º
  • 2011:
  • 2013: Campeão
  • 2015: 10º
  • 2017: 18º
  • 2019: 17º
  • 2021:
  • 2023:

Jogadoras chave

  • Bruna de Paula – central
  • Patrícia Matieli – central
  • Gabriela Moreschi – goleira
  • Renata Arruda – goleira
  • Alexandra Nascimento – ponta esquerda

* Com informações do IHF.info

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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