O Grupo C do Mundial de handebol feminino 2025 reúne três seleções europeias consolidadas e marca o retorno do Uruguai, que volta ao torneio após 14 anos fora. A presença uruguaia é um dos elementos mais simbólicos da primeira fase, mas também expõe o tamanho do desafio: a equipe sul-americana chega como o claro azarão em uma chave dominada por seleções com histórico e profundidade técnica muito superiores.
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Alemanha favorita em Stuttgart com elenco maduro e força local

Sede da competição ao lado da Holanda, a Alemanha reencontra o Mundial em casa pela quarta vez, após sediar edições em 1965, 1997 e 2017. O país busca transformar o apoio das arquibancadas em vantagem esportiva, especialmente em Stuttgart, palco dos jogos do grupo.
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A equipe alemã conta com nomes experientes como Xenia Smits e Emily Vogel, jogadoras que viveram a campanha de 2017 e agora tentam conduzir a seleção a um resultado mais expressivo. O retrospecto recente é favorável: a Alemanha venceu a Islândia com autoridade no Campeonato Europeu 2024 (30 a 19) e dominou a Sérvia na fase principal do Mundial de 2023 (31 a 21).
Com elenco mais constante e histórico positivo contra os rivais da chave, a Alemanha inicia o Mundial como favorita a avançar em primeiro lugar.
Sérvia ganha reforços e tenta resgatar a força dos anos dourados
A Sérvia chega ao Mundial com um elenco que combina renovação e experiência. Jogadoras importantes da geração que foi vice-campeã mundial em 2013 — como Dragana Cvijić e Katarina Krpež Šlezak — voltaram à seleção recentemente, dando profundidade ao time. Algumas atletas que haviam anunciado aposentadoria retornaram, enquanto outras acabaram ficando fora da lista final, mas o movimento mostra um esforço para recuperar competitividade.
No histórico direto contra a Alemanha, a Sérvia soma apenas uma vitória — a de 2019 — além de um empate em 2017, também em solo alemão. Ainda assim, costuma ser uma seleção dura fisicamente, capaz de criar jogos equilibrados mesmo contra rivais mais estáveis.
Islândia tenta repetir o feito histórico de 2011
A Islândia chega para seu segundo ciclo de Mundial ao longo da última década, após a participação marcante em 2011, quando venceu a Alemanha e avançou às oitavas de final. Desde então, os resultados oscilaram, mas a equipe mantém um estilo de jogo consistente, apoiado em defesa compacta e ataque disciplinado.
O reencontro recente entre as seleções terminou com vitória alemã por 30 a 19 no Europeu de 2024, refletindo uma diferença hoje maior do que aquela vista no passado. Ainda assim, a Islândia tem condições de disputar ponto a ponto com a Sérvia e, dependendo do desempenho, brigar pela segunda vaga da chave.
Uruguai retorna ao Mundial e encara sua missão mais dura
A volta do Uruguai ao Mundial após 14 anos é um dos pontos mais simbólicos desta edição. A seleção conquistou a vaga ao terminar em terceiro lugar no Campeonato Sul-Centro-Americano de 2024, mas ainda enfrenta uma ampla diferença técnica em relação às equipes europeias.
O melhor resultado histórico uruguaio veio em 2011, quando terminou em 20º e conquistou sua única vitória em Mundiais — sobre a Argentina. Desde então, a equipe viveu um hiato de mais de uma década na competição e retorna com poucos duelos internacionais de alto nível no período.
O Uruguai nunca enfrentou Alemanha, Sérvia ou Islândia em Mundiais, e o melhor resultado contra uma equipe europeia foi uma derrota por quatro gols para a Itália, em 2001. A experiência recente contra Brasil e Argentina também mostrou a distância competitiva atual.
Mesmo como azarão declarado, o retorno uruguaio representa um avanço para o handebol do país e amplia a representatividade sul-americana nesta edição.
Panorama geral do Grupo C
A Alemanha desponta como favorita, unindo elenco forte, fator casa e vantagem no histórico recente. A Sérvia chega reforçada e tenta recuperar sua melhor versão. A Islândia aparece como candidata a surpreender, especialmente no confronto direto com a Sérvia. Já o Uruguai tenta ganhar experiência valiosa, mesmo com um caminho significativamente mais duro.
É um grupo com forças claramente definidas — mas com potencial para jogos duros e histórias interessantes ao longo da fase preliminar.